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| 28/02/2005 |
Adorada Guadalupe
 Já nasceu com toda pinta (ops!) de blog legal o sítio virtual de Fabiana, a Bela, em:http://adoradaguadalupe.zip.net. Moda, touradas, Espanha, Rock, Beatles, e mais.
Escrito por Luiz às 05h26
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| 24/02/2005 |
MAR ADENTRO DE OLHOS BEM ABERTOS

Críticos sociais, artistas e intelectuais de plantão têm tomado muito a sério o tema polêmico que Alejandro Amenábar recoloca em discussão com seu último filme Mar Adentro.
Já ganhador do Globo de Ouro, de quase todos os Goyas deste ano na Espanha, e um dos candidatos ao Oscar, vêm provocando uma onda revisionista de certos temas tabus por aquí. Não somente da eutanásia, que explícitamente trata esse filme, mas de outros menos óbvios e nem por isso menos importantes ou incômodos para muitos.
Vejamos: Alejandro Amenábar, depois de filmes perturbadores como Tesis (onde vi, até agora, a cena de suspense que mais me impressionou produzida no cinema!), Abre los ojos, e Los otros, que tanto sucesso fez depois que Tom Cruise o produziu para Hollywood, lançou mão da história verídica de Ramón Sampedro, um tetraplégico que durante 30 anos lutou contra a justiça espanhola para ter o direito de terminar com sua própria vida. Vida essa, que nem por isso foi desperdiçada: escreveu, amou e ainda por cima provocou polêmica e discussões com sua atitude finalmente alcançada, graças à uma amiga, que agora, anos depois está sendo processada por tê-lo ajudado em seu intento.
Aproveitando o grande sucesso que toda a publicidade do filme alcançou, não tardou a que Amenábar passasse a aparecer muito mais nos noticiários e fato seguinte, declarar-se homossexual, aproveitando outra polêmica do momento na Espanha: a discussão da lei que aprova o casamento entre homossexuais, chegando inclusive a debates que em muito lembra os da Idade Média quando se discutia o “sexo dos anjos”.
Mar Adentro em evidência – Amenábar em evidência, Almodóvar tem “chilique” (desculpe o termo, mas é o mais apropriado!). Qualquer um que já tenha visto um filme de Almodóvar e de Amenábar irá fácilmente identificar duas maneiras tão distintas de expressar o ser humano e de atuar (eles mesmos) como seres humanos, sem folclorismos hispânicos exagerados.
E por fim, o mais implícito de todos, e que me intriga quando penso nisso: Alejandro Amenábar é latinoamericano, chileno naturalizado espanhol. Imigrante portanto. E destes que não estão aquí para se contentarem com pouco. Amenábar faz arte e polemiza essa sociedade quase intolerante que “cierra sus ojos”!

Escrito por Sofia Bau às 18h16
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| 23/02/2005 |
Você conhece esse cara?

Caso alguém não tenha percebido, o barbudo acima é mesmo Luís Inácio Lula da Silva, nos idos do fim da década de 60 do século passado. Faz muito tempo ou foi muita a água que passou embaixo da ponte (e da barba)? A foto é de Edgar Moura, repórter das antigas, dos que dãogosto de permanecer nessa profissão. Ele está organizando um livro que se chamará "100 fotos sem palavras". Edgar foi repórter do Última Hora.
PS.: O UOL conseguiu transformar em ruim um sistema que era apenas mediano. Essa a razão pelaqualnão émais possível editar as fotos ao lado do texto, o que deixaria o blog mais bonito.
Escrito por Luiz às 15h13
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| 22/02/2005 |
Delicatessen Você nunca conhece realmente as pessoas. O ser humano é mesmo o mais imprevisível dos animais. Das criaturas. Vá lá. Gosto de voltar a este tema. Outro dia apareceu uma moça aqui. Esguia, graciosa, pedindo que eu autografasse meu livro de poesia, "tá quentinho, comprei agora". Conversamos uns quinze minutos, era a hora do almoço, parecia tão meiga, convidei-a para almoçar, agradeceu muito, disse-me que eu era sua "ídala", mas ia almoçar com alguém e não podia perder esse almoço. Alguém especial?, perguntei. Respondeu nítida: "pé-de-porco". Não entendi. Como? "Adoro pé-de-porco, pé-de-boi também". Ahn... interessante, respondi. E ela se foi apressada no seu Fusquinha. Não sei por que não perguntei se ela gostava também de cu de leão. Enfim, fiquei pasma. Surpresas logo de manhã.
