SOY LOCO POR TI
Política, Mídias, Economia, Arte, Futebol e Humor na América Latina

29/11/2005

Tem dias que a gente se sente
como quem partiu ou morreu


 Escrito por Luiz às 23h47 [] [envie esta mensagem]


25/11/2005

A demagogia eleitoreira de FHC
Altamiro Borges


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é realmente um cínico – além de vaidoso e pretensioso. Na longa entrevista que concedeu à nova revista do PSDB, Agenda 45, lançada no convescote tucano deste final de semana, ele tenta vender a imagem de que é um santo e culpa o governo Lula por todos os males que afligem o país. Após ser escorraçado nas urnas em 2002, numa eleição em que os cinco candidatos da oposição somaram mais de 77% dos votos no primeiro turno, em que até o candidato governista tentou se travestir de diferente e em que Lula foi eleito com quase 53 milhões de sufrágios, FHC aposta na ausência de memória para alavancar a revanche do bloco liberal-conservador em 2006. É muita desfaçatez!

Nesta peça propagandística, feita sob encomenda por um jornalista de aluguel, o ex-presidente fala várias vezes em desenvolvimento, democracia e justiça. Até parece que seus oito anos de reinado transformaram o Brasil num paraíso. Seria cômico se não fosse trágico. Vale a pena, então, refrescar a nossa memória:

No terreno econômico, os dois mandatos de FHC foram um desastre. Apesar dele ficar irritadinho na tal entrevista, “que herança maldita, que nada”, ela foi, de fato, maldita. Seu governo deixou o país quebrado, totalmente pendurado na brocha. A média de crescimento foi de menos de 2% - em três anos (1998, 1999 e 2002), beirou apenas 1%. As taxas de crescimento foram as menores do século passado e a economia nacional retrocedeu de nona para décima primeira posição entre as maiores do mundo. Além de estagnar a economia, o governo sucateou boa parte da infra-estrutura – estradas, energia elétrica, saneamento, etc. – cortou drasticamente os investimentos públicos e desorganizou a produção nacional.

No triste reinado de FHC, o Brasil ficou ainda mais vulnerável. O Estado foi privatizado: 134 empresas estatais, a maioria em setores estratégicos da economia, foram “vendidas” à iniciativa privada. Junto com a criminosa desestatização, veio o brutal processo de desnacionalização. Já em agosto de 1995, a Emenda Constitucional no 6 eliminou a distinção entre empresa nacional e estrangeira. Pior ainda ocorreu com a legislação sobre o capital financeiro, que foi desmontada, o que fez com que o país virasse um paraíso da especulação. A presença do Brasil no comércio mundial também despencou. O superávit comercial, que girava em torno de US$ 10 bilhões anuais desde de 1984, desapareceu no ralo da libertinagem neoliberal.

Do ponto de vista fiscal, o governo FHC foi o mais irresponsável de toda história republicana. Recebeu da gestão anterior uma dívida liquida federal de R$ 65,8 bilhões e deixou para seu sucessor um rombo de R$ 560,8 bilhões. Ao mesmo tempo, a sua gestão extorquiu a sociedade. Em 1994, os brasileiros pagavam R$ 378 per capita em tributos federais; em 2001, pagavam R$ 1.168,00. Em síntese, para não cansar com os dados econômicos, ele não tem moral para dar lições sobre desenvolvimento. Suas palavras na entrevista – “vamos apresentar uma agenda clara, que aponte um caminho seguro e ambicioso de desenvolvimento para o país” – soam falsas e demagógicas. Servem apenas para demonstrar todo o seu oportunismo.

Falso democrata

Já no terreno político, FHC tenta posar de democrata convicto e fustiga: “Lula sempre manifestou solene desprezo pelo Congresso”; tem “uma concepção autoritária da política”. Rarará! Quem é ele para falar em democracia? Afinal, governou por meio de Medidas Provisórias, similares aos decretos-leis dos militares. Ao todo, assinou 5.300 MPs, numa média de 38,74 por mês no primeiro mandato e de 81,51 no segundo – Sarney editou 6,1 por mês, Collor, 5,2 e Itamar, 18,8. Além disso, seu governo mutilou a Constituição de 1988, baixando 34 emendas que alteraram 77 artigos, introduziram 16 novos e revogaram outros dois. Com isso, FHC tentou criar uma “blindagem institucional” para inviabilizar futuras mudanças no país.

