SOY LOCO POR TI
Política, Mídias, Economia, Arte, Futebol e Humor na América Latina

01/06/2006

And my heart beats so
that I can hardly speak
Movimento dos Sem Blog


Esse deve ser o último post nesse blog. Não estou me esforçando pra irritar os poucos e interessantíssimos leitores desse blog, abrindo e fechando o danado (ops). É que eu resolvi deixar de assinar o UOL e por isso, no próximo dia 5 de junho, o site implodirá e levará junto com sigo todos os leitores que estiverem lendo a página. Tive que jurar ao atendente do UOL que estava saindo do país e que por isso não poderia manter a assinatura. Mas como a internet está em todo canto, e os atendentes insistem pra se manter a assinatura ainda que você não queira, ou não possa pagar, eu tive que jurar também que estava indo morar no interior da Austrália, onde não há linha telefônica. Pode? Pode. Depois recrio o Soy Loco por Ti noutro endereço e aviso a quem interessar. O emaiu continua valendo.

Aliás, lanço aqui uma das principais bandeiras do nobilíssimo MSBlog, o Movimento dos Sem Blog: quem quiser me dar um lay out novo pro novo site, não precisa se fazer de rogado. Ganha presente ao final do trabalho e minhas mais sinceras considerações e agradecimentos.

E se... um mineiro?
E se um mineiro quase azarão der a sorte de ser chamado porque quem foi no seu lugar não conseguiu convencer o próprio corpo do contrário do que já sabia antes, que estava machucado? E se assim acontecendo, o mineiro lá chegando, acontecer o mais que imprevisto mineiro jogar a mais que imprevista redonda bola deste mundo e sair do banco direto pras quatro linhas? e se um mineiro nas quatro linhas imprevistas de forma imprevista entortar as linhas da lógica, e a caixinha de surpresas se robustecer de seu tecido próprio? e se um mineiro sorridente e surpreso e imprevisto alcançar um dia destes a intermediária e em desmedido flerte com a estatística perceber um ângulo improvável no gol alheio? E se o gol alheio nesse momento for nosso?

Postando, pensando em ouvir e falar da música abaixo
There are many many crazy things
That will keep me loving you
And with your permission
May I list a few

The way you wear your hat
The way you sip your tea
The memory of all that
No they cant take that away from me

The way your smile just beams
The way you sing off key
The way you haunt my dreams
No they cant take that away from me

We may never never meet again, on that bumpy road to love
But Ill always, always keep the memory of

The way you hold your knife
The way we danced till three
The way you changed my life
No they cant take that away from me



 Escrito por Luiz às 13h48 [] [envie esta mensagem]


28/05/2006

Conversa gasosa

Desde que o presidente Evo Morales anunciou a publicação dos decretos sobre a exploração de gás na Bolívia abriu-se um novo flanco de ataque ao governo atual do Brasil. Esse blog mesmo entrou na roda e acusou Lula e sua política externa de incompetência. Acontece que foram raros os casos, na grane imprensa de análise do que realmente implica o decreto, para além da verborragia de Morales e do próprio Lula. Eu me incluo entre os incompetentes de primeira hora. Por isso fui procurar me informar melhor pra escrever o que tem aí embaixo. A quem lê esse blog com vontade de me achar eleitor de Lula: não é (mais) o caso. É que a preguiça e a maldade com que se vem tratando esse e outros temas na mídia e pela oposição são demais.

1) Os contratos que deixaram o Brasil dependente dos estoques de gás e da política boliviana - algo não recomendável para nenhum país - foram estabelecidos no governo do senhor Fernando Henrique Cardoso. O contrato prevê que a subsidiária da Petrobras, a Petrobras Bolívia extrai o gás e o vende à estatal boliviana. A YPBF vende o gás à Petrobras, dessa vez no Brasil. Esquisito, né?

2) Nos contratos assinados por FHC o maior prejudicado era o Brasil: comprávamos mesmos sem gastar. Pagávamos 30 milhões de metros cúbicos, mas só usávamos 8 milhões de metros cúbicos.
Iss porque o contrato de fornecimento de gás é resultado do acordo entre a Petrolífera estatal da Bolívia e a Petrobrás, e obriga a Bolívia a vender ao Brasil 30 milhões de m3 diários e a Petrobrás a comprar. O preço fixado vigora até 2019.

3) O contrato, como qualquer outro, é passível de alteração. Desde que seja feito por meio de acordo mútuo entre a Petrobrás e a Petrolífera estatal da Bolívia. Também pode passar por uma decisão em júri internacional, por pedido do Brasil ou da Bolívia.

