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| 14/07/2004 |
Prisão em Cuba
Dos maiores narcotraficantes da Colômbia, Hernando Gómez Bustamente, foi preeso no aeroporto José Martí, em Cuba. A prisão aconteceu no últio dia 2 de julho, mas somente ontem o gorveno de Fidel resolveu tornar o fato público.
Gómez BUstament tentanva ingressar na ilha com um passaporte da Venezuela falso.Bustament é um dos chefes do acartel de Norte del Valle. AUtoridades da Vanezuela esão em negociação com Habana para extraditarem o criminoso. A idéia é julgá-lo em solo colombiano. FONTE: CNN ESPANHOL
Pesificação é normal A pesificação na Argentina, processo pelo qual o GOverno autorizou os bancos a transformarem o dinheiro depositado à taxa de correção do câmbio, foi considerado legal.
O processo foi julgado por unanimidade pela Corte Suprema. Foi suficiente para que manifestantes fizessem mais barulho nas ruas e nas instalações da Corte, no Palacio de Tribunales.
Tudo nos divide O jornal El Colombiano traz matéria sobre as diferenças que os governos da Colômbia e da Venezuela têm em relação ao tratado de LIvre Comércio com os Estados Unidos.
Hugo Chavez, presidente da Venzuela, criticou a postura da Colômbia, Equador, Perú, Bolívia por tentar esse acordo com os Estados Unidos e também com a Europa e com os países da América Central.
A crítica de Chavez acontece porque todos os países andinos,praticamente, como Eqyador e Perú estão estabelecendo esses acordo comerciais com os Estados Unidos, exceção à Venzuela. FONTE: EL COLOMBIANO
Escrito por Luiz às 02h20
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| 12/07/2004 |
Hoje o dia é de Neruda
El nombre del hombre es Pablo Hoje Neruda estaria fazendo 100 anos se vivo fosse. Por isso, o Loco Por ti reproduz alguns de seus poemas.
SABRÁS que no te amo y que te amo SABRÁS que no te amo y que te amo puesto que de dos modos es la vida, la palabra es un ala del silencio, el fuego tiene una mitad de frío.
Yo te amo para comenzar a amarte, para recomenzar el infinito y para no dejar de amarte nunca: por eso no te amo todavía.
Te amo y no te amo como si tuviera en mis manos las llaves de la dicha y un incierto destino desdichado.
Mi amor tiene dos vidas para amarte. Por eso te amo cuando no te amo y por eso te amo cuando te amo.
TE recuerdo como eras en el último otoño TE recuerdo como eras en el último otoño. Eras la boina gris y el corazón en calma. En tus ojos peleaban las llamas del crepúsculo. Y las hojas caían en el agua de tu alma.
Apegada a mis brazos como una enredadera, las hojas recogían tu voz lenta y en calma. Hoguera de estupor en que mi sed ardía. Dulce jacinto azul torcido sobre mi alma.
Siento viajar tus ojos y es distante el otoño: boina gris, voz de pájaro y corazón de casa hacia donde emigraban mis profundos anhelos y caían mis besos alegres como brasas.
Cielo desde un navío. Campo desde los cerros. Tu recuerdo es de luz, de humo, de estanque en calma! Más allá de tus ojos ardían los crepúsculos. Hojas secas de otoño giraban en tu alma.
ME FALTA tiempo para celebrar tus cabellos ME FALTA tiempo para celebrar tus cabellos. Uno por uno debo contarlos y alabarlos: otros amantes quieren vivir con ciertos ojos, yo sólo quiero ser tu peluquero.
En Italia te bautizaron Medusa por la encrespada y alta luz de tu cabellera. Yo te llamo chascona mía y enmarañada: mi corazón conoce las puertas de tu pelo.
Cuando tú te extravíes en tus propios cabellos, no me olvides, acuérdate que te amo, no me dejes perdido ir sin tu cabellera
por el mundo sombrío de todos los caminos que sólo tiene sombra, transitorios dolores, hasta que el sol sube a la torre de tu pelo.