No panfleto tucano, FHC chega ao desplante de afirmar que “é preciso criar instituições que ampliem as oportunidades de participação da sociedade nas decisões”. Deve estar se referindo à ocupação do Exército nas refinarias durante a greve dos petroleiros, em maio do 1995; ou às medidas tomadas para criminalizar o MST e para castrar o sindicalismo; ou à total omissão diante dos crimes do latifúndio, como na chacina de Eldorado do Carajás; ou à ausência de canais de diálogo com os servidores públicos, que ficaram oito anos sem reajuste salarial e sem qualquer oportunidade de negociação com o governo. O autoritário FHC, sempre elogiado pela mídia venal e conservadora, não tem moral para falar em democracia!



 Escrito por Luiz às 00h24 [] [envie esta mensagem]



Continuação

Na questão social, o cínico entrevistado fala em “extirpar os bolsões de miséria” e afirma que o PSDB tem “boas credenciais e autoridade para liderar a luta contra a violência”. Rarará! No seu governo, o país se tornou o terceiro pior do mundo em mortes violentas de jovens. A mortalidade anual saltou de 35 mil para 52 mil entre 1990-2000, um aumento de quase 50%. Já o desemprego, maior culpado pela miséria, pulou de 4 para 11,4 milhões nos seus oitos de mandato – um milhão de desempregados a mais a cada ano de gestão. A informalidade e a precarização atingiram dimensões trágicas. Se antes, de cada 10 pessoas que ingressavam no trabalho oito tinham carteira assinada, no seu reinado apenas uma possuía registro.

Diante do vertiginoso aumento da miséria, o governo FHC não adotou nenhuma ação consistente para combate-la. Seus 11 programas sociais não tinham qualquer sinergia e eram meramente assistencialistas. O Bolsa Escola, por exemplo, doava apenas R$ 15 mensais. FHC fez muita propaganda destes programas, mas vale lembrar que 90,3% dos recursos destinados à ação social já estavam assegurados na Constituição de 1988, como a aposentadoria rural. Não dependeram da boa vontade do presidente, que ainda tentou reduzir os recursos para reforçar o superávit primário. A insensibilidade social do tucanato foi tremenda, o que torna risível e grotesca a entrevista deste representante dos consumidores de luxo da Daslu.

Por último, no que se refere à questão da ética, o ex-presidente, acusado de incontáveis atos de corrupção, ataca duramente o governo Lula por “improbidade na gestão da coisa pública” e por “fazer do parlamento um balcão”. É muito hipocrisia! Vale citar um único caso para desmascará-lo. A Emenda Constitucional que garantiu sua reeleição, de janeiro de 1996, só vingou graças ao esquema de compra de deputados, que envolveu pessoalmente seu ministro das Comunicações, Sérgio Motta, e o ex-presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães, filho do “santo” ACM. Segundo gravações telefônicas, a operação custou milhões de reais. “Todo mundo pegou na faixa de 200, 300 mil...Era deputado toda hora ligando, era senador ligando, era ministro ligando”, festejou Ronivon Santiago, do PFL do Acre, numa das gravações grampeadas.

Vaidoso e demagogo

A entrevista de FHC tem, ao menos, dois méritos. Confirma que o ex-presidente é um vaidoso crônico. Se pudesse, postularia ser Deus! Ele não pára de se gabar – e, como ensinou Balzac, “quem se jacta muito de seus feitos é porque poucos feitos têm para se jactar”. Ele chega a insinuar que é o responsável pelo frágil crescimento econômico no atual governo. Para ele, as privatizações, “feitas no meu governo”, salvaram o país. Esquece que quando assumiu, a tarifa telefônica custava 44 centavos; em de 2001, era de R$ 14,11; que a telefonia privatizada tornou-se o principal alvo das queixas no Procon; que a privatização da energia resultou num apagão e num racionamento que durou sete meses. O vaidoso geralmente não vê seus erros!

