SOY LOCO POR TI
Política, Mídias, Economia, Arte, Futebol e Humor na América Latina

15/04/2005

Uma realidade nada mágica
 

 

Fernando Botero, artista plástico colombiano que tem suas obras espalhadas por quase toda a Europa, aparece com a mais recente de suas criações. Aliás, depois de vê-las, já não se tem certeza de que a criação seja dele ou de todos, com participação maior dos soldados americanos na guerra contra o Iraque. 

Simplesmente desconcertante  a denúncia que faz aos abusos cometidos na prisão de Abu Ghraib, fato que todos tomaram conhecimento pelas imagens vinculadas pelos noticiários no ano passado. Imagens que já quase se tornam esquecidas para a maioria das pessoas e que foram proibidas de serem apresentadas em mostras de fotografias jornalísticas e demais exposições. Não importa, Botero soube muito bem utilizar mais uma vez o realismo-mágico que tanto se pode observar em suas obras, transformar em arte o horror da realidade e com isso fazer seu trabalho também de divulgação e registro da história. 

Com um realismo especialmente chocante, já que nos evoca a memória de tão pouco tempo e fatos tão vergonhosos, Fernando Botero complementou sua criação com esse registro pessoal de um mundo que cada vez mais está se tornando insuportavelmente intolerante.  

Se a grande característica da arte na América Latina se mostra como sendo a expressão dos acontecimentos mágicos, inexplicáveis e espirituais mesclados aos acontecimentos do cotidiano, neste trabalho, o horror quase inexplicável, mas de forma alguma mágico ou com essência espiritual, apresenta-se em suas telas gigantescas, como suas figuras sempre descomunais e gordas, na abundância de formas e sentido. 


Fernando Botero afirma, desde sempre, que parte de uma realidade verdadeira para plasmar uma realidade imaginária, a qual obterá certo sentido, segundo seu observador. Nada mais atual, nada mais conforme às teorias artísticas e inclusive científicas da atualidade: o observador tem o poder de gerar significados para o objeto observado. Neste caso, qual o objeto e quem somos como observadores?  Estaremos gerando e guardando o significado mais digno à condição do ser humano?  


 

Essas 50 pinturas estarão expostas, pela primeira vez em Roma a partir de 16 de junho no Palácio Veneza. Por enquanto, há uma pequena mostra na última edição de domingo, dia 10 de abril, da revista colombiana Diners.

 

 


"Ainda não acabei de dizer o que quero sobre este tema"

                                                                                                     Fernando Botero



 Escrito por Sofia Bau às 19h28 [] [envie esta mensagem]


12/04/2005

"Eu já sabia"
Imagem do CodadaBoa
Essa foto é uma colaboração espontânea do site Cocadaboa 
Eu sei, vocês vão dizer que é tudo mentira, que não pode ser. Mas se você apertar um pouco os olhos e olhar através da multidão, vai ver, segurando um martelo e aquela faixa de papelão, nada mais nada menos que Diogo Mainardi. É sério, faça o esforço: ele está ali, com a faixa “Eu já sabia”. Nesse caso, é a morte do papa o que há de novo na foto. A multidão, Diogo e a faixa “Eu já sabia” estão sempre aí, nos últimos dias.

Minha bronca com Mainardi não é com ele especialmente, aí seria demais. É com o que ele representa: o “Eu já sabia”. Como se o futuro fosse conhecido de antemão, como a faixa desenhada toscamente e o argumento aparentemente plausível do “Eu já sabia”, etc, etc, etc. Como se o futuro e as possibilidades nessa vida e nessa morte fossem dadas pela mão divina do mercado, sempre: o velho “Eu já sabia”. Esse “sempre” está por um triz.

O “Já sabia” de Mainardi em relação ao papa João Paulo II e sua morte technicolor é esse: a Igreja não pode ser diferente, não pode se ater a nada mais além da propagação da fé, de preferência de forma reacionária e doutrinária. Como se essa perspectiva não carregasse há mais de 1.500 anos o peso da formação política do Ocidente. Como se esse discurso não reivindicasse a legitimidade da posição (política) neutra da igreja diante da própria Política.

Eu sei, vocês vão dizer que é tudo mentira, que não pode ser. Mas se você apertar um pouco os olhos e olhar através da multidão vai poder ver que essa foto não é só uma foto. Nem a igreja é só uma igreja.



