SOY LOCO POR TI
Política, Mídias, Economia, Arte, Futebol e Humor na América Latina

12/08/2005

Thanks, God. It´s Friday
(Estranhos dias esses, em que a ressaca começa antes do fim de semana)

Outras telas de Daniel Ribeiro aqui.


 Escrito por Luiz às 13h17 [] [envie esta mensagem]


11/08/2005

Champanhe em Copacabana
Uma coisa não me sai da cabeça nas últimas semanas, mas só agora ficou mais claro. Como foi possível que tantas evidências causadoras da crise pela qual passa o PT, o Governo e as esquerdas não fossem percebidas antes? O afastamento da linha propositiva do PT, maior representante das esquerdas no Brasil, o enfraquecimento dos movimentos sociais que lhe deram estofo e motivação há cerca de 20 anos, o esvaziamento da proposta socialista - na verdade, uma falta de definição da linha, que nunca se firmou direito entre a social democracia a orientação leninista, nem negou nenhuma delas.

A subsitituição da orientação programática pela facilidade pragmática, a decadência dos quadros petistas... E o reflexo disso sobre os movimentos sociais, novos e velhos líderes, organizações não-governamentais. E mais: a pulverização da esquerda em um monte de legendas formadas às pressas sem representatividade social, que adotaram a radicalidade raivosa em detrimento da fundamentação teórica.

Como foi possível o afastamento do estudo, da análise histórica dos fatos, da herança marxista? Ninguém sai impune a isso. Muito menos um partido.

Como escrevi aqui dia desses, ficou mais fácil e sedutor se tornar um cínico. E aí, meu susto é subsitituído pelo nojo: dos delinqüentes que acusam a obviedade dessespontos citados aí em cima. Tanta gente agora escreve dizendo: eu já sabia. Tanta falta de honestidade intelectual ao tentar provar uma consciência histórica em perspectiva que nunca teve.

Parece ser impossível pensar em longo prazo agora. Mas com certeza o carnaval já chegou para a o bloco do "quanto pior melhor". Há os arlequins que trombeteam "o fim oficial do governo Lula" e acoam o refrão: eu já sabia. Há os mandarins fantasiados, os anões vestidos de barão e os palhaços de sempre declarando o óbvio. Como se esse fosse o governo de Lula e não de todos os brasileiros. Diogo Mainardi deve estar bebendo champanhe como se fosse água, diante do horizonte de Copacabana.



 Escrito por Luiz às 19h27 [] [envie esta mensagem]


10/08/2005

“No cerne de toda essa crise
está uma luta pelo poder”

A professora Eliane Veras, do departamento de Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco vê na crise política atual a oportunidade para a radicalização de um processo de democratização da sociedade brasileira que vem ocorrendo nos últimos 20 anos. Para a especialista em pensamento social brasileiro, um cerne da crise é uma disputa política e a esperança de mudança das regras do jogo está no estabelecimento de uma democracia participativa. “Esse aprendizado acontece, normalmente, de forma traumática”. Autora do livro Florestan Fernandes: o militante solitário, sobre o importante teórico brasileiro, Eliane termina a entrevista risonhamente, respondendo a uma pergunta que parecia difícil, mas que se revelou fácil. Antes disso, tratou de comentar também a proposta de reforma política, o destino das esquerdas, participação popular e educação política. Sugestões: locoporti@gmail.com - não paga nada fazer comentários também. Gracias


