SOY LOCO POR TI
Política, Mídias, Economia, Arte, Futebol e Humor na América Latina

27/04/2005

Sem tempo para blogar
(diga rápido: ampulheta, ampulheta, ampulheta, ampulheta)


Concolleza visita o país, Dirceu vai à Venezuela falar com Chávez, Lula recebe a visita de Naomi, fala bobagem, o Equador prestes a cair em uma guerra civil, Cuba termina as eleições, diminuiu o calor aqui no centro, a Colômbia ainda finalizando a nova legislação que pode colocar os para e as Farc e má situação, Alexandre promove a leitura do Quixote, que eu amo e não consigo reler agora para entrar pro clube de leitura. Diminuiu o calor no centro, a
Bela terminou a dissertação, André faz um comentário que eu não sei se concordo, um monte de gente debatendo sobre Gutiérrez lá na Leila, e mais, e mais e mais e eu aqui, sentado sem tempo para blogar: só para terminar esse trabalho. O máximo que dá pra fazer é adcionar novos blogs aí do lado. Eu apareço em uns dias. Sofia, tome conta do barraco. Cláudio, onde estás que não respondes?

 Escrito por Luiz às 10h11 [] [envie esta mensagem]


26/04/2005

 

COMO SE FAZ UM EUROPEU DESDE CEDO...

 

 

(ainda Emília, a Marquesa de Rabicó, prestes a se tornar Dulcinea de Dom Quijote)

 

 

Já ouvimos muitas histórias sobre o modo de ser do europeu, especialmente o europeu não latino, com todo seu carater sério e contido ao relacionar-se com o próximo. Aliás, nem pense em ficar tão próximo assim, há de se respeitar o que sociologicamente se chama de “espaço individual”, ou seja, esse espaço que num ônibus lotado em pleno horário de pico em qualquer cidade brasileira, seria impossível de respeitar... mesmo a Física não teria outra explicação que não fosse sua linha mística a Metafísica, afinal como explicar que dois corpos ocupem o mesmo espaço ao mesmo tempo?

 

Com o tempo, para alguém que se dispõe a viver e aprender hábitos dos lugares por onde anda, isso se torna quase vital, digo, aprender a respeitar os códigos sociais que diferem dos nossos. Nada de tapinha nas costas, abraços ou beijos com muito entusiasmo, ainda que esse cenário venha mudando um pouco, por conta de tantas culturas que estão se estabelecendo com a chegada de tantos imigrantes na sociedade européia ocidental. Mas ainda há de se observar antes de agir... aliás, sábia atitude em qualquer lugar do planeta!

 

O que não podia imaginar era que isso fosse motivo de preocupações de mães de alunos de 4  e 5 anos. Aliás, nada como se estar num país de primeiro mundo (definição já politicamente incorreta! Hoje se diz: Países do Norte!), para se ter esse tipo de preocupação com um filho na escola!

 

Que fique registrado: ensine seu filho a não perguntar a seu colega de classe o motivo por que faltou na aula do dia anterior, ou que faça qualquer comentário a esse respeito. Isso não é da conta dele e o fato de perguntar, pode causar um constrangimento no interrogado... a ponto de sua mãe ter que interferir e tirar satisfações com a mãe do seu coleguinha curioso...!!

 

Bom, a mãe da coleguinha curiosa sou eu mesma, que tive que dar o ridículo e óbvio argumento que uma criança de 5 anos não sabe provocar constrangimentos de propósito (ao menos minha filha não sabe!) e que muito provavelmente sentiu falta do amiguinho que não estava naquele dia para brincar e estudar com os colegas de classe! Haja paciência!!

 



 Escrito por Sofia Bau às 16h52 [] [envie esta mensagem]


24/04/2005

Rápidas
Ninguém fala dessa gente
Começa a se consolidar uma opinião  segundo a qual, de forma geral, os meios de comunicação equatorianos tiveram boa parcela de responsabilidade na deposição do presidente Lúcio Gutiérrez, na semana passada.

"Creio que os meios de comunicação e os jornalistas fomos o setor mais atacado, perseguido pela administração de Gutiérrez e por vários de seus colaboradores", disse Héctor Espín, presidente da Unión Nacional de Periodistas na entrevista linkada aí em cima. "Que alguns meios de comunicação e alguns jornalistas tomaram partido diretamente con o setor de oposição, definitivamente sim".