 Escrito por Luiz às 18h26 [] [envie esta mensagem]



Espanha vende armas à Colômbia?
(Ou de como a região do Prata está em evidência nos últimos dias)

O jornal
El Espectador sugere, na sua edição impressa de hoje, que a Espanha está em negociação com o governo colombiano para a venda de armas. Embora o fato não seja afirmado no texto, ele está estampado na edição (no título da matéria). Quem trabalha numa redação ou quem não éjornalista mas sabe como se faz a linguiça no açougue, sabe que isso ocorre com uma freqüência maior do que as melhores normas do jornalismo permitem. Vai ver que foi isso que aconteceu. De qualquer forma, o texto também sugere que as negociações do chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos, com o governo colombiano e venezuelano foram muito bem sucedidos.

Se isso se confirmar, a Espanha de fato vai ter se colocado numa sinuca de bico, depois de ter sido criticada por vender aviões, lanchas de assalto e armas semi-automáticas para a Venezuela. Alvaro Uribe estará na primeira quinzena de julho na Espanha.

Mas vai ver que foi só um título excessivamente animado na matéria. Afinal, esses descuidos acontecem no mundo todo, né?



 Escrito por Luiz às 12h38 [] [envie esta mensagem]


10/04/2005

E vc, qual a sua opinião?

ISSO NÃO VAI RESOLVER
- Deveríamos permitir que os fazendeiros produzissem coca e a vendessem para laboratórios governamentais por preços decentes, e esses laboratórios poderiam produzir um produto de qualidade. E depois deveríamos vender o produto em qualquer farmácia para qualquer pessoa acima de 18 anos, por um preço razoável, que não estimulasse o merdado negro. Aí pelo menos saberíamos que a cocaína é pura. Depois deveríamos atacar a demanda ao usar alguns dos milhões economizados para investir na educação contra o consumo. Veja como uma geração antitabagista foi efetiva ao trazer apoio público para medidas que impõem restrições ao fumo em público - mas não foi uma proibição total. Sim, mais pessoas vão experimentar as drogas e teremos novas tragédias. Mais de 30 anos de guerra à drogas não conseguiram nada além de enriquecer algumas poucas pessoas, armar nossas ruas, criminalizar uma geração de usuários e matar dezenas de milhares de latino-americanos."


O texto acima é o último parágrafo do texto que a Carta Capital publicou no dia 26 de janeiro de 2005, escrito por Angus Macqueen. Macqueen é um cineasta que percorreu Peru, Colômbia e Brasil verificando a tragédia causada pelo tráfico de drogas na América Latina.

 Escrito por Luiz às 18h35 [] [envie esta mensagem]



Condimentando o condimento
(Ou da busca pelo tempero do argumento)


Condimentar aquele prato pro namorado ou namorada, imaginar e preparar o futuro do filho, desejar tardes de mãos dadas com o parceiro ou parceira, transar com muito amor, e isso é bom, mas com o mesmo argumento... A gente está sempre usando o tempero que está à nossa frente, do que pode ser tocado com a mão, com a imaginação ou com a língua.

É difícil pensar em condimentar o condimento, em temperar o argumento. Em geral nos acostumamos com o que temos de bom e seguimos em frente - sempre pegando o primeiro frasco de tempero à mão. Quase nunca imaginamos que é  possível temperar o tempero, deixá-lo melhor: condimentar o argumento.

Andei pensando essas coisas enquanto temperava um azeite em casa, há cerca de uma semana. Motivado pelo gosto de um peixe que eu preparei no domingo de Páscoa com um azeite temperado, resolvi aprender a temperar azeites. O produto que eu usei no peixe continha azeitona, alcaparras, alho, açafrão, além de um bom óleo. No dia seguinte ao almoço de Páscoa estava eu, na Nunes Machado, um calor de doer, condimentando o argumento e pensando, pensando. Usei os mesmos produtos e muita ignorância: o azeite, percebi na última quinta-feira, apodreceu. Falta de cuidados com os produtos, com o lacre, com o acondicionamento. Vasculhei a internet e encontrei alguns temperos para adcionar ao azeite. Qualquer dia, coloco os resultados.

Por enquanto, vale isto: temperar o argumento, condimentar o temperamento, argumentar o condimento em tudo. Abaixo, a receita pra temperar azeites.  Aceito novas receitas.