4) Até agora, e deve continuar assim, o decreto do presidente Evo Morales não rompem os contratos. Embora a grande imprensa muito tenha tratado do assunto, pouca gente sabe dizer exatamente o que contém esse tal decreto:

a) ele prevê aumento de imposto pago na venda - pelas empresas que extraem o gás, entre elas a "Petrobrás Bolívia" - do gás para a Petrolífera estatal boliviana. Pode-se discordar disso, mas é um direito do governo boliviano.

b) A nacionalização das reservas de petróleo e de gás existentes no território boliviano. O que é fato no Brasil, o que acabou de acontecer na Nigéria e o que ocorreu há cerca de dois anos na Rússia. Mas lá não tem PFL ne PSDB, he.

c) A nacionalização das refinarias de petróleo existentes na Bolívia. A Petrobras tem duas refinaria lá.

d) Prazo de 180 dias para que se chegue a uma acordo sobre nacionalização, incluindo o valor das indenizações pertinentes. Isso é, também, direito da Bolívia e não caracteriza quebra de contrato, pois não se configura confisco nem expropriação. Ao contrário do que vem se esmerando em afirmar a colunista Míriam Leitão. Somente a interrupção do fornecimento caracteriza quebra de contrato.

5) Parte da verborragia na grande imprensa acusando o governo boliviano de expropriação e até de roubo do patrimônio brasileiro se deve às declarações - também verborrágicas - de Evo Morales. O que vale para o foro jurídico é o que está escrito. A verborragia que acusa o governo boliviano também se deve a um viés ideológico, claro.

6) A Bolívia não interromperá o fornecimento de gás, para tranquilidade do trade turístico do Rio Grande do Sul e de boa parte da indústria de São Paulo. Por que?

a) O interrompimento do fornecimento implica paralisar a extração do gás, extração essa que implica, a extração de gasolina e de óleo diesel que é feita na mesma hora. Esses dois produtos são separados por refino e consumidos internamente na Bolívia. O interrompimento da retirada de gás, portanto, implicaria no desabastecimento do mercado consumidor boliviano de gasolina e óleo diesel.

b) A Bolívia ficaria sem receber US$ 800 milhões/ano, o que representa um terço da receita do país.

c) Na mesma medida em que o Brasil depende do gás boliviano (só agora a Petrobras está estudando outros fornecedores), a Bolívia também depende do Brasil para escoar sua produção. Na prática, ela só pode vender ao Brasil, uma vez que o gasoduto para escoamento é da Petrobras e fica em território brasileiro. É claro que existe o fator Chávez a se considerar.


Mas a pressão sobre o atual governo para que desse "uma resposta a altura" está ligada ao nosso próprio contexto aqui no Brasil, estamos em ano de eleição. Aliás, tudo que a oposição e o atual governo fazem há meses devem ser considerados levando isso em consideração.

Assim, a pressão principalmente do PSDB e do PFL visavam claramente abrir uma nova brecha, num novo front de enfraquecimento do governo Lula. Eu mesmo aqui achincalhei o governo com esse discurso, que tem um não-dito encoberto. É muito fácil tomar as impressões majoritárias veiculadas na Veja, Folha de São Paulo, Estadão e outros como discursos do que REALMENTE acontece, principalmente porque já vem tudo mastigadinho. E muitas vezes, mal mastigado. Com erro de interpretação. E, claro, inevitavelmente, com a carga idelógica que todo discurso oculta. E do qual se alimenta.


Devo agradecer os esclarecimento feitos pelo professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Roberto Lopes de Abreu.

 Escrito por Luiz às 19h00 [] [envie esta mensagem]



Os bandidos na mesa do café            

Fernando Gabeira
Depois de uma hora de braçadas tranqüilas, saio da piscina e subo numa arquibancada de madeira para tirar a toalha da mochila. Olho para uma edificação baixa de tijolos vermelhos, com uma placa: alameda Paissandu. Diante dela, mesas brancas, cadeiras. Numa delas dorme o gato Amaral. O sacana do Amaral, como o chamamos: gordo, castrado, sonolento, ainda assim faz das suas, encostando-se nas gatas, irritando a torcida do Flamengo, "precisamos acabar com esses gatos no clube".

Nesses momentos de contemplação, nuvens desenhando anéis em torno da estátua do Cristo, sinto uma dor por ter dedicado tantos anos à política, com tão escassos resultados. Invade-me uma vontade de mudar de vida, fazer como o narrador do romance "O Enigma da Chegada" (de V.S. Naipaul), que se retira para o interior e passa apenas a observar e escrever o que está na sua frente.

Segunda-feira, auge da crise de violência em São Paulo, parti para Brasília para fazer um discurso de solidariedade e propostas, pensado durante o fim de semana sangrento. Não pude realizá-lo até o fim, embora o plenário estivesse vazio. Minha palavra foi cortada por um presidente ocasional. Ele vem do Norte toda segunda-feira e assume a presidência porque não há ninguém para abrir as sessões. Dá a impressão aos seus eleitores de que é importante, embora já tenha sua prisão preventiva decretada e inúmeras processos. Limitei-me a dizer: "Vossa Excelência é um bandidaço", embora soubesse que até os insultos seriam usados por ele junto aos eleitores como sinal de importância. A um jornal de Brasília, declarou que aqueles que assistem à TV no seu Estado pensam que é o presidente da Câmara.

