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| 15/02/2005 |
Calor à beira do rio

Eu gosto assim: faz um calorzinho no Recife e o sujeito já arranja uma forma de se refrescar de frente pro rio. Falando sério: Na Colômbia os jornais estão dando atenção às inundações causadas por chuvas quase ininterruptas que caem desde semana passada. Estima-se que haja cerca de 30 mil desabrigados. Contou-se atéagora 39 mortos. A situação é pior em Santander, Norte de Santander, Tolima y Huila. E na verdade a temperatura baixou por lá, os governos locais distribuem mantimentos e agasalhos.
Escrito por Luiz às 16h30
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| 14/02/2005 |
Tem certos dias que é assim...

Escrito por Luiz às 18h43
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Esse post já mudou três vezes hoje CANTADA de Ferreira Gullar
Você é mais bonita que uma bola prateada De papel de cigarro Você é mais bonita que uma poça d'água Límpida Num lugar escondido Você é mais bonita que uma zebra Que um filhote de onça Que um Boeing 767 em pleno ar Você é mais bonita que um jardim florido Em frente ao mar em Ipanema Você é mais bonita que uma refinaria da Petrobrás De noite Mais bonita que Ursula Andrews Que o Palácio da Alvorada Mais bonita que a alvorada Que o mar-azul safira da República Dominicana
Olha, Você é tão bonita quanto o Rio de Janeiro Em maio E quase tão bonita Quanto a Revolução Cubana.
Já vi bola prateada de papel de cigarro, poça d´água em lugar escondido - as mais bonitas ficam na floresta. Mas nunca vi zebra, nem filhote de onça, nem boing 767 no ar (já vi em terra, parece um avião 757, não faz diferença). Jardim florido vi um bocado, vejo todo dia, mas nunca vi um na frente de Ipanema, nem vi Ipanema, nem o Rio de Janeiro eu vi, só seu aeroporto. Ursula Andrews, então, só vi no cinema; o mar azul turquesa da república dominicana, nunca vi.
Hoje, eu imaginei que logo veria uma refinaria da Petrobras queimando à noite. Mas as notícias durante a tarde negaram as certezas que havia pela manhã: pensava-se que Pernambuco havia sido confirmado como a nova sede do investimento. No fim da tarde, a ministra Dilma Rousself disse que não era bem assim, que o que foi assinado foi um acordo de intenções para que o empreendimento aconteça no Nordeste, não sei o que...
A mesma politicagem de sempre. Antes mesmo da confirmação oficial, que não houve, como erradamente afirma essa matéria do Globo, vários pais do investimento ligaram para a Redação para reivindicar a paternidade da refinaria. Um nojo.
A refinaria continua sendo um investimento importante. E a moeda com a qual o governo Lula tenta amenizar o isolamento político do presidente venezuelano Hugo Chavez. Por enquanto tudo, continua no mesmo: os políticos de sempre se arrumam para aparecer e a refinaria, que já foi disputada por 12 estados, queima só na foto.
Escrito por Luiz às 14h48
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ESTOU PARALISADA
Estou paralisada. Mentalmente paralisada desde ontem e parece que isso irá continuar numa sequência assustadora de falsas coincidências. Digo falsas, pois não creio em coincidências num mundo como esse que se nos apresenta e representa.
Em um período curto de uma semana, a minha sensação de credibilidade que certos espaços da internet me causavam, veio à baixo como uma implosão terrorista.
Fiz a leitura de um artigo sobre o perigo de algumas informações que se veiculam na rede de internet, não, não me refiro ao perigo moral ou ético, mas ao perigo da falsa informação, afinal o número assustador de articulistas, jornalistas, escritores e ciberintelectuais que se pode encontrar simplesmente através de uma busca virtual, já nos coloca como totalmente incapazes de assimilar todas as informações que nos chegam. Em seguida a isso, assistindo, ontem, a uma reportagem sobre um movimento cada vez mais crescente das mulheres no mundo todo (e não me refiro ao movimento feminista simplesmente), surgiu um termo que me chamou muito a atenção, por me remeter a assuntos ligados a pesquisas pessoais-profissionais-existenciais.