O novo (interino?) presidente Alfredo Palacio retirou de seus cargos os integrantes do Comando Conjunto das Forças Armadas. O novo chefe do Comando é o vicealmirante Manuel Zapater Ramos, em substituição a Víctor Hugo Rosero. Via LaPrensa.

E a Venezuela, hein?
A Venezuela e os Estados Unidos mantinham há 35 anos um programa bilateral de intercâmbio militar. O país sulamericano suspendeu esse programa ontem. O programa servia, pelo menos oficialmente, para treinamnto de oficiais no combate ao narcotráfico e treinamento em selva. Isso ainda vai dar o que falar. Condolezza Rice visita o Brasil rapidamente nessa quarta-feira.

Recordar é viver
Essa semana completam 40 anos da última invasão americana à República Dominicana. Última, porque em menos de um século anterior ao 31 de abril de 1965, os EUA já haviam invadido o país outras duas vezes. Invadiram a República Dominicana os Marines e a 82ª Companhia Aerotransportada (hoje em atuação no Iraque). A invasão resultou na condução de Rafael Leónidas Trujillo Molina à presidência. Trujillo passou 31 anos no poder.

Atoleiro
O Brasil vai enviar esta semana nova missão com 1200 militares ao Haiti, onde devem permanecer por pelo menos seis meses. Desse efetivo, 1050 são do Rio de Janeiro, principalmente do 57º Batalhão de Infantaria Motorizado. Os outros são originários do Grupamento de Engenharia de Natal. Na primeira quinzena do mês, o Prêmio Nobel da Paz Adolfo Perez Esquivel, chefiou uma pequena vista de brasileiros, paraguaios, uruguaios, argentinos e chilenos ao país. Impressões da visita, aqui.



 Escrito por Luiz às 19h24 [] [envie esta mensagem]



O santo do Opus Dei
(O texto é longo e meio sectário. Só leia se tiver paciência)

Karol Wojtila exerceu o papado com estupenda coerência reacionária. Para o bem ou para o mal, dependendo do ponto de vista, esteve sempre na contramão das reivindicações libertárias que tanto sensibilizaram o papa João XXIII, cognominado "o papa bom".  O adjetivo, no caso, não apenas qualifica, como também critica o substantivo.

Algumas de suas diretrizes são, por assim dizer, incontestáveis, só dizendo respeito aos fiéis. Religiões não combinam com democracia interna, embora possam conviver com sociedades democráticas, estas necessariamente laicas. Assuntos como casamento de padres, elevação das freiras ao sacerdócio ou santidade do matrimônio não podem ser decididos numa audiência pública. O Espírito Santo prefere ambientes mais fechados, como o conclave dos cardeais. Em compensação, os incomodados podem mudar de religião sem que a polícia lhes saia no encalço. Ou pelo menos tem sido assim desde que Roma ficou sem lenha para incinerar os dissidentes.

Em outros assuntos, porém, Wojtila usou de seu carisma midiático e da enorme influência da Igreja para extrapolar as fronteiras da religião e fazer o mal. Discorde quem achar que o carniceiro Pinochet merecia os elogios e outros mimos que lhe ofertou em visita ao Chile em 1987. E não se contentou com isso. Quando padres humanitários lhe quiseram apresentar na rua uma estudante cujo rosto a polícia deformara a fogo, transformando-a num pequeno monstro, João Paulo II os repeliu com impaciência: "Já sei de tudo, já sei de tudo...".

Diga-se a favor do papa que seu apreço pelo tirano foi sincero, ou pelo menos duradouro. Anos mais tarde, quando Pinochet resmungava em prisão domiciliar num castelo na Inglaterra, o Vaticano interveio oficialmente, solicitando que ele fosse liberado "por razões humanitárias". Jamais lhe ocorrera fazer o mesmo em benefício dos milhares que urravam e morriam nos calabouços da ditadura.