Ele é desse numeroso e sórdido grupo com que, depois de tantos anos de lutas e sonhos, tenho de conviver no café da Câmara: contas fantasmas, entidades fantasmas, ambulâncias superfaturadas, desvios de verbas no hospital do câncer. A própria luz do Planalto atravessando as vidraças e banhando os flocos de poeira que flutuam nos torna também fantasmas, e você olha a mancha de iogurte na mesa do café, duvida se aquilo não é um ectoplasma desses putos que pintam o cabelo e beliscam a bunda das secretárias. >

Marcola, o líder do PCC, já leu mais
do que todos eles juntos; os da minha geração, que tiveram uma base político-militar -não no sentido de terem feito ações armadas, mas por terem curiosidade em relação às leis da guerra-, esses praticamente saíram de cena.

Fiquei surpreso ao perguntar por um grande nome do Partido Verde alemão, que surgiu nos anos 60, e soube que, ao deixar o governo, está quase aposentado. Lembrei de tantos outros que se voltaram para suas especialidades acadêmicas, dos que morreram, dos que simplesmente deram uma banana para a idéia de transformar o mundo.

De uma certa maneira, foram poupados dessa humilhação que sinto todos os dias ao ver que os bandidos estão triunfando na vida pública, que não só tomaram conta de tudo mas também tomam café ao seu lado, riem para você, falam sobre o tempo e reclamam da dureza da vida política.

É uma ilusão pensar que o mundo do crime ignora essas variáveis. Marcola já esteve aqui depondo e, nos poucos minutos que passei pela sala, olhou-me com muita freqüência, como se quisesse dizer: com esse tipo de gente me interrogando jamais sairá outra coisa, além do desprezo recíproco.


 Escrito por Luiz às 11h34 [] [envie esta mensagem]



(continuação)
O mundo que está ruindo aos meus pés é muito desconcertante, pois leva consigo toda uma forma de pensar a que nos reduz ao ridículo de tentar trazer a guerra urbana de São Paulo para o parlamento e ser interrompido por um idiota que está posando de presidente para seus eleitores do Norte.

O mundo que está ruindo nos impõe a humilhação de chamar de Congresso brasileiro um lugar onde os dirigentes da mesa estão mergulhados num escândalo e nem sequer pedem licença para serem investigados, um lugar onde o corregedor, num ano eleitoral, foi o primeiro a ser multado pela Justiça por fazer propaganda fora de tempo. >

Numa semana tão importante, talvez não devesse enfatizar minhas frustrações. Acontece que não estou sendo humilhado sozinho, nem o está a pequena parcela de deputados honestos.

Enquanto não se desvendar o elo entre as quadrilhas que queimam ônibus, metralham policiais, fuzilam inocentes e os bandidos que nos cercam, poucos vão sentir a humilhação que sinto. E quando falo de vínculo não me refiro a advogados, emissários ou mesmo um ou outro deputado que possa estar ligado ao crime organizado. Refiro-me ao plano simbólico tão bem expresso na célebre frase carioca: está tudo dominado.

O tudo dominado revela-se não apenas em números mas também em encenações falsas, pequenas omissões, um rígido controle da agenda para que venha à tona o debate dos verdadeiros problemas do país.

Aqui as matracas, os "treisoitões", as bananas de dinamite transfiguram-se em questões de ordem, permita-me um aparte, regimentos internos. Aqui e ali, no Planalto, onde instalamos um governo destinado precisamente a mudar tudo isso e que, no fim das contas, apenas exacerbou o processo, degradando-se e nos degradando.

Só penso em aposentadoria quando vejo o Amaral, gordo, castrado e sacana: divagações à beira da piscina. Não rolei tanto barranco para entregar o ouro aos bandidos. Se há uma boa maneira de viver os últimos dias, essa maneira ainda é o combate.


Texto enviado pelo amigo Cláudio Machado.



 Escrito por Luiz às 11h34 [] [envie esta mensagem]


25/05/2006

Gente chic

O quadro acima é de Frida Khalo, foi leiloado pelo preço recorde (para um artista latino) de US$ 5,616 milhões hoje. Chique e morena assim, só em Paris.

;))



 Escrito por Luiz às 13h44 [] [envie esta mensagem]



Na Argentina
Kirchner lança hoje sua candidatura para 2007. Não é uma data qualquer. Hoje é o aniversário da independência da Argentina. E num ato típico do peronismo, está marcado um grande ato político na Praça de Maio, com atrações e discursos durante todo o dia. A identificação da figura e da campanha do presidente argentino é algo a ser acompanhado de perto e com atenção.