Em certo momento a entrevistada de Berlim se auto-denominou como sendo uma “ciberartista” e explicou sua atitude diante dessa nova dimensão espacio-temporal (como eu a chamo) que é a internet. Segundo ela, ao contrário do mundo das ruas e das relações interpessoais reais (digamos assim), as realções interpessoais através da internet nos dá uma gama enorme de possibilidades de relacionamentos e experiências que de outra maneira não seria tão simples viver. Pela internet se pode mudar de sexo ou de linguagem a qualquer momento, pode-se criar um passado ou um presente virtual e desfrutar da experiência dessa ousadia. Afinal, o nome, a imagem e as informações sobre quem nos escreve num chat, num blog, ou num forum, não são de maneira alguma verificáveis fácilmente como verdadeiras. Há um código de confiança ou de tolerância, ou quiçá os dois...
Isso me levou a outras reflexões sobre a criação artística que já tomam suficientemente meu tempo enquanto ser consciente-pensante-real-virtual... Não fosse o que me aconteceu hoje, como para “coroar” toda essa loucura. Na falta de um dicionário “à mão”, “lancei mão” do já denominado por muitos expertos, como a “grande biblioteca” de nossos dias: o Google.
Era uma simples busca de regra gramatical que, no en tanto, colocou-me no centro de uma experiência totalmente kafkiana para mim. Deparei-me com toda uma gramática do idioma Plefande. Antes que terminasse minhas auto-críticas quanto ao cúmulo da incompetência minha em nunca ter ouvido falar nesse antiquísimo idioma e sua riquísima cultura, percebi, como num aviso sabe-se lá vindo de onde, que tudo aquilo era puro lixo, invenção ou criação artística como possivelmente seu autor o caracteriza.
E como disse no início desse meu desabafo, estou paralisada, necessitando urgentemente de meus livros com cheiro de mofo...naftalina...marcas à lápiz em suas margens e... as deliciosas dedicatórias que em alguns deles registram um código muito além da confiança ou tolerância...
Escrito por Sofia Bau às 11h41
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| 13/02/2005 |
É fantástico!
 Um país que vive sob a sombra do apocalipse e da fatasia. Não, não estou falando do Brasil. Essa é uma forma pela qual os argetinos se vêem como país. É também a principal razão, segundo matéria publicada, no Clarin, do ressurgimento do mais marcante gênero literário latinoamericano: o realismo fantástico.
A matéria cita o amadurecimento de diversos novs autores (M. John Harrison, Rafael Pinedo, Carlos Gardini, Alejandro Alonso); a abertura de revistas dedicadas ao tema (Nautilus, El Péndulo, Axxón) e a reabertura do principal selo que publicou algumas das 64 obras que marcaram o gênero no século passado: El Minotauro. A matéria cita ainda a Comunidad CF, forum virtual que reúne centenas de interessados no assunto.
O engraçado é verificar que as razões dos argetinos interpretarem a força do gênero estão presentes no Brasil:
"Buenos Aires es una ciudad monstruosa que surge del barro y de la pampa, y este origen debe necesariamente influenciar a sus escritores. Estos son hechos propios de lo fantástico: acontecimientos inesperados ". É o que diz Gabriel Guralnik, editor Fundação da Ciudad de Arena, que não estava se referindo ao Brasil, muito menos ao Recife.
Segundo a matéria, as viagens espaciais e as guerras não fazem mais parte do horizonte desse novo realismo fantástico, ao invés disso, são a biotecnologia e a informática a fornecer assunto pros novos escritores. Parece que o futuro ficou mais contemporâneo. Fica a sugestão de leitura.
Escrito por Luiz às 23h38
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Essa terra em que estás
Com palmos medidos, houve no Brasil 1.237 mortes no campo atribuídas à questão da disputa pela posse da terra. No Brasil, e mesmo em toda a América Latina, essa é a luta mais antiga, desde o século XVI. É também uma das que causa mais vítimas. Os dois casos mais recentes desse conflito já velho mostram a ineficiência e o cinismo do governo estadual de Pernambuco e do governo federal.