Atribui-se ao papa um grande empenho pela paz.  De fato ele mediou divergências entre as ditaduras de Videla (Argentina) e Pinochet (Chile), contribuindo para esconjurar uma guerra aliás muito improvável.  De fato manifestou-se contra a agressão dos EUA ao Iraque. Mas a primeira iniciativa foi, digamos, uma ação entre amigos, já que ambos os regimes perseguiam esquerdistas e exaltavam os valores tradicionais do catolicismo (menos a compaixão e a caridade, naturalmente). E a segunda limitou-se a umas poucas referências críticas, o bastante para evitar a difamação do cristianismo no Oriente Médio, sem criar nenhum embaraço ao imperialismo ianque. É pouco. Soa mais alto o seu silêncio quando a Otan arrasava Belgrado e outras cidades da Sérvia (onde predomina o catolicismo ortodoxo, rival de Roma) ou sua recusa em denunciar os campos de concentração e tortura instalados pelos EUA em  Guantánamo, no Iraque e do Afeganistão.

A moralidade ultraconservadora de Wojtila combina ignorância e crueldade com incoerência e hipocrisia. Os fiéis foram insistentemente advertidos de que usar camisinha é "pecado", com conseqüências desastrosas especialmente na África, onde a Aids prolifera ainda com mais velocidade que o cristianismo.  Nenhenhém à parte, a Santa Sé continua achando que a prática sexual é essencialmente má, sendo o desejo de procriar a única "desculpa" capaz de justificá-la.

Professando um moralismo tão retrógrado e tão supostamente intransigente, era de se esperar que o papa fulminasse com a ira divina os padres envolvidos em pedofilia nos EUA. Qual nada.  Enquanto pôde, encobriu o escândalo e passou a mão na cabeça dos infratores.  O Ianquistão abriga a comunidade católica mais rica do planeta. Voilá.

Há também uma coincidência pecuniária na atual glorificação do Opus Dei, uma espécie de maçonaria católica fundada pelo espanhol José María Escrivá, figura proeminente na ditadura do generalíssimo Franco. (*) Consta que o Opus Dei doou US$ 1 bilhão para cobrir as trambicagens do Banco Ambrosiano, subsidário do Instituto de Obras Religiosas, o chamado "banco do Vaticano".  João Paulo II não apenas canonizou Escrivá como se cercou de assessores filiados ao Opus Dei. Com semelhantes conselheiros, não é de estranhar que pouco se fale do magnífico São Francisco e muito da aparição de Nossa Senhora em Fátima. (Um dos episódios mais esquisitos, e, por exceção, antimidáticos do reinado de Wojtila verificou-se quando o Vaticano declarou que o terceiro segredo de Fátima era simplesmente que um turco maluco haveria de balear o papa numa praça romana).

Os poloneses são gratos ao papa por ter contribuído para livrá-los da ditadura e da ocupação estrangeira.  Mas seu propalado empenho em defesa "da liberdade" termina no combate ao autoritarismo comunista.  Wojtila tentou fazer com que o cristianismo fosse declarado "religião oficial" da comunidade européia, o equivalente a transformar em párias os céticos e os adeptos de outras religiões, especialmente os numerosos islamitas europeus.  Em Cuba, num gesto de aparente moderação, disse que devemos repudiar tanto o fanatismo quanto o secularismo. Nada disso. O contrário do fanatismo é o anticlericalismo ou o ateísmo obrigatório.  A doutrina de que o Estado deve ser laico, secular, sem religião (exatamente para proteger imparcialmente o direito de cada qual professar a religião ou não religião que lhe aprouver) constitui-se em termo essencial da oração republicana.  Wojtila nunca rezou nessa cartilha.

Milhões choram o desaparecimento de João Paulo II, um homem de energia admirável que nasceu, amou, sofreu e morreu como sucede ou sucederá a todos nós.  Se a Opus Dei fizer o próximo papa, é bem provável que vire santo.
Texto de Walter Rodrigues.

(*) São do Opus Dei, entre outros, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o empresário Pedro Carmona, chefe da efêmera ditadura instalada na Venezuela após a derrubada de Hugo Chávez em 2002.  É possível que Pinochet seja membro também.

Texto enviado por Guida Corrêa.