Primeiro porque Kirchner conseguiu reunir em torno de si um apoio majoritário impressionante, principalmente dos setores mais pobres da população. Na verdade, diz-se que ele cooptou os movimentos sociais e outras instâncias  da representaçao popular.

Segundo, que esse parece ser o teste supremo não só de sua popularidade, mas de sua liderança peronista, de resto a mais forte no cenário do país. Os jornais noticiam o evento com uma discreta nesga de apoio. A recuperação da economia é uma das principais razões para isso. Espera-se que o principal cenário das manifestações peronistas receba hoje 150 mil pessoas. E que o ato custará 4 milhões de pesos - cerca de R$ 3 milhões. A oposição, fraca, acusa o presidente de tomar conta da data em proveito próprio.



 Escrito por Luiz às 07h31 [] [envie esta mensagem]


24/05/2006

Adeus, hexa
O lateral Roberto Carlos foi levar sua camisa autografada ao presidente Lula antes de viajar para a Copa da Alemanha. Não há o menor vestígio de humildade no comportamento dos jogadores da seleção brasileira. Antigamente, o beija-mão palaciano era restrito ao momento da volta, quando os guerreiros iam buscar sua condecoração após a batalha. Agora, a batalha é um detalhe. Já tem muito brasileiro dizendo que não basta ganhar a Copa, é preciso “dar espetáculo”. E lá vão os Globe Trotters verde-amarelos para a Alemanha com a receita perfeita para a derrota.

Os brasileiros são assim mesmo. Oscilam da auto-piedade mais miserável à arrogância mais histérica. Lula é o exemplar-síntese desse caráter. Poucos meses atrás, bombardeado pelo escândalo do mensalão, mal conseguia levantar da cama para governar. A imprensa queria saber quando o governo ia acordar, mas não se ouvia uma palavra do presidente sobre qualquer assunto. Mas o povo esqueceu o mensalão, as pesquisas de opinião embalaram a campanha da reeleição e Lula saiu por aí falando categoricamente sobre tudo. Sua última pérola foi dizer que “infelizmente a lei neste país” impede a programação de gastos públicos a menos de seis meses da eleição.

Seria chocante, absurda, surrealista uma declaração dessas vinda do chefe da nação, bombardeando a maior conquista recente da administração pública no Brasil – a responsabilidade fiscal. Seria de fato ultrajante, se a opinião pública não fosse dócil aos delírios de grandeza de quem está circunstancialmente por cima. Da depressão profunda, Lula passou à onipotência desvairada, a ponto de se considerar acima da lei. E o povo aplaude: ninguém segura esse presidente, ninguém segura o escrete canarinho, conosco ninguém pode.

No terreno da política, esses são os ingredientes perfeitos para o autoritarismo (ver jornada venezuelana). Mas nenhum brasileiro se sentirá às vésperas de uma guinada autoritária quando se está às vésperas de uma Copa do Mundo. E no terreno do futebol, a empáfia e a onipotência são os ingredientes perfeitos para o fracasso.

Milionários e entediados, os jogadores da seleção brasileira pediram, pela primeira vez, para ficarem concentrados em quartos individuais. Nada daquele clima de colégio interno, tendo que conviver com as cuecas e os roncos do companheiro de time. São todos celebridades, donos de fundações, produtos comerciais altamente rentáveis, verdadeiras ONGs ambulantes. Não faz sentido para suas excelências passarem a vida se deslocando em helicópteros e jatinhos e, na hora da Copa, ter que se meter num acampamento de escoteiro. Mas seus empresários e relações públicas já contornaram esse contratempo.

Cafu, o pior lateral direito de uma seleção brasileira campeã, é candidato à sua quarta final de Copa do Mundo. O recorde é de fato impressionante, mas só interessa ao próprio Cafu, à família do Cafu, à ONG do Cafu e aos almanaques esportivos. A permanência dele e de Roberto Carlos, o que foi beijar a mão de Lula antes da hora, no time que vai à Copa é um mistério insondável. Não jogam nada em seus times há muito tempo, não precisam conquistar mais nada esportiva ou financeiramente, e não largam o osso. São titulares da panelinha vitalícia da CBF.

Carlos Alberto Parreira, o técnico, é outro que está empanturrado. Já ganhou Copa, já ganhou dinheiro, já ganhou o mundo. Tudo o que quer é administrar o seu sossego. Palavras bem medidas, convocação de jogadores sem polêmicas, escalação do time como o povo quer. Como se sabe, o povo, assim como o Pelé, entende muito pouco de futebol. Mas essa seleção blasé está convencida de que vai à Alemanha para um desfile de celebridades. Por isso, até o metódico Parreira cedeu à tentação populista de montar um time fashion.

