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| 31/07/2004 |
Mais denúncias na Venezuela
Se você tem interesse em trocar informações e notícias sobre temas importantes para a América Latina, mande um email para soylocoporti@uol.com.br. Você também pode participar da comunidade Soy loco por ti, America, criada no Orkut.
Segundo D´Elsa Solórzano, representante da Coordinadora Democrática, entidade que congrega part6e daoposição a Chávez, somente no estado de Cojedes teríam sido registrado mais de 5mil denúncias de mudanças ilegais de domicílio eleitoral.
Segundo o El Nacional, o município de Carrizal no estado deMiranda haveria mais de 1mil denúncias do mesmo tipo. Denúncias dessetipo e outras mais devereão se constantes até o dia da votação que definirá se Chávez continua ou não apeado no poder.
Escrito por Luiz às 00h05
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| 30/07/2004 |
Mais da Venezuela
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E se a máquina quebrar?
Ao longo desse dia 29 de julho o Diretório do Conselho Nacional Eleitoral deve decidir como serão os procedimentos de emergência caso as urnas touch screen que decidirão o destino de Hugo Chávez não funcionem a contento. Existem três opções. Uma delas é a do presidente do CNE, Francisco Carrasquero, que elimina votação manual caso as urnas quebrem. Essa proposta é que as máquinas sejam consertadas em até uma hora. Se isso não for possível, uma nova votação é marcda para a unidade de votação, para depois de terminado a contagem dos votos.
A outra proposta foi elaborada por Ezequeil Zamora, integrante também do CNE. A idéia do homem é passar à votação manual caso as máquinas não sejam consertadas em até uma hora. A terceira proposta é do cunsultor jurídico Andrés Brito e consiste em suspender as eleições se os problemas que aparecerem não forem sanados em até duas horas. Falta somente 16 dias e os expedienttes de emergência ainda não foram definidos.
Ficticios cambios? A manchete do El Nacional hoje é uma denúncia feita pela oposição da Hugo Chávez de que estaria havendo mudança de eleitores nos centros de votação. A ministra do Trabalho, Maria Cristina Iglezias, foi a primeira do executivo a se posicionar contra o que ela considerou uma "campaña para desacreditar al Consejo Nacional Electoral por parte de la oposición".
A irregularidade consistiria em causar confusão e fazer com que os eleitores, sem saber onde votar, acabem deixando de fazer valer sua vontade. A oposição afirma que é uma forma de reduzir os votos dos que preferem ver Chávez fora do poder.
A oposição
Vale a pena dar uma olhada numa das iniciativas da múltipla oposição a Hugo Chávez. Me refiro ao site do grupo ¿Y después de Chavez que?. No editorial permanente pode-se ler: Necesitamos soluciones inmediatas, basta de la retórica política, sinceremos nuestras posiciones ideológicas, racionalizando nuestras propias ambiciones, queremos que nos hablen claro, basta de diplomacia de micrófono y mas aun cuando esta es interna; no podemos creer que nuestros representantes en esta lucha contra un ente político errado como lo es el Chavismo y todas sus vertientes, rocen los limites de la estupidez , el cinismo y la irracionalidad, luchando en un mundo idílico alejado de la realidad; hemos marchado, hemos perdido nuestros trabajos, nuestros ahorros, todo en nombre de una supuesta Libertad, la cual se hace mas lejos cada vez, llevándonos dentro de los vericuetos de su retorica política, no queremos Quinta Republica , pero mucho menos queremos un menage a trois de todos los gobiernos anteriores y sus mas oscuros representantes.
Escrito por Luiz às 11h18
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Deu vontade de lembrar de Vinícius....
Pátria Minha  A minha pátria é como se não fosse, é íntima Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo É minha pátria. Por isso, no exílio Assistindo dormir meu filho Choro de saudades de minha pátria.
Se me perguntarem o que é a minha pátria direi: Não sei. De fato, não sei Como, por que e quando a minha pátria Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água Que elaboram e liquefazem a minha mágoa Em longas lágrimas amargas.
Vontade de beijar os olhos de minha pátria De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos... Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias De minha pátria, de minha pátria sem sapatos E sem meias pátria minha Tão pobrinha!
Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho Pátria, eu semente que nasci do vento Eu que não vou e não venho, eu que permaneço Em contato com a dor do tempo, eu elemento De ligação entre a ação o pensamento Eu fio invisível no espaço de todo adeus Eu, o sem Deus!
