SOY LOCO POR TI
Política, Mídias, Economia, Arte, Futebol e Humor na América Latina

27/01/2006

Estranhos prazeres
Aqui estamos nós: sexta-feira, 22h34. Acho que é a primeira vez nesta semana que eu tenho tempo pra escrever alguma coisa aqui nesse blog. É a última também. Acontece que, de certa maneira, eu cheguei atrasado: estou cansado demais pra postar alguma coisa criativa, informativa.

É estranho ver o tempo passar assim: sempre um pouco à sua frente, impressão de sempre estar atrasado, em débito. Parece um pouco com aquela impressão que se tem quando você percebe que sua irmã ou irmão envelheceu: surpresa, um pouquinho de tristeza por ver algo se perder no olhar: uma nesga de inocência que você não vê mais. E ao mesmo tempo há a impressão, essa nem sempre consciente, de que essas coisas estão ali para acontecerem, são esperadas: o tempo passa, se acaba, se não tomar cuidado some-se de vez, seus irmãos envelhecem - e ainda cabe uma outra surpresa: uma nesga de inocência, a própria surpresa talvez.

O que por certo mais doa nessa forma de se viver o tempo, pelo menos para quem gosta de escrever, é o acúmulo de coisas que simplesmente ficam velhas logo. Não é que elas fiquem velhas, é que fica cada vez mais difícil escrever acompanhando a ventania.

E no entanto, há esse estranho prazer de escrever, só comparado à maravilha de poder ler.

Bueno, isso acabou se transformando num post, que eu não sei como terminar. Vou ficando por aqui, e finalizado está.



 Escrito por Luiz às 23h36 [] [envie esta mensagem]


26/01/2006

Rápidas e ligeiras

Outro planeta é possível

Todos os jornais relataram hoje a descoberta de um novo planeta, cujo tamanho é cerca de 5,5 vezes o da terra, o que não é muito. Por isso as comparações com nossa casa são tantas. Fora do nosso sistema solar, bem mais distante de uma estrela do que nós de nosso sol, o planeta é gasoso, envolto por outros astros gasosos, está lá queito, na dele. É outro planeta possível. Certo ele.

Sangue latino
O Clarin resolveu apostar nas
boquetes rápidas, com toques literários e muito suspense. Não deixe as crianças verem.

Na Bolívia
A visão de Emir Sader sobre a eleição de Evo Morales. Não deveríamos nos encantar tanto, mas senão nos encantarmos, quem o fará?

Carnaval
Ocarnaval não começou somente em Olinda. No Uruguai a folia já na rua.

Romário, candidato?



 Escrito por Luiz às 11h26 [] [envie esta mensagem]


20/01/2006

A melhor piada de loira
burra de todos os tempos

Basta clicar aqui. 

 Escrito por Luiz às 17h51 [] [envie esta mensagem]



Thanks God, it´s Friday!
Hoje pela manhã o trânsito aqui nesta Rua Nunes Machado demorou a chegar, a se fazer ouvir. Parece que a cidade inteira atrasou. Parece que o prédio acordou antes da rua, antes desse bairro de nome tão bonito "Soledade" - tenho certo orgulho de dizer que moro na Soledade quando me pedem o endereço.

-Soledade.
-Onde?
-Soledade, perto da igreja da Soledade.
-Ah, sim, na Boa Vista. Fica pronto na quinta-feira.

E isso apesar da matina ter sido acordada iluminada por um sol dourado claro, e de o cheiro dumas flores que foram plantadas aqui na rua de trás pregarem caladas a resistência ao calor.

Quando parecia que não mudaria muito, caiu uma chuvinha ligeira e as paredes escuras da igreja da Soledade, aqui em frente de minha janela ainda estão úmidas porque o vento do mar não bate nelas nessa época do ano. E aquela chuvinha ligeira não apagou o sol amarelo. Deu-lhe mais dourado, refletido nas gotas que o brilho permitia observar. Meu quarto esfriou ainda mais porque o ventilador estava ligado, a janela semi-bloqueada, um sono...