Olga, uma querida amiga passando alguns dias aqui conosco, me diz: pois você sabe que me trouxeram uma noite um pé-perna de porco, todo recheado de inverossímeis, como uma delicadeza para o jantar? Parecia uma bota. Do demo, naturalmente. E lendo uma entrevista com W. H. Auden, um inglês muito sofisticado, o entrevistador pergunta-lhe: "O que aconteceu com seus gatos?" Resposta: "Tivemos que matá-los, pois nossa governanta faleceu". Auden também gostava de miolo, língua, dobradinha, chouriços e achava que "bife" era uma coisa para as classes mais baixas, "de um mau gosto terrível", ele enfatiza. E um outro cara que eu conheci, todo tímido, parecia sempre um urso triste, também gostava de poesia... Uma tarde veio se despedir, ia morar em Minas... Perguntei: "E todos aqueles gatos de que você gostava tanto?" Resposta: "Tive de matá-los". "Mas por quê?!" Resposta: "Porque gatos gostam da casa e a dona que comprou minha casa não queria os gatos". "Você não podia soltá-los em algum lugar, tentar dar alguns?" Olhou-me aparvalhado: "Mas onde? Pra quem?" "E como você os matou?" "A pauladas", respondeu tranqüilo, como se tivesse dado uma morte feliz a todos eles. E por aí a gente pode ir, ao infinito. Aqueles alemães não ouviam Bach, Wagner, Beethoven, não liam Goethe, Rilke, Hölderlin(?????) à noite, e de dia não trabalhavam em Auschwitz? A gente nunca sabe nada sobre o outro. E aquele lá de cima, o Incognoscível, em que centésima carreira de pó cintilante sua bela narina se encontrava quando teve a idéia de criar criaturas e juntá-las? Oscar, traga os meus sais.
Postei esse texto de Hilda Hilst por absoluta indisposição e preguiça pra escrever alguma coisa que preste. Disposição só pra ler. Ah, como eu queria ter conhecido essa mulher...
Escrito por Luiz às 15h03
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| 21/02/2005 |
Pílula diária de humor

Sei que essa não é a melhor tirinha pra se começar a semana. Mas você tem que considerar que ela é muito boa. O site Malvados está cada vez melhor. Semana passada completou 500 tirinhas. Leia.
Escrito por Luiz às 13h05
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| 18/02/2005 |
La ciudad de las Bestias
 Depois do post do Luiz chamando a atenção para a notícia do Clarín sobre o novo boom de literatura fantástica que vem tomando os noticiários literários argentinos, lembrei-me da recente trilogia da escritora chilena Isabel Allende, autora latino-americana mais lida na atualidade depois do sucesso de seu primeiro romance La casa de los espiritus.
Essa trilogía começa com La ciudad de las Bestias (Barcelona: Plaza & Janés, 2002), obra que nos apresenta um texto de entretenimento, cuja narrativa está repleta de aventuras, magia e sobrenatural, bem ao gosto estilístico da autora e da demanda de leitores da atualidade.
Através das aventuras da personagem Alexander Cold, entramos no universo mágico da selva amazônica, dos indígenas e da própria espiritualidade que a personagem vai descobrindo dentro de si mesma. Através do animal totêmico que temos, apresenta-se diante de nós as forças mágicas da natureza. Espíritos e homens se confundem para nos proteger e para nos ensinar os mistérios guardados há milênios pelos seres pré-históricos (as Bestias) que vivem no seio da floresta - El Dorado.
Não há limite entre realidade e sonho - o realismo mágico latino-americano parece tomar nova forma nessa obra que pretende colocar a aventura mítica no cotidiano de suas personagens e dos leitores. As aventuras se sucedem entre homens e deuses, sonho e realidade, magia e espiritualidade.