Tenho-te no entanto em mim como um gemido De flor; tenho-te como um amor morrido A quem se jurou; tenho-te como uma fé Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito Nesta sala estrangeira com lareira E sem pé-direito.
Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra Quando tudo passou a ser infinito e nada terra E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz À espera de ver surgir a Cruz do Sul Que eu sabia, mas amanheceu...
Fonte de mel, bicho triste, pátria minha Amada, idolatrada, salve, salve! Que mais doce esperança acorrentada O não poder dizer-te: aguarda... Não tardo!
Quero rever-te, pátria minha, e para Rever-te me esqueci de tudo Fui cego, estropiado, surdo, mudo Vi minha humilde morte cara a cara Rasguei poemas, mulheres, horizontes Fiquei simples, sem fontes.
Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta Lábaro não; a minha pátria é desolação De caminhos, a minha pátria é terra sedenta E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular Que bebe nuvem, come terra E urina mar.
Mais do que a mais garrida a minha pátria tem Uma quentura, um querer bem, um bem Um libertas quae sera tamem Que um dia traduzi num exame escrito: "Liberta que serás também" E repito!
Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa Que brinca em teus cabelos e te alisa Pátria minha, e perfuma o teu chão... Que vontade de adormecer-me Entre teus doces montes, pátria minha Atento à fome em tuas entranhas E ao batuque em teu coração.
Não te direi o nome, pátria minha Teu nome é pátria amada, é patriazinha Não rima com mãe gentil Vives em mim como uma filha, que és Uma ilha de ternura: a Ilha Brasil, talvez.
Agora chamarei a amiga cotovia E pedirei que peça ao rouxinol do dia Que peça ao sabiá Para levar-te presto este avigrama: "Pátria minha, saudades de quem te ama... Vinicius de Moraes."
Escrito por Luiz às 10h20
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| 29/07/2004 |
Fórum Social das Américas acaba nesta sexta-feira, em Quito
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Nesta sexta-feira, 30 de julho, chegou ao fim o Fórum Social Américas, que começou no dia 25,em Quito no Equador. O Fórum é um dos braços do Fórum Social Mundial, que começou em 2001 como um contratponto ao Fórum de Davos. Melhor do que resumir os objetivos do encontro, que aconteceu por três anos em Porto Alegre, é reproduzir aqui um trecho do texto que há no site do encontro deste ano.
"La gran fuerza del FSM radica en aquello que es la mismo tiempo su novedad: ser una iniciativa de la emergente sociedad civil planetaria, que busca valorar las prácticas de lucha y de participación ciudadana en las diferentes sociedades y dar una dimensión mundial a las propuestas que nacen de ellas. En tal sentido, constituye un gran movimiento de ideas que se alimenta de la diversidad de posibilidades humanas, en contraposición al pensamiento único dominante."
"El FSM se reconoce como un proceso permanente de búsqueda y construcción de alternativas, que no se reduce a los eventos en que se apoya. Es un proceso de carácter mundial, y todos los encuentros que se realizan en su marco tienen dimensión internacional. Así, los foros mundiales, continentales, regionales y temáticos que se han organizado desde 2001 alimentan este gran proceso."
Segundo a organização, a escolha de Quito para sediar o encontro deste ano não é casual. É que o país tem alguns dos movimentos sociais mais organizados do continente sobretudo na figura dos índios. Vale a pena a visita ao site do encontro.
Escrito por Luiz às 20h40
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Hugo Chávez, fica ou não fica?
Em duas semana acontece o referendo popular na Venezuela que deverá decidir pela permanência ou não de Hugo Cávez no poder. Vários ministros de exterior de paíesze latino americanos e observadores internacionais já começaram a chegar ao país. O referendo acontece em duas semanas. O que é que vai acontecer? São virtualmente imprevisíveis os reflexos do resultado.
Hugo Chávez juroa que vai respeitar o referendo. Mas fará isso mesmo? E se não fizer? As forças armadas vão entrar em cena? E se o fizerem o que acontece com a população, fica em casa ou vai defender o general à volta do poder? Outra vez a democracia vai passar por uma prova de fogo.