A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT) atribui o assassinato de Dorothy Stang, freira de 73 anos, ontem, à ação dela contra as madereiras no Pará. A freira já havia pedido proteção à Polícia Federal, mas não adiantou. Outros missionários, líderes campesinos e cidadãos simples morrerão mesmo sabendo o governo de ameaças semelhantes. Ao invés de resolver a questão na região, o governo de Brasília manda prender os suspeitos (já expediu um mandato de caça a quatro suspeitos na tarde desse domingo); enquanto isso, o governo paralelo ao governo que estiver em Brasília continuará retirando madeira, vendendo às exportadoras com sede em São Paulo e Rio e plantando o pasto necessário à carne que o Sudeste consome.
Em Pernambuco, o tipo de ação do policiamento reservado da Polícia Militar reforça a tese de que a força coercitiva pública tem um coturno na Casa Militar e o outro fora da lei.
Resumindo: policiais do Serviço Reservado da PM tinham a missão de prender suspeitos de roubos na região do Assentamento Bananeira, localizado em Quipapá, na Zona da Mata Sul, comandado pelo Movimento dos Sem Terra. No dia 5, o soldado da Polícia Militar Luiz Pereira da Silva foi assassinato dentro do assentamento por um grupo de pessoas lideradas pelo ex-integrante do MST José Ricardo Rodrigues. Colegas seus fora torturados. Pessoas da comunidade se defendem dizendo que achavam que eles eram pistoleiros.
Perguntar não ofende: Se o objetivo era prender o Josér Ricardo Rodrigues, por que os policiais não estavam fardados? Qual a necessidade de se vestirem à paisana? Por que a Polícia Federal não foi acionada ou informada da ação da PM na região? A história já é conhecida e logo logo vai ser apenas mais uma. É claro que o crime precisa ser apurado e os criminosos presos. Mas não ajuda muito se a PM não haje de forma clara em suas ações.
Até lá, o crime organizado é que determina como vai ser a reforma agrária nesse país. E o cinismo ineficiente dos governos dão o tempero.
Escrito por Luiz às 16h07
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| 11/02/2005 |
Pílula Diária de Humor

Essa tirinha do Malvados de hoje foi feita pra mim, só pode ser. hehehehe
Escrito por Luiz às 18h11
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Geopolítica aberta A iniciativa do presidente da Sun, que Cláudio colocou aí em baixo, revela um pouco do que está por trás da política de TI no Brasil, baseada na adoção de plataformas abertas. Por trás dessa adoção está uma forma de entender o mundo que privilegia a defesa da necessidade de distribuição de conhecimento. Isso envolve, claro, o direito autoral, mas também uma afirmação de domínio de tecnologia, a valorização e a disseminação de uma nova cidadania global, que por seu lado está vinculado à capacidade de autodeterminação das pessoas e também de uma nação inteira.
Como Gilberto Gil assinalou durante o Fórum Mundial Social, “a batalha do software livre, da Internet livre e das conexões livres é a mais importante, e também a mais interessante, e a mais atual das batalhas políticas”.
A carta do presidente da Sun está escrita em português, sem versão em inglês. Existe um redirecionador na página para um tradutor. Ou seja, quem não falar português e quiser entender o texto tem que usar de tradução. O que isso significa? Não é só uma afirmação direta de apoio ao governo brasileiro. A mim, parece um exemplo de modificação da geopolítica do poder que a adoção de plataformas abertas permitem. E exigem.
Escrito por Luiz às 09h49
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| 10/02/2005 |
Isso já circulou muito pela Internet, mas é uma manifestação de apoio tão interessante à política de TI do Governo Lula que irei publicar aqui também.
Caro Presidente Lula...
Carta Aberta ao Sr. Presidente da República Federativa do Brasil Ilmo. Presidente da República Federativa do Brasil Sr. Luis Inácio Lula da Silva
Caro Presidente Lula: Nós da Sun Microsytems acompanhamos com especial atenção e otimismo a sua participação no Forum Social Mundial, realizado na cidade de Porto Alegre, Brasil, e no Forum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, durante a última semana de Janeiro.
Nós consideramos as suas iniciativas governamentais voltadas à inclusão digital como corajosas e sábias. Nós aplaudimos a sua adoção de plataformas de padrões abertos e software livre, e concordamos firmemente que tal inovação permite que todos os setores da população, e não apenas os privilegiados e influentes, tenham acesso a auto-determinação e independência.