Preparando o recipiente
Antes de temperar o azeite é preciso é preciso certificar-se que o recipiente esteja bem higienizado e bem seco, só assim garante-se a qualidade do azeite temperado. Veja como fazer:
Escolha uma garrafa de vidro com capacidade para acondicionar o azeite temperado.

Coloque em uma panela grande 3 litros de água e ao ferver arrume o recipiente de vidro e deixe ferver por mais 2 minutos.

Em seguida, retire-a e com a ajuda de um pinça (de cozinha) vire o vidro de modo que fique com a abertura para baixo e deixe por mais 2 minutos.

Por último retire os vidro com a pinça e coloque sobre um pano bem limpo e deixe escorrer por 10 minutos com a superfície virada baixo. Só use o vidro quando estiver bem seco.

Enquanto isso ferva as tampas dos recipientes por 5 minutos.

Como guardar o azeite temperado

O azeite de oliva temperado é menos estável, quando se compara com o mesmo produto natural. O ideal e guardá-los na geladeira por até um mês, mantendo os recipientes sempre fechados.

Receitas
1 - Azeite de pimentão (vermelho, amarelo ou verde)
2 -  Azeite de agrião
3 - Azeite de limão
4 - Azeite de oliva com manjericão



 Escrito por Luiz às 18h08 [] [envie esta mensagem]


07/04/2005

Casa de caramujo
(Ou de como no Brasil morar é difícil)


Vista panorâmica da situação do parlatório, em Brasília
O estado brasileiro ainda não pode criar condições de moradia adequada porque está despreparado: faltam tribunais especiais para lidar com as questões relacionadas à terra; há muita burocracia; falta uma legislação nacional de habitação que abranja leis e programas já existentes e que se associe à legislação internacional que protege os direitos humanos, falta reforma agrária.

Esses são algumas das conclusões tiradas por Miloon Kothari, emissário da ONU que esteve no Brasil a pedido do governo brasileiro entre os dias 29 de maio até 13 de junho de 2004. Kothari foi convidado para dar sugestões de como o Brasil poderia criar condições de habitação saudável e democrática.

O documento foi divulgado no dia 30 de agosto - nenhum jornal de grande circulação de debruçou sobre o documento ainda, que pode ser encontrado aqui.

Áreas urbanas e rurais São Paulo, Brasília, Formosa, Alcântara, Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador, Recife, e comunidades indígenas em Bertioga serviram para que o emissário da ONU traçasse um contexto histórico da situação do caos urbano que se verifica nas grandes cidade e no campo. A leitura não é perda de tempo. Ela mostra também que, além do despreparo da máquina estatal, a formação do país pesa como a casa do caramujo - sobre o caramujo.



 Escrito por Luiz às 18h12 [] [envie esta mensagem]


06/04/2005

O Brasil sem o FMI

Charge de Laércio, no Comunique-se

 Escrito por Luiz às 13h53 [] [envie esta mensagem]


05/04/2005

Terras de índio
(ou de como o Brasil é visto lá fora)

No mês em que  o Brasil comemora as civilizações indígenas, o estado brasileiro recebe uma série de recomendações e é denunciado a instituições internacionais por causa de sua frágil política no setor. A última delas foi feita pela Anistia Internacional.

A instituição afirma que as comuniddes indígenas estão lá em baixo na ordem de prioridades sociais do Governo. A AI relata casos de violência (torturas, sequestros e assassinatos) e de pobreza crônica que ameaçam a vida de milhares de indígenas. Diz o relatório da Anistia:

"As autoridades brasileiras têm repetidamente falhado em intervir para poupar vidas. Mesmo quando há sinais de que casos de violência vão ocorrer em terras dos índios com disputas e invasões, como nos casos dos Xukuru no estado de Pernambuco, ou dos Cinta Largano estado de Rondônia, Rondônia, nenhuma ação é tomada". Veja tudo aqui.

A coleção de denúncias a órgãos internacionais se acrescenta ao que foi realizado pelo Conselho Indígena de Roraima à Organização dos Estados Americanos e na ONU pelo Relator para o Direito Humano ao Meio Ambiente. Um manifesto indigenista com mais detalhes da decepção desses setores com a política indígena do governo Lula, ou da falta dela, pode ser encontrado aqui.