Hoje é sexta, e amanhã é sábado. Amanhã preparamos um peixe para meu irmão, cujo filho logo logo completa um ano. Vinícius tem os ohos verdes do avô, muito da alegria do pai, os cabelos loiros da mãe, é Sport doente (embora tenham fantasiado ele de banco e vermelho) e tem, quase inteiros, dois dentinhos inferiores que lhe doem à noite.

Nesse momento, um casamento de raposa do lado de fora da minha janela.



 Escrito por Luiz às 12h44 [] [envie esta mensagem]


19/01/2006

Cachorrão
Olavo de Carvalho prova mais uma vez que só convive com gente mais inteligente e de pelo mais lustroso do que o dele.



 Escrito por Luiz às 22h15 [] [envie esta mensagem]



A Michelle
(Luis Fernando Veríssimo)


Não se deve ver coisas demais na Michelle. Já ouvi alguém chamá-la de "Linda!" mas devia ser um esquerdista brasileiro, sem muito com o que se entusiasmar ultimamente, num momento de descontrole. Para começar, quem ganhou as eleições no Chile foi a situação. A "Concentración", coalizão de centro-esquerda que apoiou Michelle, governa o Chile há anos. Não deve mudar muita coisa na política econômica do país que os neoliberais brandem como exemplo de sucesso na America Latina. O que é diferente, apenas curioso ou entusiasmante mesmo na Michelle depende da ordem em que você declinar seus atributos mais citados: socialista, mulher e divorciada agnóstica; mulher, socialista, e divorciada agnóstica; divorciada agnóstica, socialista e mulher, etc.

Se socialista é o mais definidor de tudo que ela é, isso significa que os chilenos não quiseram apenas outro social-democrata no poder e que os problemas criados pelo modelo neoliberal, como crescentes concentração de renda e distância entre ricos e pobres, que conhecemos bem, se agravam e pedem outro aproxe. Também significa que, mantidos os contextos e as peculiaridades de cada um (ela não é exatamente o Evo Morales de tailheur), a eleição da Michelle faz parte da mesma reação que já elegeu ou está por eleger candidatos de esquerda em todo o quintal de Washington. Ninguém sabe se o novo ciclo vai saber desconcentrar renda. Está provado que os generais e os neoliberais não sabem.

O agnosticismo da Michelle não é irrelevante, ainda mais no Chile, em que, como na Argentina, a Igreja tem uma longa história de tutelagem política e é muito mais um agente político do conservadorismo do que, por exemplo, no Brasil. A maçonaria foi um veículo para a interferência da metafísica na política brasileira que a Igreja, com toda a sua força, nunca foi, enquanto que é impossível entender a história de Chile e Argentina sem conhecer o papel da Igreja. Pelo menos uma revolução cultural a Michelle já fez.

E o fato de ser mulher, e a primeira a governar o Chile, não é apenas uma curiosidade. Também pode ser o começo de um ciclo. Já tem uma alemã governando a Alemanha, uma liberiana governando a Libéria e fala-se muito na Hillary Clinton para presidenta. Aqui temos a Dilma Rousseff, a Yeda Crusius, a Heloisa Helena... E já abro o meu voto: Patrícia Pillar.



 Escrito por Luiz às 21h33 [] [envie esta mensagem]


17/01/2006

Novo mundo
(Coluna de hoje de Míriam Leitão, mas não deixe de ler o post abaixo deste e dar sua opinião)
Quem ganhou a eleição no Chile? Foi a esquerda ou a política econômica dos “Chicago Boys”? Uma ex-torturada vingando a morte do pai ou a conciliadora ministra da Defesa? O presidente venezuelano Hugo Chávez, militar ex-golpista, é de esquerda? Um descendente de índio no poder na Bolívia é um acerto com o passado colonial ou a construção do futuro? No Peru, o militarismo nacionalista dos anos 70 está voltando à moda: isso é de esquerda ou de direita?