Uma rede aberta e software livre são a base para oportunidades iguais, e o seu compromisso é um alerta para o mundo ver que o Brasil pretende desenvolver suas próprias soluções tecnológicas, suas próprias competências e sua própria indústria.
A Sun Microsystems, com raízes na Universidade de Stanford, é o maior doador mundial de código fonte para a comunidade mundial de software livre. Do OpenOffice e StarOffice, do OpenSolaris ao sistema operacional Solaris, e do trabalho pioneiro com o sistema Java Desktop System, baseado em Linux.
Nós acreditamos na inovação, e nós acreditamos na liberdade de escolha. Está muito claro que dividimos esta crença com você e com o Brasil.
Por favor, aceite os nossos melhores votos de estima.
Cordialmente,
Jonathan Schwartz Presidente, Sun Microsystems Inc.
Fonte: http://blogs.sun.com/roller/page/jonathan/20050208#caro_presidente_lula
Escrito por Cláudio Machado às 14h32
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| 09/02/2005 |
Próximo ano tem mais
É isso aí: próximo ano tem mais e melhor, porque é assim todos os anos, a mesma cantilena. Até lá, a vida volta ao seu normal, ou ao seu próprio simulacro. Foi um carnaval delicioso, embora curto e dos que eu brinquei menos. Foi fantástico ver o pessoal do Quanta Ladeira arrebentando e ironizando todo mundo, do c* do governador ao deles mesmos.Só entende quem veio. E a Sala da Justiça? Dos melhores anos também. Apesar do calor de 45° na ladeira da Sé. Talvez por causa dele mesmo a cerveja tenha sido mais gelada e gostosa. Eu estava guardado pelas armas de Jorge e do bem querer de Iemanjá, saravá. Mas não vou descrever o Carnaval não. Uma coisa que eu percebi, apesar de sua obviedade, é que a dificuldade de se descrever a festa vem da impossibilidade de encaixá-la em um ou mais parâmetros, em classificações. Mais fácil sentir a festa na retina, com algumas das fotos que deixo aí embaixo.
O Soy Loco volta finalmente à sua normalidade. Alô alô Sofia e Cláudio, onde estão vocês que não respondem????!!!??
Para o bom observador, meia mudança basta: refiz a galeria de links para os principais jornais sulamericanos ao lado, que voltarei a acompanhar e analisar aqui. Reparei alguns outros linkas que não mais funcionavam e corrigi o grave erro de não colocar o principal meio de comunicação oficial de Cuba - o Granma. Adcionei alguns países e respectivos jornais, bem como algumas agências de informação. Espero sugestões de blogs ou de outros jornais dos países hermanos. Também coloquei o blog Post de Gasolina, do Big Foot e o site dos Malvados.
Outra novidade: um frame com algumas das principais colunas que eu leio em português. Também gostaria de acrescenta a coluna de Diogo Mainardi, que apesar de mediocre e reacionária, precisa ser lida e acompanhada. mas é conteúdo fechado. Por enquanto são apenas articulistas (importantes) que escrevem em português. Aceito sugestões de outros articulistas de língua espânica. Como escrevi, o Soy Loco por Ti volta à vida real. Adeus Carnaval, próximo ano tem mais. Gracias
PS.: No próximo ano o Bloco da Maldade promete ser a granda sensação do Carnaval de Pernambuco. O Quanta Ladeira que se cuide.








Escrito por Luiz às 14h59
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| 07/02/2005 |
Festa Lá, festa cá A Bolivia tem um Carnaval que em muitos aspectos se assemelha ao que se vê nas ruas de Recife e Olinda, nessa época. Em algumas das cidades existe uma intensa programação, com desfiles de blocos, concursos, festas e shows são a própria La Paz e Oruro. Via Bolivia.com.
Carnaval na Venezuela é colorido
María Bastidas, representante del municipio Libertador, fue elegida como Reina del Carnaval de Caracas, en un evento que contó con la participación de veinte candidatas, quienes fueron seleccionadas en las cinco jurisdicciones que conforman el Area Metropolitana de la ciudad capital.
El certamen, que se realizó en el Poliedro de Caracas, contó con la participación y financiamiento de importantes empresas venezolanas, como la cervecería Brahma, Venevisión y la Organización Miss Venezuela. De la misma manera participaron en forma activa la alcaldía del municipio Libertador y la Alcaldía Mayor.