O outro mérito é que a entrevista sinaliza qual será a estratégia eleitoral do PSDB para 2006, que tentará esconder os desastres do passado tucano e se apresentar como o novo indutor do desenvolvimento. FHC chega ao descaramento de criticar “a ultra-ortodoxia na política econômica”, logo ele que impôs a camisa-de-força dos juros elevados, do superávit fiscal e da libertinagem financeira. Para evitar esta armadilha, o governo Lula precisa urgentemente rever as suas orientações macroeconômicas e ser bem mais ousado na denúncia política da “herança maldita” de FHC. Do contrário, será presa fácil deste oportunismo eleitoral!

- Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor, junto com Marcio Pochmann, do livro “Era FHC: A regressão do trabalho”.
Fonte: Agência Latinoamericana de Informação



 Escrito por Luiz às 00h23 [] [envie esta mensagem]



90 anos doente, cínico e rico

Mas o tempo passa.

 Escrito por Luiz às 20h14 [] [envie esta mensagem]



Não se bate nem com uma flor
(Um dia para lembrar, protestar e mobilizar contra a violência à mulher)

Definido no I Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado em 1981, em Bogotá, Colômbia, o 25 de Novembro é o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher. A data foi escolhida para lembrar as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura de Leônidas Trujillo na República Dominicana.

Em 25 de novembro de 1991, foi iniciada a Campanha Mundial pelos Direitos Humanos das Mulheres, sob a coordenação do Centro de Liderança Global da Mulher,que propôs os 16 Dias de Ativismo contra a Violência contra as Mulheres, que começam no 25 de novembro e encerram-se no dia 10 de dezembro, aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 1948.

Este período também contempla outras duas datas significativas: o 1o de Dezembro, Dia Mundial da Luta contra a AIDS e o dia 6 de Dezembro, Dia do Massacre de Montreal. Em março de 1999, o 25 de novembro foi reconhecido pelas Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.

Fonte: Rede Feminista de Saúde, RedeFax, 26/ 2003.



Quando eu era criança, a violência mais explícita contra a mulher era a violência física, a pancada. O tempo passa e a gente vai aprendendo que o leque é bem mais amplo. Uma das muitas formas de violência contra o sexo feminino, na minha opinião, é chamá-lo de sexo frágil, porque isso pressupõe uma fragilidade natural e, portanto, passível de penalidade.

Toda a sorte de discriminação, que gera inclusive salários mais baixos, estão em pauta. A violência passou a ser colocada nas entrelinhas, a serpentear as microsituações de tal forma que a violência é assumida e ostentada mesmo entre pessoas bem informadas. A violência contra a mulher é um ato contra todos os seres humanos.



 Escrito por Luiz às 13h52 [] [envie esta mensagem]


24/11/2005

Pedro, o Grande
Vivas a Pedro, o Grande: ganhou o 2005 Deutsche Welle International Weblog Awards como melhor blog jornalístico em língua portuguesa.

 Escrito por Luiz às 21h33 [] [envie esta mensagem]


23/11/2005

É a cara de Pernambuco
(O estado mais antenado e moderninho da federação na verdade funciona assim...)

No apagar das luzes de um feriado prolongado, o Governo do Estado de Pernambuco anunciou o segundo aumento no preço das passagens de ônibus em menos de um ano. Dessa vez, as tarifas ficaram 9,55% mais caras na Região Metropolitana do Recife. Voltando do período de descanso, a surpresa foi geral – e também a indignação. Movimentos estudantis foram às ruas na última quinta-feira, dia 17 de novembro, para demonstrar seu descontentamento com mais um aumento arbitrário que limita o direito de ir e vir da população, em especial os segmentos mais excluídos. No caminho do protesto, populares revoltados/as sentaram nas ruas para impedir a passagem dos carros. A polícia reprimiu a manifestação e as pessoas reagiram jogando pedra nos ônibus.
 
Mais surpresa ainda, a população viu uma polícia agir com violência para reprimir a juventude (tanto participantes das manifestações quanto transeuntes). Na atuação da PM, diversas irregularidades. Prisões arbitrárias, espancamentos, recolhimento de jovens em um quartel (com idenficação no próprio quartel), só para citar algumas ilegalidades. Liderando a violência, como de costume, o tenente-coronel Luís Meira à frente de seu batalhão de choque.
 