NO TE QUIERO sino porque te quiero NO TE QUIERO sino porque te quiero y de quererte a no quererte llego y de esperarte cuando no te espero pasa mi corazón del frío al fuego.
Te quiero sólo porque a ti te quiero, te odio sin fin, y odiándote te ruego, y la medida de mi amor viajero es no verte y amarte como un ciego.
Tal vez consumirá la luz de enero, su rayo cruel, mi corazón entero, robándome la llave del sosiego.
En esta historia sólo yo me muero y moriré de amor porque te quiero, porque te quiero, amor, a sangre y fuego
Escrito por Luiz às 13h52
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| 10/07/2004 |
Praça da Independência, nº 12, Santo Antônio
O lugar onde eu trabalho Esse é um relato um tanto emocional e que foge um pouco da proposta do Blog. Mas dane-se, as boas histórias precisam ser contadas.
O Diario de Pernambuco prepara sua mudança de sede, que deve acontecer ao longo dessa próxima semana. O prédio que ocupa desde mais ou menos 1920 vai ser desocupado e vai ser difícil imaginar o centro sem o jornalzão. Ele fica localizado no bairro que eu acho mais a cara dessa cidade, Santo Antônio. A mudança é mais um capítulo do esvaziamento do centro, o mesmo tipo de esvaziamento que se abateu sobre a maior parte das cidades de médio e grande porte do Ocidente. E de tal forma isso acontece que o centro da cidade vai com o tempo se tornando um lugar obscuro, remoto, desconhecido, imaginado.
A praça em que se localiza é, hoje, um ponto de encontro de tudo quanto é tipo de doido, das variadas estirpes de ladrões e das damas da noite, que vivem a heróica campanha de se tornarem belas todos os dias e enganar com amores pagos os cegos, leprosos, velhos e, claro, toda sorte dos ladrões e doidos que circulam no lugar.
Mas nem sempre foi assim. Antes que esse tipo de amor outonal sufocasse as camas da vizinhaça com um suor triste, os quarteirões que rodeiam o prédio azul do Diario viviam dias mais agitados. Era no seu entorno que o Hotel Recife recebia senhores de engenho do interior e onde negociantes do porto se hospedavam. O local, o prédio que fica na frente do JC já hospedou Camus, quando na década de 1940 ele se aventurou a visitar, em pleno verão, o ar sufocante do Recife.
A agitação do cais do porto, onde se chega atravessanddo uma ponte sobre o Capibaribe, impregnava as manhãs de domingo de marinheiros cujos navios descarregavam ou carregavam em águas de Pernambuco, enchia as ruas do claudicar dos bondes (havia bondes) e do barulho de famílias inteiras que íam à missa na Matriz de Santo Antônio. Essa agitação liberava nos finais de semana negociantes de açúcar e algodão, cacheiros viajantes, relojeiros, alfaiates, putas polonesas e consortes francesas de suas obrigações profissinais.
E eu imagino o entra e sai de pessoas nesse prédio azul, que outras cores teve, claro, mas que agora é azul e será azul para uma longa cadeia de gerações que se acostumaram a vê-lo como um boi esplêndido e sozinho, sentado pra sempre numa praça. Mas nada é pra sempre e eu bebo a isso.
Mas o prédio de arquitetura romântica onde ainda funcionam os últimos setores do jornal está colado à memória de quem conhece o centro da cidade e sua história. E é pertubador imaginar que tipo de agonizante vazio percorrerá as galerias de um centro humedecido no pântano de uma memória que se esvai sob o peso incorrigível do tempo.