 Escrito por Luiz às 16h01 [] [envie esta mensagem]


22/04/2005

Software livre no Recife
Foi confirmado que o encontro mais importante sobre o uso do software livre da América Latina e Caribe acontecerá em Recife. A 2ª Conferência Latinoamericana e do Caribe sobre Desenvolvimento e Uso do Software Livre acontecerá em setembro. A Softex é a instituição que vai organizar o evento - administrando recursos repassados pela Unesco e outros obtidos através de patrocínios. O ITI, Anatel e Serpo também apoiarão o encontro. Além da Prefeitura do Recife. Nos encontramos lá.

Mais informações aqui, ou no Soy Loco, a qualquer momento.



 Escrito por Luiz às 15h49 [] [envie esta mensagem]



Feliz aniversário, neste 23


Fala Baixinho

Fala baixinho só pra eu ouvir
Porque ninguém vai mesmo compreender
Que o nosso amor é bem maior
Que tudo aquilo que eles sentem
Eu acho até que eles nem sentem, não
Espalham coisas só pra disfarçar
Daí então porque se dar
Ouvidos a quem nem sabe gostar

Olha só, meu bem, quando estamos sós
O mundo até parece que foi feito pra nós dois
Tanto amor assim que é melhor guardar
Pois que os invejosos vão querer roubar
A sinceridade é que vale mais
Pode a humanidade se roer de desamor
Vamos só nós dois
Sem olhar pra trás
Sem termos que ligar pra mais ninguém
(Pixinguinha e Hermínio Bello de Carvalho)


Nesse sábado, 23, Alfredo da Rocha Vianna Filho faria aniversário. Flautista, arranjador, compositor, tomador de cachaça e homem bom, Pixinguinha nasceu em 1897. Compôs coisas lindas, teve músicas roubadas e não foi reconhecido como o gênio que era quando ainda estava vivo. Morreu em 1973, eu tinha um ano, e hoje a gente lembra dele.



 Escrito por Luiz às 13h20 [] [envie esta mensagem]


21/04/2005

Eleições em Cuba

Cerca de 96,66% dos cidadãos com mais de 16 anos elegeram os delegados municipais do Poder Popular em Cuba. A eleição acontece a cada dois anos. O Granma, órgão oficial da imprensa Cubana, afirma que nos 37.280 colégios eleitorais, um total de 8.178.708 pessoas votaram. O número representa um aumento de 180.647 pessoas em idade de voto em relação à eleição passada. 

F
oram eleitos 13.949 delegados – 26% dos quais são mulheres. Houve empate (?) em 7,7% circunscrições elitorais e por causa disso, no próximo domingo acontece novo pleito nesses locais. Os eleitores que votaram em branco foram 2,64%, segundo o jornal do regime castrista. Os votos nulos pr erro representaram 2,46% do total.

A eleição dos delegados está prevista na lei eleitora cubana. Serão eles os responsáveis pela eleição dos presidentes e vice-presidentes do Conselho de Estado. Os candidatos fazem suas propostas a esses delegados, e não diretamente ao povo cubano.  



 Escrito por Luiz às 12h11 [] [envie esta mensagem]


20/04/2005

Mais do mesmo
(da série ridículos tiranos)

Com a destituição do presidente Lúcio Gutiérrez (Equador) nessa tarde, fica confirmado mais do mesmo: a fragilidade das instituições demcráticas na América Latina. E mais: o impeachment inconstitucional de hoje é aquela crônica de uma destituição anunciada. A semente plantada aconteceu em dezembro, quando o presidente destituiu 27 dos 31 magistrados da Suprema Corte. O Judiciário assumiu um perfil político e adeus à separação dos três poderes.

O pouco apoio do presidente na câmara, em que 100 deputados se dividem  em 19 partidos políticos que não merecem muito esse nome, foi minado. Esse mesmo Judiciário autorizou a volta do ex-presidente Abdalá Bucaram ao país. E aí foi minado também o tênue apoio popular. Era a gota que faltava. O Congresso destituiu o presidente por abandono do cargo, em pleno expediente real, enquanto Gutiérrez despachava no Palácio Carondelet.

O pior é que a crise é velha e não vai acabar: segue o mesmo modelo vivido na Argentina, Bolívia e Peru. Nesse modelo, a crise acaba em sucessão transitória (prevista, aliás, nas constituições desses países). Em todos esses casos recentes, o sucessor sempre foi o vice ou no máximo o presidente do Parlamento. É por isso que esses casos confirmam a fragilidade institucional da democracia na América Latina.