No dia seguinte, mais protestos. E muito, muito mais violência. E mais espancamentos. E mais constrangimentos. Muito mais prisões.
 
Recife acordou na segunda-feira com declarações veementes por parte das maiores autoridades em “segurança” no Estado. O governador Jarbas Vasconcelos e o secretário de Defesa Social João Braga foram unânimes: não seriam permitidas manifestações. Estudantes iriam ser duramente reprimidos em seu direito de protestar. Dito e feito.
 
Manifestantes, desta vez protestando nas calçadas, de forma pacífica, foram acuados, insultados e espancados. Duas pessoas ficaram gravemente feridas e 30 foram presas, entre elas cinco adolescentes. Detalhe: desta vez, nenhum ônibus havia sido quebrado e nenhuma via da cidade havia sido obstruída. Como se não bastasse, Governo do Estado e Prefeitura da Cidade do Recife aliam-se em uma nota oficial criminalizando o protesto da sociedade e tentando justificar um aumento abusivo.
 
Em três dias protestos, mais de setenta jovens foram presos/as. As algemas foram retiradas. As marcas da violência permanecem.
 
Hoje, quarta-feira, a população mais uma vez está indignada. A audiência pública, que havia sido marcada para que se discutisse o aumento das tarifas, foi covardemente cancelada. O movimento estudantil, com apoio de vários segmentos da população, porém, não pretendem deixar que o debate se encerre. Prometem ações em diversos pontos da cidade. Querem fazer valer seus direitos, cada vez mais desrespeitados.
 
É inadmissível que esta parcela da população seja impedida de exercer o direito ao protesto. Inaceitável que pessoas sejam obstruídas, espancadas, presas injustamente. O clamor da população é legítimo e precisa ser respeitado pelas autoridades democraticamente instituídas. Com quem luta pelo direito à terra, não é diferente. Há 18 áreas em Pernambuco em que emissões de posse foram suspensas pelo poder judiciário, que também proibiu vistorias em dezenas de áreas. Contra isso, agricultures/as também prometem ir às ruas do Recife nessa quarta. E não podem ser reprimidos/as.
 
Deste modo, as entidades, redes, fóruns e movimentos abaixo assinados, apóiam as manifestações da sociedade e o repúdio à violência policial, que vem ocorrendo com o aval do poder executivo estadual. Cientes de que não há a verdadeira democracia sem o devido respeito aos direitos humanos, subscrevemo-nos.
 
 
Texto assinado por:
Movimento Nacional de Direitos Humanos
Centro de Cultura Luiz Freire
Ordem dos Advogados do Brasil
Diretório Acadêmico de Direito da Universidade Federal de Pernambuco
Associação dos Advogados Trabalhistas de Pernambuco
Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social- Cendhec
UESPE -União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco
Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares
Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares – Gajop
Partido Socialismo e Liberdade- Psol
ARES -Associação Recifense dos Estudantes Secundaristas
UESE -União dos Estudantes Secundaristas de Escada
UESC -União dos Estudantes Secundaristas de Caruaru
Diretório Acadêmico da área II (UFPE)
Partido Comunista Revolucionário (PCR)
Gabinete do Deputado Estadual Isaltino Nascimento
Movimento Negro Unificado
Clube dos Previdenciários
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
Conlutas – Coordenação Nacional de Lutas
Associação de Mulheres Nova Esperança (Paulista)
Sindicato Municipal dos Professores da Rede de Ensino do Recife (Simpere)
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
Serviço Ecumênico de Militância nas Prisões – Sempri
Gestos
Secretaria de Direitos Humanos Desmond Tutu (Igreja Anglicana)
SOS Criança
Grupo de Mulheres Sem Casa
Comissão Pastoral da Terra


 Escrito por Luiz às 18h07 [] [envie esta mensagem]


22/11/2005

La Tierra tiene nombre de mujer

O Clarin.com publicou uma generosa matéria especial sobre a ministra do Meio Ambiente Marina Silva. A reportagem relata a origem da ativista, a formação intelectual, a luta pela preservação da Amazônia, a relação com Chico Mendes, a aproximação dos movimentos sociais, as ameaças dos senhores de terras, dos mineradores e das doenças contraídas na mata.