Algo cheirando mal A opinião pública argentina está percebendo que algo de ruim cheira mal nas dependências da assembléia legislativa - e não é o cheiro de ossos velhos. O La Nacion denunciou a votação de uma mudança no Código Civil que reduz os prazos de prescrição de crimes por corrupção. A alteração foi votada, aparentemente, na surdina e já vale desde o dia 10 do mês passado. Se a moda pega aqui no Brasil, hein? Entre os casos que prescreveram, a utilização por Menem de uma conta na Suiça para onde teriam indo recursos públicos e casos de suborno da IBM a polítcos argentinos.
Juvenil No meio do Carnaval no Brasil ninguém percebeu. Mas a Colômbia foi a campeã do campeonato juvenil de futebol. Brasil ficou em segundo lugar. Via El Colombiano.
Ya hay 48 muertos El carnaval brasileño comenzó de manera trágica. Entre el sábado y ayer, según informó la Policía Vial, en las rutas nacionales hubo 969 accidentes de tránsito. En total, murieron 48 personas y 545 sufrieron heridas. (...) Para combatir la ola de crimenes, las autoridades diseñaron un amplio dispositivo de seguridad. Desde el viernes, por ejemplo, la policía militar está desplegada en los morros cercanos al Sambódromo; permanecerá allí hasta el fin de las celebraciones. Se calcula que más de 31.000 policías estarán abocados en estos cuatro días a garantizar la seguridad en el Estado de Río durante los festejos carnavalescos. (...) El clima de carnaval se sintió ayer incluso en el solemne Palacio del Planalto, la sede del gobierno de Brasil, ubicado en Brasilia. La ceremonia de cambio de la bandera nacional, que tiene lugar el primer domingo de cada mes, quebró ayer el protocolo cuando la banda que habitualmente ejecuta una marcha militar tocó una "batucada de samba" para estar en sintonía con el país. Via La Nacion.
Inocência O Carnaval da Bolívia, pelo que se deduz da cobertura dos jornais do país, tem um quê de inocência que já foi mais evidente em Olinda. Vale a pena ver a prpogramação e os textos deliciosos do Bolivia.com.
Escrito por Luiz às 12h43
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| 04/02/2005 |
Eu quero viver assim

Não poderia ser mais adequada essa reportagem do NoMínimo. Pedro Dória visitou uma comunidade no Rio Grande do Sul em que todo mundo anda nuzinho. Como diz a reportagem, não existe nada parecido na América Latina. Alguém se habilita a ir viver lá?
Escrito por Luiz às 18h41
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Pílula diária de Humor

Escrito por Luiz às 15h53
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| 03/02/2005 |
Baixaria Basicamente a trama é assim: jornalista babaca e fracassado tem uma chance de ouro de comer uma gatinha gostosa e doidinha que, cansada de dar em Nova Iorque, foi dar em Londres, mas, burra para caralho, é atropelada por que olhou para o lado errado da rua na hora de atravessar. Médico punheteiro que faz sexo virtual com rapazes conhece fotógrafa atormentada e largada do marido em um aquário e, acreditem, come a moça assim, na maior. Jornalista de merda escreve livro e conhece a fotógrafa. Médico corno leva toco da putinha americana. Fotógrafa goza duas vezes no sofá. Jornalista leva cinco chifres ao todo. Médico fica histérico quando vê a xoxota da putinha, mas, generoso, joga 500 libras nos peitos dela. Putinha, que não é boba, fica com a grana. Fotógrafa embarangada faz beicinho (beição) e leva rola do jornalista. Putinha chora, mas não nega fogo. Jornalista vira corno profissional. Todo mundo come todo mundo. Mas quem fica de pau na mão é o espectador, que não vê foda nenhuma. Por isso que eu gosto mesmo é do Buttman.
Essa, uma forma de ver o filme Closer, via Ozzymandhas.