Quase todos na redação se preparam para a mudança com um misto de ansiedade e pena, e também em resignação - que para uns é clara como uma página em branco e para outros remota como a própria origem desse palavra. Resignação que para uns é declarada e dolorida e para outros simplesmente calada e ainda mais espinhosa. E se entregam à programação da mudança com a mesma noção de inevitabilidade que governa um jornal todos os dias e que torna possível, apesar de tudo conspirar contra, haver uma edição nova nas bancas no dia seguinte.
A carruagem passa.
Escrito por Luiz às 12h05
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| 08/07/2004 |
Poesia Latinoamericana
DOS CUERPOS (Octavio Paz, mexicano, 1914-1998) Dos cuerpos frente a frente son a veces dos olas y la noche es océano.
Dos cuerpos frente a frente son a veces dos piedras y la noche desierto.
Dos cuerpos frente a frente son a veces raíces en la noche enlazadas.
Dos cuerpos frente a frente son a veces navajas y la noche relámpago.
Dos cuerpos frente a frente son dos astros que caen en un cielo vacío.
Como muito da vida latinoamericana, nós brasileiros conecemos pouco da poesia latinoamericana. Da bela poesia latinoamericana. Assim como conhecemos pouco da prosa. O que é uma pena. Para o bem ou para o mal, os livros que nos formam, que nos descobrem, nos encatam, aborrecem; os livros que nos acusam, os que nos esquecem e eventualmente nos elegem; aqueles outros que nos roubam, nos deturpam, nos enganam ou nos vendem, a maior parte deles tem uma mesma raiz temporal e geográfica: a Europa dos últimos 2 mil anos.
Arte Poética (Jorge Luis Borges, 1899 - 1986)  Mirar el río hecho de tiempo y agua y recordar que el tiempo es otro río, saber que nos perdemos como el río y que los rostros pasan como el agua.
Sentir que la vigilia es otro sueño que sueña no soñar y que la muerte que teme nuestra carne es esa muerte de cada noche , que se llama sueño.
É claro que os livros importantes para os autores importantes da Latinoamerica também têm essa raiz. Um amigo meu diz com propriedade que somos todos, ocidentais, filhos do Gregos... Mas isso não justifica sabermos e conhecermos tão pouco sobre a literatura feita na América Latina. Para não dizer da política, do futebol, da economia. Mas isso já será outro post, noutro dia...
(ARTE POÉTICA - CONTINUAÇÃO) Ver en el día o en el año un símbolo de los días del hombre y de sus años, convertir el ultraje de los años en una música, un rumor, y un símbolo,
ver en la muerte el sueño, en el ocaso un triste oro, tal es la poesía que es inmortal y pobre. La poesía vuelve como la aurora y el ocaso.
Há quem me diga que nossa distância em relação às coisas das AMérica Latina se deve à diferença de língua, à distância continental do Brasil, à diferença de colonização, às influências negras em nossa formação. Há quem diga que o que nos afasta é a quantidade de iodo no ar de nosso litoral e outros apostam no jogo do bicho. E há ainda quem nada pensa, ou que pensa que está tudo bem apesar de todas as diferenças que nos separam ou não nos encontram. Mas nada é assim tão simples.
(CONTINUAÇÃO E FIM) A veces en las tardes una cara nos mira desde el fondo de un espejo; el arte debe ser como ese espejo que nos revela nuestra propia cara.
También es como el río interminable que pasa y queda y es cristal de un mismo Heráclito inconstante, que es el mismo y es otro, como el río interminable.
Escrito por Luiz às 01h51
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| 07/07/2004 |
Brasil e Argentina, Kirchner e Militares
Para ler em voz alta:
Amigos tengo por cientos (Violeta Parra, chilena, 1917-1967)
Amigos tengo por cientos para toda mi delicia yo lo digo sin malicia con verdadero contento yo soy amiga del viento que rige por las alturas amiga de las honduras con vueltas y torbellinos amiga del aire fino con toda su travesura
Yo soy amiga del fuego del astro más relumbrante porque en el cielo arrogante camina como su dueño amiga soy del ruiseñor relámpago de la luna con toda su donosura alumbra la más furiosa y amiga de las frondosas oscuridades nocturnas.