Eliane se pergunta: cadê o povo na rua?Soy Loco por Ti – Na sua opinião essa crise política vivida no Brasil, agora, tem parentesco com outras situações vividas por outros países da América Latina? Existe um padrão de crise política, fraqueza institucional, corrupção?
Eliane Veras – Independente de a gente pensar em termos de América Latina, nós devemos pensar primeiro de que maneira se consolidam instituições democráticas no processo político. Acho que essa é a principal questão. Eu não me aventuraria a falar em um padrão, porque não tenho conhecimento suficiente da realidade dos países latino-americanos para poder falar com segurança sobre isso. Mas, do ponto de vista da realidade brasileira, nós estamos vivenciando nas últimas duas décadas esse período de afirmação das instituições democráticas. E nesse processo o que chama a atenção é que, embora nós tenhamos uma constituição, tenhamos passado pelo impeachment do Collor - e as instituições se fortaleceram também naquele processo –, não houve ameaças de retrocesso, houve uma forte mobilização popular pela garantia dos processos legais. Hoje, o que nós estamos vendo é um aprofundamento desse processo.

Soy Loco por Ti - O que mudou no cenário político nacional nesse período?
EV - Uma série de questões ficaram em aberto, desde a Constituição de 1988, e entre elas está a reforma política. Uma dos principais pontos da crise (atual), de um lado é a corrupção. E do outro lado e a ‘corrupção para quê’. Há uma hipótese de que parte dessa corrupção seria para garantir a aprovação de projetos governamentais, dentro do Congresso nacional. Então nesse sentido o “fazer a política” estaria submetido a uma compra de posições ... E de um outro lado estaria a corrupção para se fazer um caixa para se fazer campanha eleitoral. Ainda não podemos falar em termos concretos, mas os dois aspectos são importantes. Porque, se os partidos que estão no poder agem, são coniventes ou são promotores da corrupção nesses dois sentidos, então é porque as instituições democráticas não estão funcionando como elas deveriam funcionar.

Soy Loco por Ti - Quais seriam as alternativas políticas para se contornar, ou se superar ou se libertar desse sistema corruptivo?
EV - De um lado existem as propostas dentro de uma reforma política e de outro lado, penso eu, tem que haver um processo de amadurecimento dentro da sociedade. Porque o que preocupa basicamente nessa crise é o fato de que as pessoas não verem o - coloque aspas aí - “aspecto positivo” que está nele embutido. Seria a radicalização desse processo democrático que começou há alguns anos, passou por algumas provas, mas os fatos recentes, ou pelo menos as denúncias mais recentes, estão nos levando a uma reflexão sobre a necessidade e se aprofundar, de se radicalizar esse processo de democratização.

Soy Loco por Ti - Essa radicalização é positiva, mas a série de denúncias também pode levar ao descrédito na vida política...
EV - Eu vejo a crise também como um momento positivo em que nós não temos de ter descrédito absoluto na política em princípio. Mas ao contrário, um momento de fazer a correção tanto nos mecanismos institucionais, quanto em termos do comportamento ético, que foi o grande mobilizador nos anos 90 da sociedade civil – a campanha em defesa da ética na política. Eu acho que essa campanha deve continuar e deve permanecer. O que me preocupa no atual momento é que eu não estou vendo uma mobilização da sociedade nessa direção. Eu vejo muito mais um descrédito, e o descrédito leva ao imobilismo, e o imobilismo, como desinteresse pela política, por sua vez, leva a que esses mecanismos que propiciam a eficiência da corrupção, se mantenham.

Soy Loco por Ti - A radicalização democrática a qual você se refere então depende, em grande medida, dessa mobilização popular...
EV - Exatamente, porque o congresso nacional não vai aprovar a reforma política, no sentido positivo, de garantia de uma série de coisas, como por exemplo, financiamento público para campanhas eleitorais e sua regulamentação... O que está acontecendo hoje? As pessoas estão, teoricamente, extraviando dinheiro público para garantir as campanhas eleitorais. Então, porque não ter transparência no processo de financiamento das campanhas públicas eleitorais? A existência de partidos, a existência desse processo de escolha é um dos elementos centrais da democracia.