A seleção que vai à Copa está pessimamente escalada. Os laterais Cafu e Roberto Carlos não correm mais atrás de ninguém, e no meio-campo há um único jogador de marcação, o igualmente ancião Emerson. Os dois zagueiros devem estar em pânico. Dali para frente, só malabaristas. E não será sequer um time forte na armação de jogadas, porque o tal quadrado mágico – Ronaldinho, Kaká, Ronaldo e Adriano – é todo de atacantes corredores, com pouquíssimo expediente no departamento de planejamento e articulação do jogo. Um time visivelmente desequilibrado e vulnerável. Mas quem vai querer desafinar o oba-oba?

Ronaldo, que não joga há muito tempo, reapareceu com pinta de halterofilista. A Copa de 2002 ele já ganhou com um futebol minimalista, jogando a la Romário, um Fenômeno nada exuberante. Agora aos 30 anos está sisudo, suscetível, levemente magoado com as cobranças (dos tempos de exaltação ninguém reclama). Ronaldinho Gaúcho é gênio, mas sua genialidade apareceu jogando num time, não num desfile de celebridades. E é um dos mais vulneráveis aos pedidos do povo para que a seleção “dê espetáculo”, por sua ainda não domesticada vocação circense.

Futebol não é circo, nem desfile de moda. A história mostra que futebol bonito é futebol eficiente – basta lembrar de Zico, Rivelino, Maradona e Pelé. Jogadores magistrais, mas que jamais se afastaram um milímetro da objetividade. Sempre buscaram o caminho mais direto para o gol, e o espetacular estava tão somente nas formas que encontravam para abrir esse caminho.

Mas o Brasil pentacampeão está empanturrado. A taça não basta. Quer ver Robinho pedalando de marcha-à-ré, Roberto Carlos dando salto mortal, Ronaldinho olhando para um lado e tocando para o outro. Parreira Fashion Week. Está pronta a crônica do desastre.


Texto do Guilherme Fiúza.



 Escrito por Luiz às 17h20 [] [envie esta mensagem]


23/05/2006

Se essa moda pega...

O que será que têm em comum o ex-ministro da defesa argentino e atual senador José Pampurro; o secretário particular do presidente Néstor Kirchner, Fabian Gutierrez; o ex-prefeito de Buenos Aires (e sua esposa), Aníbal Ibarra, o ministro do supremo Eugenio Zafferan, além de vários jornalistas do Clarin e do El País? Não acertou quem disse que eles possuem carteirinha do mesmo clube do swing. Bem, pelo menos essa informação ainda não veio à tona.

O que eles têm em comum é que tiveram suas caixas de email hackeadas. E suas conversas diponibilizadas num site malicioso. O jornalista do Clarin Daniel Santoro (epa, eu conheço ese sobrenome, não é de um certo conspirador? alguém está devendo inspirações aqui, não é carioca?) foi um dos primeiros a ter suas conversas com um juiz, cujo nome está sendo mantido em segredo, publicadas no tal site. As últimas informações foram veiculadas nessa matéria.

O melhor, ou pior, é que supeita-se que a penetração, digo, a invasão na caixa de email dessa pessoas teha sido feita por ex-funcionários da Secretaria de Inteligência de Estado, demitidos entre 1999 e 2001 ou por ex-agentes do Serviço de Inteligência das Forças Armadas Agentinas, recém desbaratada.

Isso dá muito o que pensar. Primeiro, essa principal hipótese não é de todo maluca, faz sentido, dado o extenso histórico de desserviços das forças de segurança dos países da região às populações que deveriam proteger.

Mas o que mais me deixa imaginando é se essa moda pega aqui. O tanto de funcionário desligado do SNI por aí, "de pijamas", revoltado com o rio valerioduto sob o solo de Brasília... Sei não.



 Escrito por Luiz às 23h12 [] [envie esta mensagem]


20/05/2006

Desigualdade nossa de cada dia
A população pobre do Nordeste se beneficia menos do crescimento da economia regional. Dito assim, essa afirmação nem parece tão estranha. Agora, existem dados que comprovam a dificuldade da maior parte da população em aproveitar o crescimento local. Entre 1991 e 2000, apenas 11 das 188 microrregiões do Nordeste tiveram crescimento da renda per capta média dos mais pobres acima do crescimento da renda média de toda a economia regional. Isso indica a má  distribuição de renda dos recursos produtivos - sobretudo educação e posse de terra.

Os dados foram obtidos pelo pesquisador Raul da Mota Silveira Neto, da Universidade Federal de pernambuco. Neto se utilizou dos dados demográficos levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Os resultados obtidos sïo ainda mais eloqüentes sobre a população pobre quando comparados a outras regiões.

A renda per capta dos mais pobres no Sudeste ficou acima de renda média em 29,4% das micro-regiões. Na Região Sul, em 31%; no Norte, em 18,27% das microrregiões; e no Centro-Oeste em 7,7% das microrregiîes. "O benefício do crescimento se reflete menos na renda da população pobre no Nordeste do que em outras regiões do País", afirma Neto.