Amiga del solitario lucero de la mañana y de la brisa temprana que brilla como el rosario amiga del jardinario del arco de las alianzas amiga soy de confianza de nubes y nubarrones también de los arreboles en todas las circunstancias. Amiga soy de la lluvia porque es un arpa cantora de alambres y de bordonas que tuntunean con furia amiga de la centuria de los espacios tesoros y de los ecos sonoros que guardan los granizales amiga de los raudales que entonan su lindo coro.
Amiga de la neblina que ronda los horizontes cordillerales y montes con su presencia tan fina la nieve por blanquecina poblados y soledades bonanzas y tempestades son mis amigos sinceros pero mi canto el primero de todas mis amistades.
Brasil, argentina, geladeiras e subserviência
Às vésperas de mais uma reunião da cúpula do Mercosul, mais uma desavença entre los amigos. O empresariado argentino colocou o pé na barriga e conseguiu pressionar o governo local a impor barreiras à importação de eletrodomésticos da linha branca fabricados no Brasil. Os jornais argentinos deram destaque à reação do empresariado brasileiro e principalmente à confirmação, ao longo dessa têrça feira, pelo ministro a economia argentino, Roberto Lavagna, de que nenhum eletrodompestico da linha branca no Brasil fabricado passaria pela fronteira. Pelo menos não oficialmente.
O Clarin é o que dá mais espaço para as colocações dos empresários brasileiros. Mas vai além dos outros dois, o Diario de La Prensa e o La Nacion. O Clarin faz veicular as dúvidas que o empresariado argentino vinha manifestando nas duas últimas semanas dos benefícios que o Mercosul trouxe para as suas empresas. Depois da decisão do governo, diz o Clarin, o discurso da União de Industrais Argentinos (UIA) e da Asociaciação de Indústrias Metalúrgicas (ADIMRA) mudou. Além dos elogios ao embargo, os presidentes das associações manifestaram esperanças “num Mercosul renovado”.
Mas o que mais chama a atenção da edição impressa do Clarin não é essa pendenga, é a sua manchete. "Derechos humanos: Kirchner agradeció gestos de las FF.AA", sobre a doação das Forças Armadas de terrenos para a criação do Museu da Memória. Leia a matéria aqui. São essas ociasiões que indicam o quanto a subserviência à sombra militar voltou a crescer nos últimos quatro anos em alguns países da América Latina. Sei não.
Escrito por Luiz às 00h10
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| 06/07/2004 |
Efemérides
Amor América (1400)
Antes do Chinó e do fraque foram os rios, rios arteriais: foram as cordilheiras em cuja vaga puída o condor ou a neve pereciam imóveis; foi a umidade e a mata, o trovão, sem nome ainda, as pampas planetárias.
O homem terra foi, vasilha, pálpebra do barro trêmulo, forma de argila foi cântaro caraíba, pedra chibcha, taça imperial ou sílica araucana. Terno e sangrento foi, porém no punho de sua arma de cristal umedecido as iniciais da terra estavam escritas.
Ninguém pôde recordá-las depois: o vento as esqueceu, o idioma da água foi enterrado, as chaves se perderam ou se inundaram de silêncio ou sangue.
Não se perdeu a vida, irmãos pastorais. Mas como uma rosa selvagem caiu uma gota vermelha na floresta e apagou-se uma lâmpada na terra. Estou aqui para contar a história. Da paz do búfalo até as fustigadas areias da terra final, nas espumas acumuladas de luz antártica, e pelas lapas despenhadas da sombria paz venezuelana, te busquei, pai meu, jovem guerreiro de treva e cobre, ou tu, planta nupcial, cabeleira indomável, mãe jacaré, pomba metálica.