Vale a observação de que na atualidade, o sucesso das obras da escritora inglesa J.K.Rowling, com seu personagem infanto-juvenil Harry Potter em intrincadas aventuras com o desconhecido mundo da magia, tem aquí um correspondente latino-americano. Podemos dizer que assim como para muitos jovens e até mesmo adultos, a narrativa fantástica de Harry Potter, e aqui não me referindo ao gênero literário, mas sim às características que apresenta, é um chamado à falta que se sente nos dias atuais no que se refere a encantos, poderes sobrenatuarais e vida espiritual, também seu correspondente latino-americano Alexander Cold viaja ao mundo desconhecido do fantástico e da magia. Essa magia é a da América, assim como o fantástico (como gênero agora!) o é do realismo-mágico latino-americano.
Isabel Allende, sempre atenta à atualidade, como boa jornalista que foi, gera seu personagem de aventura, aquele que nos devolve, durante a leitura, um pouco do mundo cheio de possibilidades e magias que tanto procuramos para tirar-nos das frustrações cotidianas cada vez mais presentes no mundo atual. Com isso, chama a atenção para características da realidade latino-americana, ainda que de maneira muito diferente de como o faz escritores como Garcia Marquez, Juan Rulfo e tantos outros nomes já consagrados no que foi o primeiro boom da literatura fantástica latino-americana.
Escrito por Sofia Bau às 18h46
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Bar ruim é lindo, bicho Antonio Prata (É longo mas vale a pena)
 Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150 anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de 150 anos, mas tudo bem). No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando resolver aí 500 anos de história. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura. “Ô Betão, traz mais uma pra gente”, eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte do Brasil. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte do Brasil, por isso vamos a bares ruins,que tem mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gateau e não tem frango à passarinho ou carne de sol com macaxeira que são os pratos tradicionais de nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gateau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda. A gente gosta do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne de sol, a gente bate uma punheta ali mesmo.
Quando um de nós, meio intelectuais, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim. Porque a gente acha que o bar ruim é autêntico e o bar bom não é, como eu já disse. O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e nesse ponto a gente já se sente incomodado e quando chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e universitários, a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de es querda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevete e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.
Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantém o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam em 50% o preço de tudo. Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato. Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se fodem, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão brasileira, tão raiz.
Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda, no Brasil! Ainda mais porque a cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que agente gosta, os pobres estão todos de chinelo Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gateau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda, como eu que, por questões ideológicas, preferem frango a passarinho e carne de sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca mas é como se diz lá no nordeste e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o nordeste é muito mais autêntico que o sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é mais assim Câmara Cascudo, saca?).
- Ô Betão, vê um cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?Bar ruim é lindo, bicho.
Esa pérola me foi enviado pela bela Fabiana Moraes, que encontrou o texto na Internet.
Escrito por Luiz às 11h45
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| 17/02/2005 |
Severino é o gênio da raça

Eu demorei a escrever sobre esse assunto porque não me sinto com qualificação pra comentar a política no Brasil - além disso, já tem gente boa demais por aí escrevendo. Também não tenho tempo. Nem é o objetivo desse blog. Mas ficou difícil não escrever uma coisa que me parece óbvia, embora Dora Kramer, Veríssimo, o pessoal do NoMinimo e do Wunderblogs, Boechat, nem Dioguinho Mainard tenham percebido o óbvio na eleição de Severino Cavalcanti para o cargo de presidente da Cãmara de Deputados.
O óbvio: Severino Cavalcanti é o gênio da raça. É o herói sem nenhum caráter que Mário de Andrade descreveu, e por essa razão ele é o presidente ideal para a Câmara dos Deputados desse país. Portanto, essa polêmica toda é uma falsa polêmica. Não tô achando isso bom. É uma constatação baseada na história política de nossas elites:
(A dominãção das elites) visa, acima de tudo, preservar e fortalecer as condições econômicas, socioculturais e políticas através das quais ela pode manter-se, renovar-se e revigorar-se, de maneira a imprimir ao poder burguês, que ela contém, continuidade histórica e o máximo de eficácia. (...) As classes burguesas não querem (e não podem, sem destruir-se) abrir mão: das próprias vantagens e privilégios; dos controles de que dispõem sobre si mesmas, como e enquanto classes; e dos controles de que dispõem sobre as bases nacionais das estruturas de poder. AS vantagens e privilégios estão na raiz de tudo...