 Escrito por Luiz às 15h39 [] [envie esta mensagem]


04/04/2005


O Papa Big Brother
(ou de como o sumo pontífice foi parar no paredão)
Eu já cansei desse assunto da morte e do sepultamento do Papa. Mas a possibilidade do novo sumo pontífice ser um latinoamericano me convenceu.

João Paulo II é o último papa da era moderna, e como tal desfrutou a sua palavra de estar em todos os lugares do globo ao mesmo tempo e numa velocidade que nunca fora experimentada por nenhum outro ocupante do trono de Pedro. Nunca em nenum outro pontificado a Igreja como instituição foi tão moderna, no sentido não de vanguarda, claro, mas como usuária dos recursos do mundo moderno.

Nunca a Igreja foi uma experiência tão global quanto no pontificado de Paulo II. A experiência global da moderniade está interligada à penetração das instituições modernas nos acontecimentos da vida cotidiana. Como papa que mais desfrutou dessa condição, João Paulo II também fica como o primeiro papa da era pós-industrial. Vide o show em que se transformou seus funerais - coisa inédita no sentido de alcançar todos os cantos do globo, das serrascontroladas pelas Farc até o lado sombrio dessa mesma igreja na China comunista.

Não sei se essa midiatização radical é boa ou má. Sei que ajuda a entender porque as possibilidades de um papa latinoamericano são tão reais. Aliás, uma discussão interessante sobre isso está acontecendo aqui.

Por uma série de razões - principalmente sua ortodoxia - João Paulo II deixou que outras igrejas angariassem os desejos do rebanho latinoamericano e se bandeassem para outros pastores. Vide o crescimento da Universal e a decepção de fiéis com a corrupção e com os casos de pedofilia. A veiculação dessa agonia eclesiástica é uma das razões, em si, para a perda de fiéis e o enfraquecimento da Igreja Católica na América Latina.

Assim como essa agonia é fruto da ausência de Deus, ou de como o discurso a Ele atribuído se tornou insuficiente. João Paulo II foi também o primeiro papa de um Deus insuficiente...

De qualquer forma, a perda de fiéis é algo que precisa ser corrigido por essa Igreja que depende tanto das Américas para se manter como proposta aceitável de reconciliação com Deus. Por isso eu acho que um papa sulamericano não é impossível, é até uma necessidade. Porque também uma forma de pegar carona no destaque que a região vem recebendo lá fora. Daqui pra  frente até Deus está apostando.



 Escrito por Luiz às 20h28 [] [envie esta mensagem]



Esse não sou eu!
(Ou de como fazem sua imagem)

Eu juro que não sou assim, eu juro



Você faz amizade com as pessoas, confia nelas, diz coisas engraçadas e ri dessas coisas com esses amigos. Aí você aprende com o tempo a confiar nessas pessoas. Imagina, com a amizade que estabelece ao longo da vida, que a imagem que seus amigos fazem de você é positiva. Ou pelo menos próxima daquilo que você imagina pra você mesmo.
Aí um dia você está distraído e o ilustrador que tiver mais perto resolve fazer a pidada do dia: e aí pimba. O retrato já está feito e circulando na redação. Valeu Samuca! Hehehehehe.



 Escrito por Luiz às 20h22 [] [envie esta mensagem]



Rápidas
100 años de fuego

"Gracias, los quiero. Quería decir que me siento más que orgulloso de estar acá. También estoy orgulloso porque me eligieron el mejor jugador en la historia del club. Pero acá no hay mejores. Los mejores son los hinchas de Boca. Que le quede claro a todo el mundo, ¿ok? Nosotros sabemos lo que es sentir, lo que es la pasión".

Assim saudou a torcida Diego Armando Maradona, durante a festa dos 100 anos do Boca Juniors, o time mais importante da Argentina no domingo. Maradona é o principal herói do clube, que completou seu centenário com honra. Coisa que não tem sido muito comum aqui na terra brasilis.

Os candidatos latinos a ser papa
Darío Castrillón Hoyos, 74 anos -  Enérgico e poliglota. É um dos responsáveis pelo Conselho Pontifício para o Clero.
Castrillón Hoyos - Considerado como uma personalidade moderada e diplomática.
O Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, 66 anos - arcebispo de Buenos Aires. Tímido, esquivo e de poucas palavras, crítico severo dos modelos econômicos neoliberais, proclamado cardial em 2001.
Claudio Hummes, de 69 anos - arcebispo de São Paulo, franciscano, comprometido nos anos 60 contra a ditadura brasileira.
Cardial ondurenho Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, 61 anos - arcebispo de Tegucigalpa, salesiano, é o típico expoente da nova ierarquia eclesiástica latinoamericana.