O interessante é perceber que, no período analisado, o crescimento da renda no Nordeste foi maior que o crescimento da renda no Brasil. Mas esse crescimento não se distribuiu de forma a melhorar a renda dos mais pobres: o crescimento da renda média na região foi de 35,3% e, no Brasil, foi de 29,1%.

"O crescimento da economia e da renda ‚ bom para reduzir as desigualdades verificadas em qualquer economia. Mas isso não tem acontecido na região Nordeste", afirma Neto. Segundo ele, "há  evidências de que a baixa qualidade do crescimento no Nordeste está  associada ao elevado n¡vel de desigualdade na posse de ativos produtivos e de níveis de escolaridade, além de deficiência na distribuição da posse da terra".

O pesquisador agora se debruça agora sobre os dados do IBGE relativas ao período compreendido entre 2000 e 2005, o que fornecer  um panorama ainda mais completo da distribuição de riquezas na região Nordeste. Distribuição essa que registrou que, em 2000, 32% dos indigentes do país viviam em algum estado do Nordeste. E que exatos 56,7% dos pobres do país também viviam na Região.



 Escrito por Luiz às 08h33 [] [envie esta mensagem]


18/05/2006

Mais gás
A Bolívia prepara um fundo de compensação que será usado no processo de nacionalização das plantas em seu território. As empresas petrolíferas com sede no país também vão passar por auditorias. As duas decisões serão executadas através de "Decreto Supremo", mesma condição jurídica ca Lei de Hidrocarburos Nº 3.058 e do Decreto Supremo 28.701, que o presidente Evo Morales promulgou no dia 1 de maio passado.

Se a informação do El Diario estiver correta, a possibilidade de negar compensação financeira, veiculada pelo próprio Morales, pode não ser verdadeira. A esperar para ver.

Esse artigo do El diário faz três avaliações que ainda não apareceram nem nos jornais da Bolívia nem nos daqui: A promulgação da Lei e do Decreto não foi acompanhado de uma regulamentação técnica; os investimentos previstos em 2006 no país já caíram de US$ 600 milhões para US$ 200 milhões.

E finalmente, o artigo ressalta que o Peru está desenvolvendo um projeto de exploração de gás em grande escala; que o Chile está esforçado em construir também uma planta de regaseificação; a Colômbia firmou um acordo para construir a sua e o Brasil - como estará em todos os jornais dessa sexta-feira - está procurando alternativas ao gás boliviano. O artigo tenta mostrar com isso que a Bolívia, a despeito do volume de gás, está para enfrentar forte concorrência de países da vizinhança e da África.


Fiz um comentário num dos posts abaixo comparando a nacionalização das reservas de gás na Bolívia a uma ação revanchista, semelhante à de Israel e outras. Acho que exagerei na comparação, ela não se sustenta, depois de cinco minutos de avaliação.



 Escrito por Luiz às 21h29 [] [envie esta mensagem]


17/05/2006

O ano em que o Brasil
descobriu a América

O título é meio equivocado. 2005-2006 não ‚ o ano em que o Brasil descobriu a América do Sul, não exatamente. Só em certo sentido: aquele que se refere à partição da mídia, do governo e da barulhenta classe mídia que se viu surpresa e ameaçada e despreparada diante das últimas notícias dos baixos trópicos.

Nesse sentido, é correto afirmar que é o ano em que o Brasil descobriu a região. E da pior maneira possível: quase tudo que se diz na imprensa sobre os processos eleitorais nos países, sobre as contradições e os processos de lutas nos respectivos países, sobre a história recente e mais anterior de nossos vizinhos; as avaliações e opiniões sobre a questïo energética, nacionalismo, populismo, herança dos regimes de exceção, quase tudo que diz a grande mídia ‚ cortada de um enorme preconceito, quiando não de erro de informação, puro e simples.

De qualquer forma, desde a década de 1950, arrisco dizer, nunca se falou tanto do humor dos govenantes, das diferenças diplomáticas, das faltas de diplomacia, de nossas diferenças culturais, das esquisitices em comum, do bolivarianismo, de integração político-econômico-militar...

E, como não poderia ser de outra forma, o discurso que se forma na grande mídia no Brasil está  apoiada na ideologia hegemônica. Parece papo marxista e fora de época, né? É. Não me importo. É esse papo e essas categorias fora de moda que me fazem ver melhor: preconceito é o nome do papel nas entrelinhas de muita matéria de primeira página por aí. Salvo uma ou outra exceção. 


É engraçado como o Brasil passou tanto tempo de costas pro continente, se espelhando na Europa e nos EUA, desconhecendo o que se passava às suas costas. A imprensa e os jornalistas fazem isso melhor do que ninguém. É claro que o corpo diplomático talvez seja uma exceção no governo. Mas a imprensa entrou no barco de desconhecer nossa vizinhança, ou comprando a visão imediatista de tudo quanto é governo que passa por Brasília - não que eles tenham sido muito diferentes. Há quem defenda a hipótese de que o governo brasileiro ‚ filiado à mesma matriz do new labour do Partido Trabalhista inglês desde 1995. Mas isso é outro assunto, pra outro post, noutro dia. 