A oposição também vem afirmando, pelo que sai na imprensa da Venezuela, que respeitará o resultado. O principal líder dessa oposição é Timoteo Zambrano um dos integrantes mais importantes da Coordenadora Democrática (grupo que reúne sindicatos, partidos políticos, ONGs e associações civis).
Assim como Chávez, a oposição condiciona o respeito ao referendo à aprovação do processo pela OEA e pelos outros organismos internacionais que o acompanham.
Apesar do medo que haja uma grande panjelança, o referendo pode ser também uma coroação da democracia no país. Se Chávez for derrotado o caminho é o seguinte. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) convocará eleições presidenciais num período máximo de 30 dias. Chávez poderá concorrer novamente à Presidência.
Se você tem interesse em continuar essa discussão, vai encontrar mais informações na comunidade Soy Loco por ti, América,clicando aqui.
Escrito por Luiz às 11h06
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| 20/07/2004 |
Ainda essa pendenga
A seguir, a nota que a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletônicos fez veicular sobre a briga dos industriais brasileiros e argentinos sobre geladeiras. "A Eletros – Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos comunicou ontem à noite (19/07), ao governo brasileiro e ao representante argentino nas negociações sobre máquinas de lavar roupa, que, após consulta a todos os fabricantes brasileiros do setor, não foi aceita a proposta de restrição de volumes de exportação apresentada pela Argentina. Esta proposta sugeria que as vendas brasileiras para aquele país se restringissem a 50 mil unidades no período entre julho e dezembro de 2004.
A pretendida autolimitação é impossível de ser aceita por parte dos fabricantes brasileiros por representar uma ameaça de indesejável desemprego, cancelamento de contratos de compras de insumos, entre outras conseqüências negativas.
É relevante que os representantes do governo brasileiro junto às várias reuniões realizadas sejam testemunhas de que os interesses dos argentinos, mais do que definir o limite de participação do Brasil, são os de configurar uma participação dos produtos brasileiros de 35% no mercado argentino, mantendo, de outro lado, 13% de participação nesse mercado para fornecedores de terceiros países, conforme reiteradas manifestações do representante argentino nos encontros já realizados.
A Eletros espera que o governo brasileiro adote as ações políticas necessárias para evitar a aplicação da Resolução 444/04, por se tratar de uma infração ao Tratado de Assunção, em função da alteração das regras do jogo de comércio de forma unilateral.
Embora o pleito do setor empresarial argentino tenha como pano de fundo as alegadas assimetrias entre os dois países sócios, é fundamental ressaltar que, sem uma política industrial e efetivos investimentos no setor para sua reconversão e competitividade, esses acordos voluntários restritivos distorcem o foco da verdadeira discussão entre os países e colocam nas mãos do setor empresarial brasileiro uma solução que não lhe compete.
São Paulo, 19 de julho de 2004"
E pensar que o Mercosuljá tem 10 anos.
Escrito por Luiz às 12h30
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Moderninho
Para os dois ou três leitores desse blog: cadastrei uma comunidade sobre a América Latina no portal de relacionamentos do Orkut. A idéia é que esse blog funcione em comunhão de idéias e objetivos com a tal comunidade. Quem tiver interesse em saber mais ou trocar informações sobre a latinoamerica pode se inscrever ou aceitar o convite.
Escrito por Luiz às 06h36
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| 19/07/2004 |
Muita solidão
A maior referência que o livro Cem anos de solidão, do Gabriel García Marquez sempre me trouxe foi a de tê-lo lido para descobrir porque meus pais tanto desgostavam na literatura do autor. Tínhamos em casa uma edição fantástica da obra toda do escritor colombiano. Ela tinha sido publicado pelao Editora Record, havíamos comprado a 28ª edição. Tradução primorosa de Eliane Zagury e com as ilustrações fantásticas de ninguém menos que o artista baiano Carybé (aqui escaneadas pelo amigo Paulo Goethe). Nem ele nem ela entendiam como é que Marquez poderia pôde ter ganho o Nobel em 1982 e quase se arrependiam de ter comprado a coleção, que, com capa dura tinha um azul marinho que destacava a coleção no conjunto dos muitos livros que meus pais tiveram a inteligência de comprar.
A leitura de Marquez que mais marcou foi mesmo Cem anos de solidão. Mas eu sempre imaginei que isso acontecera exclusivamente pelo fantástico de sua criação, por aquilo que talvez mais diferencie Marquez de outros escritores latinoamericanos: a sua intensa preocupação em agradar, seduzir. Um amigo meu diz preferir Borges a Marquez justamente porque o primeiro não faz concessões. O leitor que se prepare para ler e aproveitar de Borges.