 

Engraçado ver o texto produzido com o olhar de fora e nesse caso não parece um erro dizer isso dum jornalista latinoamericano que é o autor da reportagem. É que a vivência da ministra soa um tanto exótica para o leitor médio argentino...

 

É interessante também ver que a carreira da ministra coincide com o fortalecimentos dos movimentos sociais, entre eles a CUT, das Comunidades Eclesiásticas de Base e do próprio PT. A reportagem me deu um certo alento, ainda que triste: a nojeira em que se transformou a festa das denúncias ao governo Lula parece que não vai atingir a ministra. O texto, de fácil leitura, em espanhol, merece ser lido.



ATUALIZAÇÃO
Já a gatinha abaixo comeu uma criança de 14 anos.

E ainda por cima acredita em Deus. Já não se fazem comunistas como antigamente.

 



 Escrito por Luiz às 00h20 [] [envie esta mensagem]



Dança um tango comigo, vai...

Praticamente todos os jonais de maior relevância da América Latina acompanharam o encontro entre Kirchner e Chavez, ontem. A recepeção do encontro foi diferenciada, principalmente entre os meios de comunicação da Argentina e da Venzeuela.

No El Universal,  o articulista Italo Luongo-Blohm ironiza a venda de papéis da dívida argentina como um sinal da proximidade do Natal. Lá pelas tantas ele afirma:  "¡Qué bendición ha resultado Venezuela para Argentina! Compramos bonos de su deuda por cientos de millones de dólares y también reactivamos sus industrias pesadas".

O La Jornada, do México, esteve preocupado com as últimas rusgas entre o presidente Foz e Chavez.

"Chávez y Kirchner sellan acuerdos y fortalecen eje Caracas-Buenos Aires" é o título de abertura da editora de Internacional do La Tercera, do Chile. A matéria menciona a relação de atrito entre Caracas e Washington, mas não
necessariamente associa a união entre os dois presidentes latinoamericanos como uma articulação contra a Alca e os Estados Unidos.

O reforço da integração regional é o mote, um tanto ingênuo, do El Heraldo, na Colômbia.

O La Nacion, argentino, diz no título de sua matéria sobre o asunto que "Tras reforzar su alianza con Chávez, Kirchner volvió al país". O jornal trata do assunto mencionando a relação com a Alca e aventa a possibilidade de as relações entre Argentina e Estados Unidos serem prejudicadas caso a Venezuela seja aceita como membro permanente do Mercosul.

O Clarin é o que tem a cobertura mais equilibrada e clara.

O Ultimas Noticias, embora disponível somente para assinantes, estampa "Venezuela en el Mercosur" em sua versão impresa e no site também. Argentina y Venezuela suscribieron ayer acuerdos en materia energética, de alimentación y tecnológica, y la “Declaración del Orinoco”, mediante la cual, entre otras cosas, el país austral
se compromete a dar pleno apoyo al ingreso a Venezuela como miembro pleno al Mercosur.
É o texto de abertura.



Duas informações, de tudo que li, valem uma reflexão. A partir do próximo mês, a Argentina assume a direção d apolítica do Mercosul, cargo que é temporário e que é ocupado em forma de rodízio entre os membros permanentes do grupo. Mais um elemento a considerar entre os listados abaixo na aproximação realizada nas últimas semanas entre os dois governos.

A outra informação é que, na carta assinada entre os dois governantes, chamda de declaração de Orinoco (por que esses documentos recebem sempre títulos tão honoríficos, hein?) há a proposta de criação de uma fundo que serviria para financiar o desenvolvimento na América Latina. Não que esse documento vá ter um resultado concreto nos próximo meses. Mas é algo que o Mercosul nunca profvidenciou, uma cartinha assim, um recado em guardanapo que fosse... 



 Escrito por Luiz às 13h58 [] [envie esta mensagem]


21/11/2005

Dança um tango comigo?
Na reunião bilateral que começou hoje na cidade venezuelana de Puerto Ordaz, o presidente argentino Nestor Kirchner tem mais a ganhar (e a pedir) do que o mandatário venezuelano Hugo Chávez tem a perder (e a dar). O principal mote da reunião são deliberações para a entrada da Venezuela no Mercosul como membro pleno. A Argentina vem se colocando nas últimas três semanas como principal defensor dessa idéia e, ao meu ver, com interesses mais relacionados a sua política econômica, suas necssidade energéticas e pela obrigação de saudar compromisos com o FMI.