Leituras mais arejadas aparecem ns blogs, inclusive de vários jornalistas. Tem sido nesses lugares, e nïo na imprensa tradicional, que os debates da opinião pública - ainda que elitizada cultural e economicamente - tem se dado sobre essa assunto em particular e sobre outros também.



 Escrito por Luiz às 12h59 [] [envie esta mensagem]


16/05/2006

Conversa de elevador
- A boa notícia dessa história do Rio é que a mega-sena acumulou.
- Os dois integrantes do PCC que prenderam no interior de pernambuco são tricolores.
- É, o Santa Cruz na primeira divisão e a torcida se comportando tão mal...
- O PCC devia era jogar bomba no planalto pra estourar o valerioduto e sair dinheiro pra todo canto.
- Eles (os deputados e senadores) gastam cada um R$ 40 mil só de despesa pessoal. Tudo pago por nós.
- Bando de ladrão.
- Eu sabia que isso ia dar nisso um dia.
- O que? O PCC?
- Não.
- Esse bando de ladrão em Brasília?
- Não. Essa vontade de pular do país.



 Escrito por Luiz às 09h19 [] [envie esta mensagem]


15/05/2006

Verde ardósia
Entrevista dele, aqui e ali, pinçados no Alainet.org
Sobre a crise política:
É claro que esse escândalo abalou o governo, abalou quem votou no Lula, abalou sobretudo o PT. Para o partido, esse escândalo é desastroso. O outro lado da moeda é que disso tudo pode surgir um partido mais correto, menos arrogante. No fundo, sempre existiu no PT a idéia de que você ou é petista ou é um calhorda. Um pouco como o PSDB acha que você ou é tucano ou é burro (risos).

Agora, a crítica que se faz ao PT erra a mão. Não só ao PT, mas principalmente ao Lula. Quando a oposição vem dizer que se trata do governo mais corrupto da história do Brasil é preciso dizer ‘espera aí’. Quando aquele senador tucano canastrão diz que vai bater no Lula, dar porrada, quando chamam o Lula de vagabundo, de ignorante – aí estão errando muito a mão. Governo mais corrupto da história? Onde está o corruptômetro? É preciso investigar as coisas, sim. Tem que punir, sim. Mas vamos entender melhor as coisas. A gente sabe que a corrupção no Brasil está em toda parte. E vem agora esse pessoal do PFL, justamente ele, fazer cara de ofendido, de indignado. Não vão me comover...

Preconceito de classe.
O preconceito de classe contra o Lula continua existindo – e em graus até mais elevados. A maneira como ele é insultado eu nunca vi igual. Acaba inclusive sendo contraproducente para quem agride, porque o sujeito mais humilde ouve e pensa: ‘Que história é essa de burro!? De ignorante!? De imbecil!?’. Não me lembro de ninguém falar coisas assim antes, nem com o Collor. Vagabundo! Ladrão! Assassino! – até assassino eu já ouvi. Fizeram o diabo para impedir que o Lula fosse presidente. Inventaram plebiscito, mudaram a duração do mandato, criaram a reeleição. Finalmente, como se fosse uma concessão, deixaram Lula assumir. ‘Agora sai já daí, vagabundo!’. É como se estivessem despachando um empregado a quem se permitiu o luxo de ocupar a Casa Grande. ‘Agora volta pra senzala!’. Eu não gostaria que fosse assim.

Eu voto no Lula!
A economia não vai mudar se o presidente for um tucano. A coisa está tão atada que honestamente não vejo muita diferença entre um próximo governo Lula e um governo da oposição. Mas o país deu um passo importante elegendo Lula. Considero deseducativo o discurso em voga: ‘Tão cedo esses caras não voltam, eles não sabem fazer, não são preparados, não são poliglotas’. Acho tudo isso muito grave.

Hoje eu voto no Lula. Vou votar no Alckmin? Não vou. Acredito que, apesar de a economia estar atada como está, ainda há uma margem para investir no social que o Lula tem mais condições de atender. Vai ficar devendo, claro. Já está devendo. Precisa ser cobrado. Ele dizia isso: ‘Quero ser cobrado, vocês precisam me cobrar, não quero ficar lá cercado de puxa-sacos’. Ouvi isso dele na última vez que o vi, antes dele tomar posse, num encontro aqui no Rio.

Sobre o PSOL.
Percebo nesses grupos um rancor que é próprio dos ex: ex-petista, ex-comunista, ex-tudo. Não gosto disso, dessa gente que está muito próxima do fanatismo, que parece pertencer a uma tribo e que quando rompe sai cuspindo fogo. Eleitoralmente, se eles crescerem, vão crescer para cima do PT e eventualmente ajudar o adversário do Lula.