A América Latina este ano enfrentará várias perguntas desconcertantes. Só há uma certeza: não existem respostas simples para a região. Tudo o que parece fácil, provavelmente, está ligado a velhas categorias que não servem mais para explicar e definir os tempos atuais.

Para a esquerda dos anos 70, nada mais odioso que o general Pinochet e sua direita histérica, mas foi exatamente naquele momento que a economia do Chile começou a viver as suas reformas tocadas por um grupo de jovens de uma das mais competentes escolas de economia do mundo, a de Chicago. O projeto era: diminuir o Estado, reduzir a carga tributária, abrir a economia, privatizar estatais, privatizar a previdência. Essas reformas tocadas pelos jovens de Chicago abriram espaço para o crescimento sustentado do Chile; foram seguidas pelos vizinhos e mantidas pela esquerda quando chegou ao poder. Mas, para mostrar que contradição não é uma exclusividade da esquerda, a direita do Chile nunca conseguiu privatizar a Codelco, a estatal de cobre, que continua sendo fontes de recursos para-fiscais: 10% de toda a receita com exportação financiam os investimentos das Forças Armadas. Como o cobre subiu, os militares estão fazendo uma festa em termos de modernização do arsenal. Um fato estranho assim não se encaixa na cartilha liberal. 

A esquerda do Chile tem trabalhado para reduzir a pobreza, mas não conseguiu diminuir a desigualdade. Na Venezuela de Hugo Chavez, nenhum dos dois objetivos têm sido atingidos. Seu modelo poderia se chamar: retórica sem resultados. O Chile, com as reformas liberais, cresce há duas décadas. De 1984 para cá, só não cresceu em 99. A Venezuela completa sete anos de Chavez crescendo, em média, míseros 1,4% ao ano.

No Peru, o candidato ao qual Chavez declarou apoio, acaba de passar a frente de todos os outros. Duas pesquisas deste fim de semana registraram o avanço do candidato nacionalista de esquerda, Comandante Ollanta Humala. Atrás vêm a conservadora Lourdes Flores e os ex-presidentes Alan Garcia e Valentin Paniagua. De acordo com pesquisa do IDICE, publicada sábado no jornal La Republica, Humala está agora com 26,3%, Flores com 20,7%, Garcia com 20,3% e Paniagua com 11,2%. Segundo uma outra pesquisa, do Instituto Apoyo, publicada domingo no El Comercio, Humala tem 28%, Flores, 25%; Garcia, 15% e Paniagua, 10%. O primeiro turno das eleições será no dia 9 de abril. Curioso o quadro no Peru, porque Alejandro Toledo se apresentava também como um descendente de indígenas chegando ao poder, mas fez uma política considerada conservadora e fracassou na redução da pobreza. O país está crescendo. No ano passado, cresceu mais de 5%; o risco deles é menor do que o nosso. Apesar disso, Toledo governou o tempo todo com baixíssima popularidade. Ollanta Humala é coronel que acaba de deixar a vida ativa e defende aquele tipo de nacionalismo que fez um certo sucesso nos anos 70. Na ditadura militar, o Peru teve um momento em que, sob o comando Juan Velásquez Alvarado, quis adotar programas de esquerda, como nacionalização de empresas estrangeiras. Ollanta Humala diz que tem admiração por Velásquez Alvarado. Ele acaba de superar a candidata Lourdes, que admira Álvaro Uribe, da Colômbia. Se o segundo turno for entre Humala e Lourdes, a disputa será equilibrada; se for entre ele e Alan Garcia, o ineficiente presidente que levou o país à bancarrota nos anos 80 pode se beneficiar da rejeição a Humala.

Para o Brasil, uma possível vitória de Humala traz uma complicação dependendo do que ele considera ser nacionalização: há grandes empresas brasileiras investindo lá, como Ambev, Votorantim, Vale e Petrobras. Tanto lá como na Bolívia, a proposta de nacionalização nunca foi bem explicada. Se, na Bolívia, o presidente eleito, Evo Morales, levar a palavra ao pé da letra, vai ferir diretamente os interesses do Brasil e da maior estatal brasileira, a Petrobras.