Soy Loco por Ti - Qual sua avaliação do mecanismo de financiamento público previsto na proposta de reforma política que tramita no congresso?
EV - Esse mecanismo, por si só, não vai alterar o quadro das coisas. Mesmo havendo um sistema transparente de financiamento público das campanhas, não impede mecanismos ilegais, etc. É por isso que existe a necessidade dessa mobilização da sociedade. Enquanto não tivermos educação política da população, isso fica cada vez mais difícil. Porque muitas pessoas, muitos interesses, eu diria, envolvidos nessa crise não são interesses voltados para o esclarecimento, mas ao contrário. São interesses voltado para deixar a coisa ainda mais nebulosa.



 Escrito por Luiz às 11h26 [] [envie esta mensagem]



Continuação da entrevista com Eliane Veras

Soy Loco por Ti - O esclarecimento então faz parte desse processo de amadurecimento político, que você falou no início...
EV - Exatamente.

Soy Loco por Ti - E como isso pode acontecer?
EV - Nós temos que discutir essas questões com mais profundidade em todos os canais que nós temos: nos meios de comunicação, na TV, nas universidades, nas escolas. Acho que se nós fizermos isso, nós podemos avançar. Mas se nós cairmos numa crise de pessimismo, a nossa tendência então vai ser entregar o poder, porque nós não podemos esquecer que, também, no cerne de toda essa crise está uma luta pelo poder cristalizada na idéia de que nós vamos ter eleições no próximo ano. Se nós simplesmente concebermos a democracia simplesmente como o espaço em que eu voto a cada quatro anos, nós estaremos fadados a substituir um grupo potencialmente corrupto por outro potencialmente corrupto. Uma alternação de grupos corrompíveis. E, na verdade, a questão é mudar isso qualitativamente para uma democracia mais participativa, que não seja limitada apenas ao voto, mas que reflita na exigência pública do cidadão e eleitor por mais moralidade e transparência.

Soy Loco por Ti – O que requer a democracia participativa?
EV – Requer uma revolução nos costumes em todos os níveis, o que os pensadores políticos chamam de cultura política.

Soy Loco por Ti – Isso implicaria no exercício cotidiano da política...
EV – E não só no exercício da macro-política, a realizada pelos políticos (profissionais), mas também aquela que se realiza em cada ação do cidadão como cidadão, porque todas as nossas ações públicas e até privadas são reguladas pelo Estado.

Soy Loco por Ti - Esta seria mesmo uma tendência necessária para a política que se faz no Brasil?
EV – Eu vejo isso como uma prova de fogo para a democracia no mundo. Porque existem democracias estabelecidas na Europa, na Suíça por exemplo, Há uma democracia em que o cidadão vota a respeito de tudo, inclusive o horário de colocar a lata do lixo. Mas isso não significa necessariamente que o cidadão seja politicamente educado, no sentido de participar realmente de questões que mobilizam os rumo que a sociedade vai tomar, os destinos da vida social. Então a gente não pode simplesmente pensar na democracia em quantas vezes a gente vai às urnas.

Soy Loco por Ti - Que questões a idéia de uma democracia participativa deve enfrentar?
EV - Qual a relação efetiva entre os princípios constitucionais que fazem parte da nossa constituição e da nossa vida cotidiana? Efetivamente, esses princípios são observados e respeitados? Qual a realização de nosso papel na realização desses princípios?  Levantar essas questões significa não ter um discurso só irônico em relação à corrupção do tipo ‘ah, eles todos são ladrões, só querem roubar’. Ao contrário, a idéia de uma democracia participativa é aponta para a necessidade de que nossas ações não ocorram também como reprodução, numa escala micro, de corrupções, como por exemplo subornar um guarda de trânsito.

Soy Loco por Ti – A vivência da democracia participativa implica num aprendizado de longo tempo. Que atores sociais são fundamentais, atualmente, para que essa condição seja conquistada?
EV – Esses aprendizados acontecem, normalmente, de forma traumática. Estamos, nesse momento, vivendo um trauma. Os atores, necessariamente, são as pessoas que estão refletindo sobre isso, que estão preocupadas com o destino da nação. E aí você pode incluir setores da classe política, da classe dirigente, as lideranças das organizações não-governamentais, sindicatos... Todos nós, que temos algum tipo de preocupação, somos agentes. Só que nós não sabemos muito bem como fazer. Não existe uma receita.