Eu, incaico do lodo, toquei a pedra e disse: Quem me espera? E apertei a mão sobre um punhado de cristal vazio. Porém andei entre florestas zapotecas e doce era a luz como um veado e era a sombra como uma pálpebra verde.
Terra minha sem nome, sem América, estame equinocial, lança de púrpura, teu aroma me subiu pelas raízes até a taça que bebia, até a mais delgada palavra não nascida de minha boca.
O poema acima é o que abre o Livro Canto Geral, do gordinho dessa foto, cujo nome é Pablo Neruda. O grande poeta Chileno faria 100 anos no próximo dia 12 de julho, e o livro completa 50 anos. Celebrações pelo mundo todo estão pipocando a toda hora. Na Espanha, nesta segunda-feira, aconteceu um concerto em sua homenagem. Itália, França (onde foi embaixador), e até Egito reservaram programações de homenagens, ciclos de palestras, concertos, debates.
Na América Latina, a poesia política e romântica de Neruda recebe homenagens desde o ano passado, em praticamente todos os países. Vale a pena dar uma olhada na programação. A Fundação Pablo Neruda e o Centro Cultural Estación Mapocho organizaram nos últimos meses uma programação de apresentações teatrais, mesas redondas, debates, cursos, amostras do tipo que eu nunca vi ser organizada para nenhum poeta brasileiro por nenhuma organização daqui do Brasil. Praticamente todos os países da América Latina organizaram sua festa, mais ou menos modesta para o bardo. No Brasil, é como se Pablo Neruda não fizesse 100 anos. Como se sua poesia não se referisse a toda a América Latina.
Acreditoq eu Neruda já foi mais lido, comentado e compreendido como um poeta que fala também ao povo brasileiro. Claro que os jornais vão lembrar o fato, mas a impressão que me dá vendo tantas homenagens e o sentido delas nesses países sulamericanos é que no Brasil o sentido político, libertário e unificador da América que é tão bonito, parece ter se esfumaçado, ou se perdido para sempre.
Perón, 30 años
As festividades em torno da poesia política e romântica, mas não romanticamente política, de Neruda me lembram outro aniversário. No último dia 1 de julho passaram-se 30 anos da morte do maior estadista argentino, Domingo Perón. Maior no sentido de ter deixado uma herança que banha a política daquele país da mesma forma que a salmora banha o ar e as paredes das praias de Buenos Aires. Perón foi um ditador odiado por uns, venerado pela maioria. Comandou como ditador entre 1946 e 1955, quando um golpe militar o apeou do poder. A chamada Revoluçaõ Libertadora o deixou no exílio durante 15 anos.
Durante esse tempo e por muitos mais, sua presença se instaurou como uma lúgubre penumbra na vida política da Argentina. O partido que criou, o Justicialista, é muito mais conhecido como Partido Peronista. É o principal partido do País há 50 anos, a maior parte dos presidentes argentinos vieram de uma de suas facções. Sim, porque o velho PJ sedia hoje uma briga pelo poder. De um lado Néstor Kirchner, atual presidente, e Eduardo Duhalde, anterior presidente, do outro lado. A presença do velho general está na forma de fazer política, na memória mais condescendente que se transborda com os anos de 1946 a 1952, quando a Argentina era provavelmente a mais igualitária e próspera a sociedade desse continente. Sua sombra se incorpora à de suas mulheres, Evita, morta aos 33 anos de câncer e Isabelita, a terceira de suas fêmeas, que assumiu o governo depois de sua morte. Ela também sofreu um golpe, dessa vez em 1976. Um 24 de março que amanheceu lavado com a silhueta da morte e que antecipou os anos de chumbo que marcaram o país para sempre.
Hoje, há quem acredite que Perón botaria para correr da Casa Rosada os incompetentes e irresponsáveis que deixaram sua pátria fundar num lamaçal sem precedentes, e que anos antes parecia uma campo verde de elegância e prosperidade.
Escrito por Luiz às 01h11
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