Simples, simplório

Ontem eu assisti pela primeira vez ao Manhattan Connection com Diogo Mainardi. É incrível como o polemista informado, viceral e iconoclasta que se amostra na Vesga é na verdade apenas um opinionista (essa palavra eu inventei agora, faz parte do vocabulário do Soy Loco, dá licença). Diante dos outros debatedores, o rapaz só tem opiniões, quase sempre vazias e que não durariam muito a algum questionamento mais sério. Outra impressão que eu tive: os outros debatedores estão num nível tão superior ao dele, que meio que poupam o coitado. Por que é que esse tipo de oporlemista (outa palavra do vocabulário Soy Loco) ganha tanto espaço no Brasil? Putz.



 Escrito por Luiz às 14h44 [] [envie esta mensagem]


01/04/2005


Aviso aos loconautas
Adcionei mais uma categoria de sites aí do lado: cidadania e política. Quem tiver interesse, vale a visita. Também acrescentei dois blogs dos quais gosto muito: O Bebo Sim, que eu já leio, sim, há um tempo mas que eu ainda não havia listado. E também o Arte da Fuga e o coletivo de blogs Insanus. Tuti blog, ma tuti bonna gente.

A quem puder me ajudar: estou à cata de blogs jornalísticos sediados aqui na América Latina. Quem conhecer algum, é favor comentar aí embaixo ou enviar um email para
SoyLocoPorti@gmail.com ou para lcpinto10@hotmail.com.

Gracias

 Escrito por Luiz às 12h45 [] [envie esta mensagem]



Governo americano envia
fragatas à costa sulamericana


O que parecia improvável aconteceu. O Pentágono emitiu um alerta amarelo em relação a atividades políticas na América Latina e despachou duas fragatas de grande alcance para a costa da Colômbia da Venezuela. Uma nota emitida de madrugada pela comando da máquina de guerra americano não teve tempo de chegar às edições dos principais jornais. A notícia também pode ser conferida no Pentagon Channel.

A razão da iniciativa são várias. Entre elas, a chegada do carregamento de armas – cerca de 100 mil rifles de assalto AK-47 - que o governo de Hugo Chávez deve chegar nesses dias e supõe-se que uma das fragatas tenha como missão impedir o desembarque. O governo americano teme que as armas acabem parando nas mãos de criminosos. Por trás desse argumento existe o desconforto americano com as posições políticas do governo de Chávez, abertamente contra a política imperialista norte-americana. Desconforto ainda maior se lembrarmos que a Venezuela é o segundo maior fornecedor de petróleo ao Tio Sam.

A situação deixa o Governo espanhol e toda a União Européia numa saia justa: ontem (31) O governo espanhol anunciou que deseja se converter em um dos principais aliados da Colômbia na luta contra o terrorismo, ao mesmo tempo em que defendeu uma recente venda de aviões e lanchas de patrulha à Venezuela.

A outra fragata foi enviada para a costa da Colômbia, e deve demorar mais para chegar porque terá que atravessar o canal do Panamá. A razão é o recrudescimento dos conflitos envolvendo as Farc, os paramilitares e o Exército de Libertação Nacional. Na verdade, essa estratégia do governo americano já é conhecida. Eles esperam só um pequeno motivo para acionar a máquina de guerra.

Outros motivos menores, mas não menos decisivos fomentaram essa iniciativa norte-americana. Uma delas foi a condenação do governo argentino às posturas do governo venezuelano, a firme política brasileira pela adoção de softwares livres (o que prejudica a indústria desse setor nos Estados Unidos) e a necessidade de controle de um dos maiores mananciais de petróleo do mundo.



Se você chegou até aqui, é porque deve ter percebido que essa notícia acima é falsa. Hoje é o Dia da Mentira. Mas essa mentira acima é factível, ou seja, tem uma relação da possibilidade com o fato. Resumindo: não é improvável que não aconteça. É aquela situação: eles sabem que podem fazer, nós também sabemos. Eles sabem que nós sabemos que eles sabem. O que você faria se asituação fosse vrídica?


 Escrito por Luiz às 12h31 [] [envie esta mensagem]



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