A Argentina precisa que a Venezuela compre mais bonos da dívida (US$ 300 milhões) além dos US$ 950 milhões que o governo venezuelano já adquiriu. Se isso acontecer, a situação do governo de Buenos Aires melhora nas negociações com o FMI, suspensas desde setembro do ano passado. Além disso, a compra servirá para desaforgar o caixa argentino, que sofrerá uma baixa com o pagamento inadiável de US$ 1,7 bilhões no início do próximo ano.

Além disso, a indústria argentina vem se recuperando num momento em que a matriz energética do país está em crise. Sem energia, não cresce a indústria, sem indústria, não tem emprego nem dinheiro circulando na economia. Sem dinheiro, panelaço e com panelaço, confusão. Com confusão, pioram as chances de Kirchner eleger a mulher e se fortalecer no parlamento. Ou seja, pra entender a aproximação entre Buenos Aires e Caracas hay que se considerar esse outro aspecto.

Não por acaso, a reunião também servirá para dar continuidade à apresentação de um megaprojeto dum gasoduto entre os dois países - que aliás passará por território brasileiro e uruguaio.

Do lado Venezuelano, a aproximação dá maior eco à estridência chavista e reforça sua posição de oposição continental - coloca um molhinho ao projeto de recriação de uma américa latina bolivariana. Resumindo há mais entre Caras e Buenos Aires do que promete a vã política das declarações integracionistas.



 Escrito por Luiz às 11h50 [] [envie esta mensagem]


19/11/2005

Los 15 enemigos de Internet
Por ocasião da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, a Organização Repórteres sem Fronteiras divulgou duas listas. A primeira, reproduzida abaixo, lista os regimes políticos que mais filtram e/ou proibem o uso livre da web. São os chamados 15 inimigos da internet. A outra lista é a dos países a se vigiar, por apresentarem políticas ou iniciativas do poder público em coibir e limitar a liberdade de expressão na grande rede.

Resumi os motivos que levaram a RSF a formar o ranking. Os comentários da organização podem ser lidos clicando-se aqui.

É incrível a força que a comunicação,os recursos computacionais e o livre trânsito de informação podem ter em relação ao poder instituído de forma autoritária. Não por acaso, o rígido - e por vezes dispendioso - controle que estes governos exercem sobre a internet. Abaixo, os 15 maiores inimigos da internet. 

- Arábia Saudita
A agência governamental saudita anuncia orgulhosamente que bloqueia cerca de 400 mil sites. O objetivo é "preservar os cidadãos de conteúdos ofensivos, ou que violem os princípios da religião islãmica". Eles bloqueiam sites de caráter sexual, religioso e políticos - e aí, incluem vários blogs.

-Belarús
O monopólio dasempresas de telecomunicações no país ajuda a bloquear os sites da oposição,principalmente durante período eleitoral.

-Birmânia
A política de repressão à informação via internet é mais rigorosa que a da China. É proibido, por exemplo, ter internet em casa. Os sites da oposição ao governo também sãofortemente vigiados. É proibido acessar o webmail do Yahoo! e do Hotmail. Nos cibercafés, os proprietários são obrgados a fazer capturas das telas em uso para saber por onde os clientes navegam.

-China
A China é um dos poucos paísesque deixou a internet asséptica,sem sites que possam trazer informações crítica ao poder central. Diplomacia, alta tecnologia e repressão são os ingredientes para impedir que os130 milhões de internautas do país não possam ter acesso a tais informações "perigosas". Há 62 pessoas presas por terem escrito e publicado alguma coisa ofensiva ou ameaçadora ao governo central

- Coréia do Norte
O paíssó passou a utilizar a internet em 2003.Poucas pessoas utilizam a web e amaiorparte dos sitesfazem elogios ao regime.

- Cuba
A forma encontrada pelo regime de Fidel Castro para controlar a internet é mantê-la longe da população. O serviço é ainda um privilégio para poucos.

- Irã
Mais de vinte blogueiros estão presos por veicular informações ameaçadoras ao regime dos mullah.