Papel da mídia.
Não acho que a mídia tenha inventado a crise. Mas a mídia ecoa muito mais o mensalão do que fazia com aquelas histórias do Fernando Henrique, a compra de votos, as privatizações. O Fernando Henrique sempre teve uma defesa sólida na mídia, colunistas chapa-branca dispostos a defendê-lo a todo custo. O Lula não tem. Pelo contrário, é concurso de porrada para ver quem bate mais.


 Escrito por Luiz às 11h23 [] [envie esta mensagem]


12/05/2006

Uma pausa na pausa
(porque não dá pra fazer de conta que ñão está acontecendo nada)

Acho que no dinal da década de 1970, início da década de 1980, havia uma música muito em voga aqui no Nordeste. O refrão dizia "imagine o Brasil ser dividido e o Nordeste ficar independente". Elba Ramalho cantava e alegorzijava a cabeça de muita gente. Imagine hoje a América do Sul mais dividida que nunca e a Bolívia independente. Da mesma forma a idéia parece uma alegoria que só se vê as cores se você for bolivariano. Sejamos, por um minutinho bolivarianos pois.

Ser bolivariano implica em ver a história de um jeito muito particular, e de uma forma mais particular ainda a relação dessa terra com outras terras e outras gentes. Primeiro, que estamos de veias abertas o tempo todos e isso não é só uma metáfora. Segundo, o bolivariano vê a história como uma sucessão linear de fatos com um certo arremate final previsto: a unificação política e cultural da América Latina - mais ou menos como certa linha de marxistas que leram Marx de forma pequeno-burguesa e esperavam lá no final da história a certa ruina do capitalismo. Terceiro, ser bolivariano implica em guardar mágoas e exorcizá-las assim que possível.

Por outro lado, há um certo comodismo em condenar essa forma de politica. É cômodo e fácil dizer que a diplomacia deve substituir o exercício da mágoa histórica e da memória da exploração; é fácil e cômodo afirmar que o mundo é mais complicado que a lógica bolivariana faz supor e é muito adequado dizer que não há mais sangue derramado sobre o chão da América Latina.

Esse longo nariz é pouco pra dizer o que tô pensado sobre os últimos acontecimentos na Bolívia. Até agora o incidente diplomático mais sério dos últimos 20 anos no continente. Há antecendentes históricos para as ações de Evo Morales. Elas estão eivadas de mágoa histórica, e da mesma forma, parte das declarações e das ações do governo boliviano são guiadas pela necesidade de se colocar os pontos nos is, de acertar as contas com um passado não de todo exorcizado.

Mais ou menos como Israel faz todos os dias; ou como Rússsia fez nos bálticos; ou como a França se comportou em relação à terra dos pais de Camus, a Argélia; ou como o Brasil se comportou na guerra do Paraguai. Segue a mesma lógica da revanche, de acerto de contas. A diferença é que a Bolívia tem um argumento - contestável, como todo argumento - baseado numa articulação lógica legal.

Mais: essa busca por uma certo de contas guarda em si um sentido de justiça social, de igualdade social. Não é uma defesa das ações na Bolívia. É uma defesa da coerência, não dos métodos usados elo governo de Evo Morales.

Os últimos acontecimentos são sérios demais e infelizmente eu votei num governo que não está a altura dele. Simples assim. O problema maior nessa crise - por mais que o Planalto diz que não é uma crise, é uma crise - não é a perda iminente dos investimentos da Petrobras, não é a insegurança intitucional, não é a falta de confiança na Bolívia e na AL (os investidores que se caguem).

O problema maior é não termos, nós brasileiros, em mais de 20 anos de regime democrático, sido capazes de gerar um governo à altura dos últimos acontecimentos.



Não sei se isso é avolta do Soy Loco por Ti. Tá mais pra um desabafo. Vamos ver como fica...



 Escrito por Luiz às 14h38 [] [envie esta mensagem]


05/04/2006

Aviso aos navegantes
(e aquele abraço)
O Soy Loco por Ti passará, a partir de hoje, por um looongo período sem novas atualizações. Quero agradecer a todos que comentam e também aos que não comentam, mas a necessidade de me dedicar a projetos pessoais têm me impedido de fazer o blog da maneira que eu gostaria. Não é o fim do site. Portanto, quem tiver interesse em voltar a acompanhá-lo pode deixar o email na caixa de comentários ou enviar um email para
locoporti@gmail.com para ser avisado quando a ressureição acontecer.

Nesse meio tempo, sugiro fortemente a leitura dos excelentes blogs da lista de links ao lado. Em particular, o mais novo coletivo de blogueiros.

Abraço a todos.



 Escrito por Luiz às 07h35 [] [envie esta mensagem]



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