Os deputados usaram um falácia jurídica: eles consideraram que o abandono de cargo aconteceu no momento em que o presidente contraiou a constituição do país ao destituir os magistrados. É difícil terminar mandatos por aqui. O caso do Equador é emblemático.

Nenhum dos últimos quatro presidentes equatorianos conseguiu terminar o mandato. O pior exemplo é o de Velazco Ibarra. Entre 1930 e 1970 esse civil foi presidente 5 vezes (isso mesmo). Não terminou nenhum dos mandatos. Provavelmente, o maior risco será o de se instalar a anarquia e o caos urbano. As maiores instabilidades desse tipo foram vividas quase sempre pela Bolívia, Argentina e Haiti. Mas o Equador não fica muito atrás.



 Escrito por Luiz às 20h42 [] [envie esta mensagem]



Relato de Viagem

Caros companheiros,
Hoje chegamos ao ponto mais turistico de Cuba - a cidade de Varadero. Infelizmente, pois gostariamos de estar em uma cidade menor, jah que ocorrem hoje as eleicoes para os delegados municipais na Ilha. Eh evidente que nao conseguimos registrar o acontecimento, pois politica aqui eh um tabu. Nao mandamos noticias antes porque para usar a internet precisamos pagar 10 pesos convertibles, o que representa algo em torno de R$ 35,00 por hora.

Porem, vimos coisas maravilhosas nas cidades de Santiago de Cuba, Bayamo, Camaguey, Trinidad e Cienfuegos, ou seja, fomos ao extremo Leste da Ilha, passamos pela Cuba Central e agora nos encaminhamos para La Habana.

Como nao podia deixar de ser, ja compramos uma boina do comandante Che e um bone do comandante-chefe Fidel Castro, tomamos muito ron e fumamos alguns habanos (charutos), quase morremos... E, apesar da dura realidade percebida, nao mudamos em nada nossas conviccoes. Estamos conscientes de que uma das principais causas da pobreza na Ilha deve-se puramente ao embargo economico. Em todo caso, existem duas Cubas - a dos turistas e a dos cubanos.
Viva la revolucion!
Patria o muerte, manos.
Hasta la vista, baby!

Besos,
Vilma e Micheline  
PS - Esquecemos de dizer: ja dancamos muita salsa...


Vilma e Micheline, deu pra perceber, fazem um giro por Cuba e mandam notícias. Espero recuerdos.

 Escrito por Luiz às 13h14 [] [envie esta mensagem]



Camargo Corrêa compra Negra na Argentina
(de como as coisas mudam)

O jornal Página 12, argentino, relata hoje que a Camargo Corrêa chegou a um acordo para a compra da holding Loma Negra. Essa é, segundo o jornal, a principal empresa de construção do país. O negócio: 1,025 bilhões de dólares. O valor inclui as dívidas da empresa e de suas subsidiárias - Compañía de Servicios a la Construcción, Ferrosur, Recycomb y Cementos del Plata. Segundo o Página 12, é a maior compra feita pela Camargo Corrêa em 65 anos. A conclusão da compra deverá acontecer em maio.

Fico aqui pensando que a presença da Camargo Corrêa, dessa forma, na Argentina, deve ser tomado como o indício de uma recuperação consistente da economia daquele país. Mais: é uma aposta de que as últimas ameaças às democracias nos países vizinhos são passageiras. Ou tão constantes que não chegam a ameaçar. Será?



 Escrito por Luiz às 13h05 [] [envie esta mensagem]



Já temos papa
(de aveia ou cremogema?)


Falta de tempo, cansaço e ausência de fé criam uns posts muito merdas, né não?

 Escrito por Luiz às 01h37 [] [envie esta mensagem]


19/04/2005

Intelligentsia is back!
Veja mais aqui: Intelligentsia.

 Escrito por Luiz às 01h44 [] [envie esta mensagem]



Pílula diária de humor

Ainda não conhece os Malvados? Leia.