Somente muitos anos depois é que passei a compreender Cem anos de Solidão e a maior parte da obra de Marquez num sentido maior, mais amplo: o do desenho, ainda que fantástico, de uma latinoamérica real. Somente anos depois é que eu passei a identificar generais, golpes e contragolpes, pobreza, imperialismos e a beleza daquele mundo ao que se passava em minha volta.
Hoje, Cem anos de solidão, em particular, adquiriu outra dimensão ainda. Hoje eu entendo que esse livro é uma descrição da longa busca pela compreensão sem limite da solidão.
É a descrição de como várias gerações de uma mesma família padeciam de solidão e de como elas viveram, amaram, odiaram, foram à guerra ou simplesmente se refestelaram sob a improvável face deum destino aziago.
Essa compreensão deixou de ser estética há muito tempo, se converteu na sua dimensão política e história e hoje ronda a inconcebível impressão de que no livro está o desígnio de quase todos daminha própria família.
"Arcadio esperou-a naquela noite, tiritando de febre na rede. Esperou sem dormir, ouvindo os grilos alvoroçados da madrugada sem fim e o horário implacável dos socós, cada vez mais convencido de que o haviam enganado. De repente, quando a ansiedade já se havia decomposto a raiva, a porta se abriu. Poucos meses depois, diante do pelotão de fuzilamento, Arcadio haveria de reviver os passos perdidos na sala de aula, os tropeções contra os bancos, e por último a densidade de um corpo nas trevas do quarto e as batidas do ar bombeado por um coração que não era o seu. Estendeu a mão e encontrou outra mão com dois anéis num mesmo dedo, que estava a ponto de naufragar na escuridão. Sentiu a nervação das suas veias, o pulso do seu infortúnio, e sentiu a palma úmida com a linha da vida cortada na base do polegas pela estocda da morte. Então compreendeu que não era essa a mulher que esperava, porque não cheirava a fumo, mas a brilhantina florzinha, e tinha os seios inchados e cegos como mamilos de homem, e o sexo pétro e redondo como uma noz, e a ternura caótica da inpexperiência exaltada. Era virgem e tinha o nome inverossímel de Santa Sofía de la Piedad".
Escrito por Luiz às 21h20
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| 16/07/2004 |
Fui
O primeiro dia de funcionamento da redação integral do Diario de Pernambuco coincidiu com o dia dedicado a Nossa Senhora do Carmo OXUM, padroeira da cidade do Recife. A véspera foi um dia lavado com uma fina garoa nas ruas. Também chovia um pouquinho nas velhas instalações, que passaram o dia se esvaziando de talf forma que nos vimos rodeados pela verdadeira face do velho prédio da Praçada Independência.
Uma face que os móveis, a poeira, a falta de tempo e o acúmulo de trabalho escondia: a antiga redação está morta de cansaço, as paredes maltratadas, a pintura se indo, sabe Deus o teto.
Talvez seja coincidência que esse primeiro dia seja dedicado a Oxum. Ou talvez seja verdade o que diz Borges, que a casualidade acontece quando não conhecemos o mecanismo da causalidade. Oxum é um dos Orixás das águas, está vinculada à fetilidade, criação, riqueza, bem aventurança. Torço pra que essa casualidade nos ajude na nova redação.
Ainda assim, a mudança não foi das mais fáceis pra muita gente na redação. Eé esperado que não fosse mesmo. Apesar disso, a expectativa do novo parece estar sublimando a resistência à mudança do local. Ainda que exista uma carga simbólica na mudança, acho agora que ela vai ser mais bem absorvida do que eu mesmo esperava.
É certo que, como escreve lindamente Paulo Goethe o centro vai ficar mais triste. Ou pelo menos mais esvaziado de uma referência simbólica importante pra cidade inteira.
Logo mis no sábado tem festa. A idéia é exorcizar não somente os fantasmas, mas todo o nosso medo do que virá a ser agora. Não são somente os vivos a ter medo.Osmortos que ainda povoam o predio tremem demedo de ficaremficarem sozinhos num prédio malassombrado pelamemória e pela desmemória, sem os vivos para lhes fazer graça.
Escrito por Luiz às 13h58
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