Escrito por Luiz às 17h27
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Pra quando o carnaval chegar Oração a São Jorge
Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos tendo pés, não me alcancem; tendo mãos, não me peguem; tendo olhos não me vejam e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. Jesus Cristo me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus com sua Divina Misericórdia e grande poder seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo. (Tradição popular)
A versão de Jorge Ben Jor: Jorge de Capadócia
Jorge sentou praça na cavalaria eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia (2X)
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge Para que meus inimigos tenham mãos e não me toquem Para que meus inimigos tenham pés e não me alcancem Para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam E nem mesmo o pensamento eles possam ter para me fazer mal Armas de fogo meu corpo não alcançarão Facas e espadas se quebrem sem o meu corpo tocar Cordas e corentes se arrebentem sem o meu corpo amarrar pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge Jorge é de Capadócia
Quem quiser ouvir a versão cantada por Fernanda Abreu, clique aqui.
Escrito por Luiz às 10h51
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| 02/02/2005 |
Enquanto isso, na Sala da Justiça
 JUSTIÇA SEJA FEITA(Carta ao jornalista Orismar Rodrigues, que nunca leuesse blog assim como não foi ao nosso evento).
Orismar, sugiro o seguinte: vamos acabar com todos os blocos que fizeram sucesso nos últimos 15 anos. Só assim a gente renova tudo. A Sala da Justiça não pediu para crescer. O que era uma gréia virou bloco. O nome pegou. O bloco cresceu. E só foi parar na Fábrica Tacaruna por conta do que aconteceu na última festa no Mercado Eufrásio Barbosa, em 2003. Ninguém pediu para que o bloco crescesse. Mas daí querer comparar com o "resto" é demais. Se você acha que o Siri na Lata ainda é irreverente ou que se renova a cada ano, paciência. Deveria ter ido assistir aos shows da Sala.. A Nação Zumbi foi um presente para o bloco. Fez mais um show surpreendente. E ainda teve canjas de Otto e Fred 04. "Quero ver a poeira subir, e muita fumaça no ar" eram versos de Chico Science na letra de Mateus Enter/Afrociberdelia. Era isso o que se via na platéia, durante o impecável show da Nação. A Academia da Berlinda soube divertir o povo. Gigantes do Samba e Orquestra do Maestro Merinho, que arrasta o bloco nos domingos de carnaval, deram conta do recado, embora a última fosse prejudicada por um problema no gerador. A decoração , como sempre, criativa. Da iluminação, nem vou falar. Havia bares e banheiros suficientes. Se o bloco agora atrai os mauricinhos e patricinhas eu pergunto a você: o que fazer com eles? Expulsá-los da festa? Voltar ao Eufrásio Barbosa? O problema é que todo bloco deveria ter dia e hora prá acabar. Como eu conheço as fundadoras do "I Love Cafuçú" vou lhes passar essa idéia. Duração de 5 anos: enquanto gréia, 1 ano. Bloco, 2 anos. E festa, 2 anos. É isso: o "I Love Cafuçú" só vai para o Geraldão quando for para acabar. E pronto. Daí as meninas inventam outro bloco. So para você saber, esse já é o primeiro ano como bloco. O "I Love Cafuçu" já saiu no ano passado, durante a Sala da Justiça, como gréia. Então o bloco acaba em 2008. Ou não. Chega de Carnaval!!! P.S. tem nome o culpado dessa manifestação absurda contra a cantora Elza Soares. Estamos tão pernambucanos que não permitimos nada que venha de fora. Avisa lá ao povo que foi ao baile, que se a África não tivesse vindo por aqui, o samba que Elza cantou, o frevo que Spock tocou e os ritmos que Silvério entoou não existiriam. Isso é culpa de um marqueteiro mas eu nem vou falar dele agora. E não é o Duda Mendonça.
O texto acima foi retirado de um dos blogs mais legais produzido aqui nessa cidade de pontes e overdrives. Retirei sem permissão, pela urgência, espero que Big Foot me desculpe. Logo logo a URL estará entre os preferidos aqui do lado. Atitude, sarcasmo, ironia. Vale a pena conferir.
Escrito por Luiz às 18h42
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O que será? E se o Papa morrer em pleno Galo da Madrugada, quem vai abençoar?