 Escrito por Luiz às 00h56 [] [envie esta mensagem]



Meia palavra basta
(post de quem está sem tempo para blogar)
Uma Palavra
Palavra prima
Uma palavra só, a crua palavra
Que quer dizer
Tudo
Anterior ao entendimento, palavra

Palavra viva
Palavra com temperatura, palavra
Que se produz
Muda
Feita de lua mais que de vento, palavra

Palavra dócil
Palavra d'agua pra qualquer moldura
Que se acomoda em baldo, em verso, em mágoa
Qualquer feição de se manter palavra

Palavra minha
Matéria, minha criatura, palavra
Que me conduz
Mudo
E que me escreve desatento, palavra

Talvez à noite
Quase-palavra que um de nós murmura
Que ela mistura as letras que eu invento
Outras pronúncias do prazer, palavra

Palavra boa
Não de fazer literatura, palavra
Mas de habitar
Fundo
O coração do pensamento, palavra
(Chico Buarque)

Poética
Uma palavra há de ser poética
desde que você a coloque em lugar
imprevisto, desde que ela dê alarme,
desde que ela quebre o muro da
velha ordem. É rpeciso sempre
escrever a primeira vez de uma
frase. Se possível botar roupa
rasgada nas idéias. Toda frase
que se faz é preciso gozar nela.
E é preciso fazer o serviço com
paciência para que o gozo dê
frutos
(Manoel de Barros)

Queria a palavra sem alarmes, sem
chantilenas, sem suspensórios, sem
talabartes, sem paramentos, sem diademas,
sem ademanes, sem colarinho.
Eu queria a palavra limpa de solene.
Limpa e soberba, limpa de melenas.
Eu queria ficar mais porcaria nas palavras.
Eu não queria colher nenhum pendão com elas
Queria ser apenas relativo das águas.
Queria ser apenas admirado pelos pássaros.
Eu queria sempre a palavra no áspero dela.
(Manoel de Barros)

Despe-te das palavras e te aquece.
Toma ans mãos esses odres de terra
E como quem passeia, leva-os ao mar.
Se tudo te foi dado em abundância
O sal e a água de uma maré cheia
Eu te darei também a temperança.

Deita-te depois e vibra tua garganta
Comos e fosse o início de um cantar.
Não cantes todavia.
Aqui, zona de tato e calor, margem do se
Larga periferia, olha teu corpo de carne
tua medida de amor, o que amste em verdade.
O que foi síncope.
Todavia não cantes na perpelxidade.
(Hilda Hilst)



 Escrito por Luiz às 00h26 [] [envie esta mensagem]


18/04/2005

Carta do Piauí-carta da terra
Teresina/PI, 19 de novembro de 2004
A reforma Agrária democrática e sustentável deve se fundamental na desapropriação do latifúndio;
A reforma Agrária democrática e sustentável é uma condição insubstituível para democratização do acesso à água no Semi-árido;
A Reforma Agrária democrática e sustentável é condição essencial para a garantia de segurança alimentar e nutricional no Semi-árido;
A Reforma Agrária democrática e sustentável na região semi-árida deve ser pautar por um modelo de desenvolvimento que tenha como princípio básico a convivência com o Semi-árido.






Os pressupostos acima foram revalidados durante o último Encontro Nacional da Articulação no Semi-Árido Brasileiro, um movimento que congrega entidades e trabalhadores que vivem - ou tentam sobreviver - nas regiões do semi-árido brasileiro. A Carta do Piauí, escrita nesse último encontro (novembro de 2004) ressalta as inúmeras oportunidades perdidas de acontecer uma reforma agrária no país. E também a necessidade de democratização não só da terra, como também da água.

O debate é mais do que necessário e atual. E eu andei pensando nisso nos últimos dias por causa do projeto de transposição do São Francisco, que em última análise reforça o latifúndio monocultor - quem conhecer o projeto de fato ou tiver lido as reportagens do DIARIO vai perceber isso. É um debate que deveria estar na pauta de forma mais intensa, mas fazer o que? Nossa classe média nem nossas classes dirigentes conseguem ver a falta d´água além do quarteirão  - ou das próprias torneiras...

A Carta do Piaui e direcionada a Lula, politicos e empresarios e tambem a populaçao. Foi elaborada pela Articulaçao no Semi-arido Brasileiro. Pode ser lida na integra aqui. Tem uns pontos sectarios, e verdade, mas a leitura e interessante.  PS.: Esse teclado esta desconfigurado. ;)



 Escrito por Luiz às 11h59 [] [envie esta mensagem]



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