Esse trechinho está num livro chamado Revolução Brasileira, escrito há mais de 30 anos atrás por um sujeito chamado Florestan Fernandes. Severino é o herói que personifica sem pudores uma herança política de dominação autocrática, de coronel, de acordo com o atraso, de privilégios, de cara dura e mal lavada. O PT, minha síndica, os jornais, os transeuntes, Maluf e o sorveteiro da esquina parece que vêem somente a derrota do Governo. Severino Macunaíma é a vitória de nossa política.
A ilustração acima é de Dácio, do Diário do Povo.
Escrito por Luiz às 21h08
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Vai um rum aí? O Ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que recentemente passou alguns dias em Cuba, foi portador de um presente do presidente Lula para o ditador cubano Fidel Castro: duas caixas (48 latas) de guaraná Antarctica- metade normal, metade diet.
Fidel retribuiu em grande estilo, com um litro de um rum cubano envelhecido por mais de 50 anos e especialíssimo ainda por outro motivpo. Segundo contou a Dirceu durante um jantar no Palácio da Revolução, em Havana, o rum é oriundo de uma barrica de 250 litros "exproipriada" pelo grupo de guerrilheiros que Fidel reuniu em 1953 para tentar tomar um quartel do Exército do ditador Fulgencio Batista. O assalto ao Quartel Moncada fracassou, Fidel terminou na cadeia mas a ação marcou o primeiro movimento da revolução que triunfaria em janeiro de 1959.
Nas vésperas do ataque ao quartel, o grupo decidiu assaltar uma fábrica do rum Bacardi em busca de dinheiro para financiar suas ações. Acabou levando também a barrica, aparentemente da reserva especial da família então proprietária da marca. A barrica permanceu escondida por anos. Depois da derrubada de Batista, passou a ser mantida em depósitos oficiais. Em 2003, ano em que o cinqüentenário do assalto ao Quartel Moncada seria comemorado na data nacional cubana, 26 de julho, Fidel decidiu dividir o conteúdo da barrica entre os 10 sobreviventes da operação.
A cada um coube 25 litros do rum, divididos em garrafas de 1 litro, luxuoso vidro grosso, com rótulo e lacre especiais, cada uma delas armazenada numa caixa de madeira, com tampo de vidro e chave.
Dirceu também ganhou uma de Fidel.
Ainda bem que existe álcool nesse mundo que ninguém é de ferro. A notícia foi pescada do NoMínimo, da coluna de Ricardo Setti. Não sei por qual motivo, essa coluna foi tirada do ar. Será que oPlanalto não gostou da história ou será que alguém bebeu em serviço na redação do Nominimo?
Escrito por Luiz às 15h50
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Triste, essa história Essa é pra fazer pensar. Chegou ao fim o seqüestro de Cecília Cubas, filha do ex-presidente paraguaio Raúl Cubas. E da pior maneira. Descobriram o corpo da moça em na rua Las Palmas 243, bairro de Mbocayaty en Ñemby (29 km da cidade de Asunción). Os criminosos pediram US$ 800 mil de resgate, ainda em setembro de 2004, quando houve o rapto. Depois informaram que esse eram a primeira parcela de um resgate de US$ 5 milhões.
Os seqüestradores tiveram o luxuoso auxílio das Forças Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC). Ou seja, o maior grupo armado da América Latina à margem da lei ajudou com pessoal, armas, estratégia e logística no seqüestro da filha de um presidente de outro país. E se a moda pega?
Via el Tiempo.
Escrito por Luiz às 09h43
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| 16/02/2005 |
Matan de un balazo a un chico de 15 años por un ajuste de cuentas Na Argentina o negócio é organizado. O sujeito que tem uma rixa com outro mata o dito cujo, deixa do lado um recado dizendo o motivo do crime e também a arma, cheia de digitais. Não fosse realidade, dava pra confundir com um dos roteiros que Jorge Luis Borges escreveu. O engraçado é que o crime aconteceu em dois lugares. O relato é do Clarin.
O certo é que a crônica policial portenha, principalmente nos dois maiores jornais da Argentina raramente coloca essas notícias. Geralmente são relatos de prisões por posse/venda de drogas, brigas em bares. Raros os sequestros, assassinatos, estrupros. Essa edição de hoje foje do padrão.
Escrito por Luiz às 16h46
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