Escrito por Luiz às 18h31
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| 01/02/2005 |
Alegria gera alegria
Outra vez essa coisa chamada carnaval e a quase impossibilidade de não se contaminar com a farra iminente. Digo quase porque é sempre possível dizer não à esculhambação de uma farra. Acontece que em Recife e Olinda, o Carnaval não é só uma farra, uma festa anual com data pra começar e pra acabar. Só entende quem já se viu no meio dos quatro cantos sem ter como sair e achando bom; ou quem já encarou a Guararapes em pleno galo da madrugada ao meio dia do sábado; ou quem já acompanhou pelo menos uma saída do Eu Acho é Pouco ou de um bloco lírico - qualquer um. Talvez só entenda melhor quem já tenha ouvido e visto a Nação Zumbi fazer tremer o chão do velho bairro do Recife e beijar alguém no meio disso tudo. E no entanto a festa parece se repetir com as mesma cores, com as mesmas precariedades, a cidade não ficou mais bonita e no entanto é essa velha nova vontade de limpar meu elmo cintilante, encontrar minha armadura, limpar minha guia verde e vermelha e empunhar aos quatro cantos, durante aqueles três dias negros, o nome e as roupas de meu santo padroeiro - Ogum São Jorge - e a única festa que traz esperança de fato a essa terra. E que promete que a vida pode ser boa.
É difícil dizer não; e sim, é mais difícil ainda descrever o Carnaval. Melhor dizer o que não é: Não é o que a Globo anuncia como verdade - você que não vem, não veja a Globo, é pior. Não vá se enganar. Também não é democrático, multicolorido, pacífico, não é. Não é tão pouco localizado e engraçado o tempo todo. Nem todo mundo está se divertindo, nem é um mar de eqüidade e de trégua entre possuídos e despossuídos. Não é.
É, antes, uma luta de contrários, como tudo na vida.
Primeiro que os santos aparecem nessa época. Acredite você ou não - e suas diferenças se fazem na carne dos homens aqui embaixo. E você pode sentir a negra energia da morte ou a bonança da vontade de se viver. E isso pode acontecer numa rua, numa casa, num bar, numa viela escura, ou no meio de um bloco ou de um maracatu que explode no meio da rua. E no entanto isso ainda não diz o que é esse carnaval.
Porque outros pequenos e grandes milagres acontecem. Tem um dragão que sai todos os dias e há anos todos achamos normal isso acontecer; tem uns reis e rainhas de várias nações negras, quase todos na linha nagô; tem anjos como o diabo; beijos, muitos beijos na rua, e uma intensa vontade de fazer o amor. E a vida parece novamente boa, nesses três dias coloridos. E a vida parece ser boa.
E mais milagres acontecem.Você pode ver Frida Kahlo passear de mãos dadas com um Che Guevara, encontrar Iemanjá e Xangô abraçados, procurando apartamento, uma menina azul e rock 'n'roll cantarolando Ramones, anjos amando diabos nas esquinas, superhomens decolando. Diga se não é um pequeno milagre uma mulher de 80 anos rodopiar durante três dias com um peso de quase 10 quilos e não morrer dançando. Às vezes penso que a própria repetição da festa é um milagre improvável de que ninguém deu conta, pois não há um Deus para receber os créditos.
Mas é uma luta de contrários e por isso o carnaval tem dessas coisas: os brutamontes de sempre babando intolerância, ladrão pra todo lado, gente passando fome, gente mal amada amando ser triste, desigualdade, preconceito, música ruim. Mas quem disse que a vida é perfeita, mesmo quando parece feliz?
Todo ano a mesma coisa. Você jura que não tá com vonbtade de brinca e em cima da hora vai comprar fantasias. Amanhã vou ao vucovuco, pra quem não sabe, o lugar onde 10 entre 11 recifenses compram máscaras, roupas de piratas, chifres de diabos, armaduras de São Jorge, confetes e serpentinas, asas de anjo, chapéus, gravatas borboletas. Vou exercitar a velha vontade que se repete sempre de ser feliz. Se a sorte estiver de meu lado verei Frida Kahlo logo pela manhã.
PS.: Hoje é 2 de fevereiro, dia de Yemanjá. A benção minhã mãe, rainha das águas e dos desejos, me proteja de morrer afogado. PS2.: Durante o Carnaval o Soy Loco por Ti muda de nome, volta ao nome de origem na quarta-feira de cinzas. Hasta breve.
Escrito por Luiz às 18h25
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