Tudo está muito confuso em relação aos conceitos tradicionais. No México, por exemplo, o candidato do PAN, Felipe Calderón, tem crescido nos últimos meses, enquanto o candidato do PRI cai e o do PRD, de esquerda, Lopez Obrador, se estabiliza na dianteira. Em algumas pesquisas, chegam a estar empatados. Quem pensa que isso mostra força do presidente Vicente Fox, que é do PAN, engana-se. Calderón era ministro de Fox quando declarou que seria candidato. Foi demitido por Fox que queria outro candidato. Calderón ganhou as primárias e está fazendo uma interessante trajetória.

Não há uma onda vermelha na América Latina. O que há é cada país com sua história e sua escolha. Somos todos muito diferentes, ao contrário do que imagina quem vê os velhos clichês, que são tão simples, quanto equivocados.



 Escrito por Luiz às 12h06 [] [envie esta mensagem]


16/01/2006

Que significa Bachelet no poder?
Antes de mais nada alguns detalhes sobre a eleição vencida pela médica socialista Michelle Bachelet para a presidência do Chile, no domingo.

* O grupo político do qual faz parte a presidenta eleita governa o Chile há 16 anos. Esse grupo é maioria no congresso, o que significa que

* A nova presidência não precisará fazer alianças com grupos políticos cuja estratégia e/ou ideologia lhe são contrários, o que não foi o caso no Brasil.

* A vitória ratifica que os grupos políticos alinhados com o que (vamos simplificar) se pode chamar de "direita" ganhou nenhuma eleição presidencial nos últimos 50 anos, e só chegou ao poder pela força, durante a ditadura comandada pelo general Augusto Pinochet. Por  isso,

* É de se esperar que a oposição ao governo Bachelet seja barulhenta, ainda que minoritária; radical e modernamente reacionária; desamparada de concretas expectativas de voltar ao poder, uma vez que

* A economia chilena é a mais saudável do continente latinoamericano, tem as taxas de crescimento (em média 6% ao ano) mais saudáveis e tem se expressado de forma cada vez mais variada - vede o crescimento do setor turístico no país.

* Por outro lado, a diferença de apenas 7% em nível nacional entre Michelle Bachelet (que obteve 53,5%) e Sebastián Piñera (46,5%) tem dois lados: um bom e outro ruim. A coisa boa é que Bachelet venceu em todas as regiões. A parte ruim é que essa diferença foi muito pequena, o que denota uma divisão muito grande na vontade popular, sobre tudo porque só houve 2,2% de votos nulos e apenas 0,7% em branco. Se existe vantagem no parlamento, ela não é tão expressiva nas ruas...


Mas a pergunta continua: afinal, o que significa a médica Michelle bachelet no poder? Embora esse blog não seja campeão de audiência nem de comentários, convido os poucos mas especialíssimos leitores a opinar. Ninguém tem que dar opiniões inteligentíssimas, fale de seu sentimento sobre os últimos acontecimentos...

A minha opinião, é que essa é uma das quatro eleições mais importantes na região esse ano (ao lado de México, Venezuela, Brasil e Bolívia). E, assim sendo, o cenário sucintamente descrito acima aponta um horizonte de maduro crescimento de uma proposta de governo à esquerda, progressista, num país de severos desafios a essa forma de ver o mundo: desigualdade social tremenda, saúde pública ruim (na verdade, privatizada durante os anos Pinochet), com muitos esqueletos guardados (um deles atende pelo nome de Pinochet) dos tempos de exceção.

A vitória de Bachelet significa para mim uma vitória da democracia, sim, de maturidade social e política de uma sociedade cujas últimas gerações sofreram demais e que merecem, como merecemos todos os latinoamericanos, alguma esperança pra viver. Significa ainda a chance de resolver e aparar arestas com a Argentina e com a Bolívia. Mas isso já é assunto para outropost, outro dia.



 Escrito por Luiz às 14h45 [] [envie esta mensagem]



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