- Líbia
Também usa filtros para sites e passou a perseguir ciberdissidentes e ciberativistas. Abdel Razak Al Mansouri, que publicava artigos satíricos num site com sede en Londres é oúltimo dos internautas independentes presos, em janeiro deste ano.

- Nepal
Este ano o Nepal saiu da internet. O rei Gyanendra, ao assumir o trono em fevereiro de 2005, simplesmente mandou desconectar o país da  rede. A internet voltou a funcionar masa maior partedos sites da oposição, blogs e sites informativos estão sob controle.

- Uzbekistão
O governo requisita com certa freqüência através dos Serviços Nacionais de Segurança, o bloqueio temporário de sites de partidos políticos e sindicatos. Nos cibercafés do paíspaga-se multa porvisitar site político proibido.

- Síria
Também vigiasites e filtra informações não rede. Um estudante de jornalismo curdofoi preso por publicar num site estrangeiro fotos de uma manifestação popular em Damasco. Outro, por ter enviado um email informativo a um colega fora de seu país, foi prespordois anos. Os dois já foram libertados,depois de passarem por torturas.

-Túnez
A família do presidente Ben Alí controla o monopólio de exploração da internet.O governo tenta desestimular o uso de webmails (mais difícil de controlar) e estimulam uso do rabujo do Outlook. Sites da oposição e informativos estão proibidos.

-Turkmenistão
A estratégia é a mesma de Cuba: deixar a internet inacessível à população. Também é proibido usar a internet em casa.

-Vietnã
Há também, como na China, uma ciberpolícia que filtra conteúdos subversivos na rede e vigia cibercafés.



 Escrito por Luiz às 16h23 [] [envie esta mensagem]


18/11/2005

Sabiá com trevas
XIV.
No chão, entre raízes de inseto, esma e cisca o sabiá.
É um sabiá de terreiro.
Até junto de casa, nos podres dos baldrames, vem
apanhar grilos gordos.
No remexer do cisco adquire experiência de restolho
Tem uma dimensão de pássaro, ele!
Talvez um desvio de poeta na voz.
Influi na doçura de seu canto o gosto que pratica de
ser uma pequena coisa infinita do chão.
Nas fendas do insignificante ele procura grãos de sol.
A essa vida em larvas que lateja debaixo das árvores o
sabiá se entrega.
Aqui desabrocham corolas de jias!
Aqui apodrecem os vôos.
Sua pequena voz se umedece de ínfimos adornos.
Seu canto é o próprio sol tocado na flauta!
Serve de encosto pros corgos.
Do barranco uma rã lhe entarda os olhos.
Esse ente constrói o álacre
É intenso e gárrulo: como quem visse a aba verde das
horas.
É ínvio e ardente o que o sabiá não diz.
E tem espessura de amor.


Poema de Manoel de barros, no livro Arranjos para Assobio. Para entardecer os olhos nessa sexta.



 Escrito por Luiz às 14h05 [] [envie esta mensagem]


17/11/2005

Alguém me dá uma legenda?


 Escrito por Luiz às 19h14 [] [envie esta mensagem]



Curtas

Buruçu

A poucos dias das eleições, as relações entre o Judiciário e o Legislativo na Bolívia estão em pé de guerra por causa do não cumprimento de contratos com petrolíferas. Também lá será uma eleição daquelas.

Parkinson? Que Parkinson?
Dizem que Fidel está com mal de Parkinson. A CIA que diz. Enquanto isso, o Granama, o órgão oficial da imprensa cubana, relata que mais de mil gualtemaltecos foram salvos por médicos cubanos.

Críticas
Bispos da Igreja Católica na Argentina fizeram duras críticas ao governo de Kirchner pela falta de trabalho e de programas sociais. O presidente, claro, reagiu e como era de se esperar não foi delicado. Agora, está sendo criticado também pela forma como se relaciona com a igreja.

De volta
Tô de volta a blogar, devagar, devagarinho. O tempo continua sendo pouco pra tocar o projeto original desse blog e de vez em quando é necessário dar uma parada para tocar uns projetos pessoais, o que aconteceu na semana passada.



 Escrito por Luiz às 13h28 [] [envie esta mensagem]



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