Soy Loco pr Ti - Há uma crise de lideranças na política brasileira? O que isso resulta?
EV - Estamos vivendo uma certa crise de liderança, porque as lideranças que nós tínhamos, estão se revelando insatisfatórias do ponto de vista do quão esse processo de democratização é complexo e difícil; e do quão realmente exigente ele é. E esse é um grande dilema entre as funções de um partido e a idéia básica de que o partido existe, e como tal, sua existência se devota à conquista do poder. Como se equilibra esse papel político transformador do partido, com o papel político conservador, de interesse por conquistar e se manter no poder? É um dilema histórico que é enfrentado por vários partidos de esquerda no mundo.

Soy Loco por Ti – Uma das propostas do projeto de lei de reformulação política é a lista partidária. O que você acha dessa proposta?
EV – Ela tem como princípio a idéia de que nós precisamos fortalecer os partidos políticos, em detrimento do personalismo. Mas toda a questão que estamos vivendo hoje é que os próprios partidos estão extremamente esvaziados. Ou a forma de se fazer política por meios dos partidos está extremamente esvaziada. Então, da mesma forma com que o financiamento público das campanhas não seria a solução única e definitiva para o problema, essa proposta, com a qual eu também simpatizo, também não resolveria.

Soy Loco por Ti - Por que?
EV – Porque da mesma forma com que hoje se instrumentaliza pessoas, também se instrumentaliza partidos. E é isso o que estamos vendo nesse momento. Atualmente vemos partidos inteiros envolvidos nas denúncias. Não só pontualmente, deputados x, y, z. Mas deputados do partido X, deputados do partido Y, deputados do partido Z.
Do ponto de vista da organização da sociedade, só a educação política e um alto grau de exigência do eleitorado pró-ativo, nas ruas, poderia levar a algum processo mais eficiente de controle da ação do Estado em relação à sociedade.

Soy Loco por Ti – Talvez você ache a última pergunta meio chata de responder. Você votou em Lula?
EV – Ah, essa é fácil de responder (risos). Eu não votei nas eleições de 2002. Mas eu teria votado. Mesmo sem entusiamo. Eu votei em Lula desde 1999.

Soy Loco por Ti – E votaria novamente?
EV – Novamente, não. Poderia até votar em um candidato do PT, mas não em Lula.



 Escrito por Luiz às 11h22 [] [envie esta mensagem]


09/08/2005

Rayuela
Sabe aquele livro que sempre deu vontade de ler, mas nunca sobrou tempo e/ou ele estava disponível naquela época? Pois é, um dos livros que sempre quis ler foi "O Jogo da Amarelinha", de Julio Cortázar. Um livro quase-mito para mim. um autor vanguardista argentino, um livro com formato inovador e considerado um dos precursores do hipertexto. Mistura explosiva para a curiosidade!

Dia desses fomos num bar aqui em Brasília, o Rayuela. Cheguei lá e achei o ambiente bacaninha e tal. Meio café, meio sebo, meio bar... coisa bacana. Parece que saída da Galeria Joana D'Arc do Pina direto para o Plano Piloto de Brasília. Quando descobrir que o nome dele era uma homenagem ao tal livro-mito, gostei mais ainda. Tem uns dois meses que fico procurando o livro nas livrarias, na verdade já encontrei, mas vou deixar o salário sobrar de um mês para o outro para poder comprá-lo.

Quem ficar curioso, e espero que TODOS fiquem, basta visitar o link abaixo que encontrará todo o livro disponível.



 Escrito por Cláudio Machado às 14h03 [] [envie esta mensagem]



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